quinta-feira, 21 de maio de 2009

CONSTRUIR A UNIDADE COM A DIVERSIDADE


Hoje, comemora-se o Dia Mundial da diversidade cultural para o diálogo e desenvolvimento. Desde 2001 que a UNESCO adoptou a Declaração universal sobre a diversidade cultural. Essa declaração reconhece, pela primeira vez, a diversidade cultural como “herança ética da humanidade”, considerando a sua salvaguarda como um imperativo concreto e moral inseparável do respeito da dignidade humana.
Este Dia mundial tem como objectivo proporcionar-nos uma oportunidade para melhor reconhecer e apreciar o que devemos às outras culturas, suscitando em cada um de nós um maior sentimento de complementaridade e solidariedade. Conhecer as nossas diferenças e respeitá-las é a melhor forma de encarar e construir um futuro menos conflituoso, aprendendo a viver juntos.
Pelo seu passado histórico, Portugal foi lugar de cruzamento de diversos povos e culturas. Ser português é, podemos dizê-lo, levar no sangue marcas celtas, gregas, latinas, moçárabes, judias, francesas e britâncias… Depois de termos levado o nosso marco luso pelo mundo, é esse mundo que retorna a nós pela imigração. Brasileiros, eslavos, europeus de leste, africanos das antigas colónias, asiáticos… Até os nossos emigrantes regressados trazem a diferença de uma experiência estrangeira.
Se o nosso passado foi feito de partilha, por que razão fechar o nosso presente a essa riqueza? Desafiante e exigente, o nosso futuro depende da forma como construímos o dia de hoje. Acolhimento ou exclusão semeiam as cearas que colheremos amanhã.
S. Paulo falava em corpo formado por diversos membros para ilustrar a comunidade dos crentes, tendo Cristo como cabeça. Afinal, é na diversidade que formamos a verdadeira unidade. Cristo, nossa cabeça, teve sempre a capacidade de acolher a todos.

Até nós próprios, na nossa individualidade, somos feitos de diversidade. Segundo consta, nesta data de 21 de Maio, ocorre a curiosa efeméride do primeiro fabrico de sapatos diferenciados, direito e esquerdo, em 1310. Até aí existia apenas um modelo uniforme para ambos os pés. Digam lá os nossos membros do “rés-do-chão” se não foi uma grande evolução serem tratados na sua especificidade!?
Serão o nosso coração e a nossa mente mais “estreitos” que os nossos pés na aceitação da diferença como meio de optimizar o são convívio deste corpo que é a nossa sociedade?

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