sexta-feira, 31 de julho de 2009

QUANDO O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS...


“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos”


Neste último dia do mês de Julho, em 1944, desaparecia no mediterrâneo o escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, o famoso autor do “Principezinho”.


A sua experiência de pioneiro de aviação e de piloto de guerra levaram-no a uma última missão de reconhecimento. As suas longas horas de voo na imensidão e solidão dos céus e uma outra visão da terra deram-lhe a legitimidade de uma profunda reflexão humanista que transparece nos seus livros tais como “Vol de nuit”, “Terre des hommes” ou “Citadelle”, para além do conhecido “Le Petit Prince” editado em 1943.

Através da sua obra, chegamos à conclusão que é pela sublimação de nós próprios que nos tornamos homens.


Como ele escreveu:

“Para ver claramente, basta mudar a direcção do olhar.”

Stº INÁCIO DE LOIOLA, o cavaleiro peregrino


Inácio nasceu em 1491 no seio de uma família nobre da Espanha que lhe deu o nome de Iñigo de Loiola. Pajem aos 16 anos, aprendeu a apreciar os prazeres da vida na corte. Mais tarde uniu-se ao exército e foi gravemente ferido. Tinha, então, 30 anos de idade.

Recuperou mas ficou sempre limitado, com uma perna mais curta do que a outra. Durante o longo período de recuperação, começou a ler livros sobre a vida de Cristo e de santos. Na realidade, preferia os romances de cavalaria, mas na ausência destes sujeitou-se ao que havia na casa paterna. Verdade é que, através dessa leitura, Inácio concluiu que quando os seus pensamentos se dirigiam a Cristo e aos santos experimentava uma sensação de paz e serenidade, bem maiores do que sonhando nas glórias de cavalaria e da corte.

Era o início da sua conversão.


Encontros místicos

Inácio decidiu procurar a verdade. Através de uma peregrinação e de muita meditação, teve uma visão de Deus que lhe deu uma perspectiva totalmente nova sobre a vida. Apesar da sua idade, voltou aos estudos. É precisamente na universidade de Paris que conheceu Francisco Xavier, aquele que se iria tornar o grande missionário do Oriente.


O começo de uma nova Ordem

Chegado a Roma, Inácio juntamente com mais alguns companheiros formaram a Companhia de Jesus, uma Ordem ao serviço da Igreja, nomeadamente do papa. Dessa forma, os seus membros, também chamados jesuítas, viajavam para onde quer que os seus serviços fossem necessários e Inácio foi eleito o seu primeiro Superior.
Um dos principais contributos ao longo da história tem sido no ensino.

Inácio passou o resto da sua vida ao serviço dos pobres, escrevendo e ensinado sublinhando sempre a omnipresença de Deus. Fruto das suas experiências místicas, escreveu uma importante obra ainda hoje seguida como referência: “Exercícios Espirituais”.


“Tomai, Senhor,
e recebei toda a minha liberdade,
a minha memória,
o meu entendimento
e toda a minha vontade,
tudo o que tenho e possuo;
Vós mo destes;
a Vós, Senhor, o restituo.
Tudo é vosso,
disponde de tudo,
à vossa inteira vontade.
Dai-me o vosso amor e graça,
que esta me basta”.


Alguns endereços jesuíticos que vale a pena visitar:

http://www.companhia-jesus.pt/

http://www.ppcj.pt/

http://www.essejota.net/


Adaptado de "Pessoas Comuns, Vidas Extraordinárias"

quarta-feira, 29 de julho de 2009

REZAR COM OS QUE PROCURAM


Penso hoje, Senhor, em todos quantos
anseiam falar contigo, mas não conseguem fazê-lo.

Porque a vida talvez tenha sido ou seja neste momento
demasiado dura para eles;
ou porque não conseguem romper o silêncio
em que Tu, muitas vezes, pareces esconder-te;
ou talvez porque tudo quanto vêem e sentem à sua volta
lhes fala pouco de ti,
e muito mais do mundo, seus cristérios e seus interesses;
ou ainda porque não encontram nos crentes
a convicção, a alegria e a credibilidade de que necessitam
para poderem ouvir a tua Palavra e dizer-te o que sentem.

Senhor, acolhe no teu amor todos quantos te procuram
e que - mesmo sem o saberem - são objecto predilecto do teu amor.

José Eduardo Borges de Pinho
em "Acordar com Deus"

terça-feira, 28 de julho de 2009

Stª ALPHONSA MUTTATHUPADATHU, o lótus púrpura da Índia


Alphonsa é a primeira santa canonizada da Índia. Anna Muttathupandathu, assim se chamava, nasceu na região de Kerala em 1910.

O seu nascimento ocorreu em circunstâncias dramáticas. Sua mãe, quase em final de gravidez, foi atacada por uma serpente. Tal acontecimento provocou o nascimento prematuro de Anna e o falecimento da progenitora. A órfã foi confiada a uma tia, que a educou severamente. Já adolescente, pretendem comprometê-la em casamento. Porém, Anna tem outras pretensões. Lendo a “História de uma alma” de Santa Teresa de Lisieux, decide imitá-la e consagrar-se a Deus: “Amava Deus mais intensamente, procurando evitar a mais pequena falta e rezando com fervor acrescido.”

A muito custo consegue demover a tia das suas intenções casamenteiras.

Vida religiosa

É, finalmente, admitida entre as clarissas iniciando o noviciado em Agosto de 1928, recebendo o nome do santo do dia, Afonso de Ligório: chamar-se-á Alphonsa da Imaculada Conceição.

Toda a sua vida religiosa vai ser marcada por diversas doenças que perturbarão a sua formação mas não impedirão um fulgurante crescimento espiritual.

Fisicamente diminuída, será desprezada por muitas das suas irmãs que a acusam de simular as suas enfermidades; outras criticam a sua piedade simples, suspeitando-a de querer agradar as suas superioras. Caluniam-na perante as outras pessoas. A jovem irmã cala-se mas reconhece quanto lhe custou assumir o preceito do amor aos inimigos: “Era-me difícil, no início, amar aquelas que me causavam males, desejando não voltar a vê-las. Mas graças à oração e a um esforço constante, tornou-se fácil.”

Teologia da cruz

É no auge dos seus sofrimentos que a sua comunidade religiosa descobre toda a riqueza da sua espiritualidade através da universalidade da sua oração, a sua humildade e o seu total abandono a Deus: “Se sou humilhada e desprezada, refugio-me no Coração de meu bom Mestre e dou graças a Deus… Ó meu Senhor, esconde-me na chaga do teu Sagrado Coração!”

Alphonsa não vive no dolorismo, mas percebe o significado do seu sofrimento: “Ofereço-me como uma humilde hóstia pela salvação do mundo que corre para a sua ruína e pelos padres, religiosos e religiosas poucos fervorosos…”

Em Julho de 1945, sobrevém a última doença, tão aflitiva que nem as enfermeiras suportam ficar ao seu lado, nem os médicos conseguem explicar. Até porque parece assumir as doenças dos outros, como aconteceu com o seu bispo, atingido pela malária. No mesmo instante em que este ficou misteriosamente curado, Alphonsa ficou a arder em febre. A cruz é para ela um meio de se unir cada vez mais ao seu Salvador. Vendo-a tão sorridente, atenta aos outros, ninguém imagina a agonia interior que suporta: “Só o meu Senhor Jesus conhece a intensidade e a diversidade dos meus sofrimentos (…) Compreendo agora que, no plano de Deus, a minha vida deve ser uma oblação, um sacrifício de sofrimentos, senão teria morrido há muito…”

O dia 28 de Julho de 1946, com 35 anos, a Irmã Alphonsa falece. Imediatamente, os fiéis acorrem em massa e recolhem-se junto ao seu túmulo. Não apenas cristãos, mas também muçulmanos e hindus… Numerosas graças e milagres lhes são atribuídos. Referem-se a ela com o nome “Lótus púrpura da Índia”, flor que simboliza a emancipação na oferenda.

No passado dia 12 de Outubro de 2008, foi canonizada por Bento XVI. Dela, afirmou João Paulo II: “Ela soube encontrar a sua felicidade nas coisas simples e quotidianas (…) Não cessou de dar graças a Deus pela alegria e o privilégio da sua vocação religiosa… Ela amou o sofrimento porque amou Cristo sofredor e a Cruz através do seu amor por Cristo crucificado.”

segunda-feira, 27 de julho de 2009

SER BOA TERRA


«Cem, sessenta e trinta por um»
cf. Mt 13, 18-23

A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é o próprio Senhor que semeia. É o próprio Senhor que está presente neles, pois foi o próprio Senhor que fez a colheita. Porque, sem Ele, eles não são nada, enquanto que Ele, sem eles, permanece na Sua perfeição. Com efeito, Ele disse-lhes: «Sem Mim nada podeis fazer» (Jo 15, 5). Semeando portanto entre as nações, que disse Cristo? «Um semeador saiu para semear» (Mt 13, 3). Noutro texto, os semeadores foram enviados para colher; agora, o semeador sai para semear, e não se queixa do trabalho. Com efeito, que importa que o grão de trigo caia à beira do caminho, sobre as pedras ou entre os espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por estes lugares ingratos, não avançaria até à boa terra! [...]

É de nós que se trata: seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos? Queremos ser a boa terra? Dispomos o nosso coração a produzir trinta vezes mais, sessenta vezes mais, cem vezes, mil vezes mais? Trinta vezes, mil vezes, sempre trigo e apenas trigo. Não sejamos mais esse caminho onde a semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo a agarra como os pássaros. Nem essas pedras onde uma terra pouco profunda faz germinar rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais esses espinhos, as ambições deste mundo, este hábito de fazer o mal. Com efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma vida que impede de chegar à vida? Que coisa mais infeliz que escolher a vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno, recebamos a semente, aguentemos até à colheita, aspiremos a ser arrecadados nos celeiros.

Santo Agostinho (354-430),
Bispo de Hipona e doutor da Igreja

Sermão 101

terça-feira, 21 de julho de 2009

ENCONTRO DE VERÃO

“Que todos sejam um” (Jo. 17, 21)


Amigo/a se tens entre 16 e18 anos une-te a Cristo neste Verão. Podes convidar os teus amigos/as colegas porque a comunhão nunca se constrói sozinho/a.


Onde se vai realizar e quando?

Na Quinta das Tílias – Venda Seca de 4 (18h) a 6 (15h) de Setembro.


O encontro é para ti que acreditas que o verão de 2009 poderá ser diferente com o olhar confiante para novo ano.


O que é preciso levar?

Jantar para partilhar; saco-cama ou lençóis, toalhas e objectos de higiene pessoal; a contribuição que te for possível para as despesas do encontro; caderno e Bíblia ou Novo Testamento.


Envia a tua inscrição até 28 de Agosto para:

Ir. Juliana T: 212681848/ Tm: 966905161

R. Dr. Alberto Leite, 26 – Santana - 2970-593 Sesimbra

Ou: Ir. Mafalda T: 214326279/917304785

Quinta da Tílias -Venda Seca - 2605-191 BELAS

ou

pastoraljv@gmail.com; juvenil@servansfatima.org

Vê também http://www.luzesnocaminho.blogspot.com/



Ficha de Inscrição


Nome completo:____________________________________


Morada:_____________________________________


Paróquia:____________________________________


Telefone ou telemóvel:________________________


Endereço electrónico:__________________________


Actividades na Igreja:___________________________

OUTRA ACTIVIDADE

Retiro de Silêncio

Fazer silêncio para encontrar, encontrar-Te e encontrar-me

Fazer silêncio porque mesmo calados, os barulhos interiores são por vezes grandes…

Fazer silêncio para encontrar a simplicidade: “Já não ambiciono grandezas nem coisas superiores a mim. Antes fico sossegado e tranquilo como criança ao colo da mãe.” (Sl 131)

Fazer silêncio para me centrar no Essencial

Fazer silêncio para escutar, olhar e deixar-me olhar por Ti

Fazer silêncio porque na oração valem menos as palavras que os afectos de coração (Luiza Andaluz)

Fazer silêncio para acolher as Tuas surpresas e saborear o Teu amor

Fazer silêncio para que todos sejamos Um (cf Jo 17, 21)

12 de Agosto (19h - jantar) a 16 de Agosto (21 h – após jantar)

Quinta das Tílias - Belas

> 18 anos

Levar: objectos de higiene pessoal, caderno de apontamentos, Bíblia.

Não leves duas túnicas, nem alforge, mas umas sandálias para o caminho…

Inscrição

Ir Mafalda Leitão

917304785 / 214326279

pastoraljv@gmail.com / juvenil@servasnsfatima.org

www.luzesnocaminho.blogspot.com

(até 6 Agosto)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

PEREGRINAR


Peregrinar
é condição
de quem acredita
que a meta
da vida
fica mais longe
que o transitório
momento presente.


Peregrinar
é passar
sobre o tempo,
olhando o hoje
como um passo
adiante
para a meta
mais distante.


Peregrinar
é ter coragem de não parar
na contemplação
do nada
e no vazio
de um paraíso
irreal.


Peregrinar
é fazer
um esforço
permanente
de caminhar
sempre em frente!

Josef

domingo, 19 de julho de 2009

ANICKA ZELIKOVA, viver e morrer de amor


Anicka, nascida nesta data de 19 de Julho no ano 1924 na Morávia (região oriental da actual República Checa), é a filha mais velha de um casal de modestos camponeses. A família é solidamente católica, fiel à oração e à prática religiosa.

Anicka, como criança, é sorridente, teimosa e ciumenta da afeição dos pais. Nada de muita santidade nesses primeiros anos. Os estudos realizam-se no convento próximo, da Irmãs da Santa Cruz. Aí, sob a orientação da Ir. Ludmilla, o carácter de Anicka suaviza-se. A jovem gosta do estudo, do desenho, do canto; a instrução religiosa abre-lhe novos horizontes que a maravilham. Ao saber que, na eucaristia, Jesus se torna realmente presente, Anicka só aspira a fazer a primeira comunhão. Esta marcará a sua vida de uma forma decisiva.

Durante um retiro, escreve: “Eu começava lentamente a compreender que há uma outra vida para além daquela que vemos à nossa volta. Uma vida que é grande, pura e santa. Até aqui, eu amava Jesus, mas agora cresce o meu desejo de fazer algo, de me sacrificar por Ele.”

Pela leitura de “História de uma alma” de Stª Teresa de Lisieux, Anicka descobre o Carmelo.

O seu comportamento transforma-se; com esforço, torna-se terna e paciente; solidariza-se com as companheiras com maiores dificuldades, encorajando e ajudando-as. Acima de tudo, é uma alegria interior que a ilumina e transparece nas suas atitudes. Todos desejam a sua amizade, revelando uma maturidade invulgar para a sua idade.

No dia 11 de Julho de 1937, assiste à missa solene de um jovem sacerdote da paróquia, o padre Joseph Zavidel. A celebração sensibiliza-a profundamente. Toma a decisão de rezar diariamente pelos sacerdotes e, à semelhança de Santa Teresa de Lisieux, oferece-se a Cristo especialmente por eles.


Tempo de ofercer…

Chega a provação da doença. Primeiro, uma tosse insistente e, depois, o diagnóstico final: tuberculose fulminante. O médico dá-lhe 3 meses de vida.

Porém, contra toda a esperança, a sua saúde melhora.

Isso permite-lhe prosseguir os estudos e de ajudar os pais na lavoura. De tal maneira se aplica em tudo que ninguém desconfia o quanto continua a sofrer fisicamente.

Mas no início de 1939, as hemoptises multiplicam-se de forma alarmante. Acabaram-se a escola, a eucaristia quotidiana, os gestos de caridade e sacrifícios por amor a Deus. “Agora só posso revelar uma manifestação do meu amor: querer somente o que Ele quer!”

A oração e a fé tornam-se mais áridas, tal como o experimentaram alguns grandes místicos. Contudo, Anicka ultrapassa tudo com convicção: “Uma paz muito grande e pura enche o fundo do meu coração.”

Na última fase da sua curta vida, reza medita e, sobretudo, escreve. É um autêntico apostolado epistolar: cada uma das usas cartas são preciosidades espirituais que consolam, exortam, pacificam, traduzindo o seu profundo amor por Deus e seus irmãos.


A 7 de Fevereiro de 1941, recebe o Escapulário do Carmelo e a consolação de pronunciar os seus votos na Terceira Ordem Carmelita, com a dispensa de idade, pois ainda não tem dezoito anos.

A agonia continua. Mas o amor é mais forte: “Tudo quanto posso dar a Deus, agora, são os batimentos do meu coração e o meu sorriso. Somente me restam o amor e a confiança.”


Na manhã de 11 de Setembro de 1941, dia da sua morte, murmura: “Como é belo… não trocaria o meu lugar com ninguém… O meu coração bate… para Jesus… amo-O tanto!... Tenho confiança.”

Nem o regime comunista que assolou o território conseguiu atenuar a reputação desta jovem cuja fama de santidade ultrapassou as fronteiras. Assim, em 1991, a causa da sua beatificação foi introduzida.

EU AMO...


Eu amo sempre os desprezados e os esquecidos,
Como a abelha prefere a flor desconhecida da colmeia;
É mais puro e abundante o mel das flores ignoradas
E mais suave a bondade das pessoas que ninguém lembra...
Eu amo os que têm fome porque ao dar-lhes do meu pão,
O gesto com que o recebem abençoa o pão das minhas searas.
Eu amo todos os que sofrem, porque a sua virtude é como a das plantas cheirosas,
Que quanto mais as torturam e pisam mais alto elevam o perfume...
Eu amo todos os vencidos, se a luz da consciência os guiava no combate.
E respeito os triunfadores se espalham os loiros no túmulo dos que veceram.
Eu amo os pobrezinhos que sobem, rezando, a escada do meu lar,
Porque a sua oração purifica a minha casa, deixando nela a paz dos templos.
Eu amo os que cantam no trabalho, porque nas suas lágrimas corre heroísmo.
Amo tembém os que são felizes, se na sua casa sempre aberta,
Se lembram os desventurados que andam, pelo mundo, sem esperança.
Eu amo, enfim, a dor e a alegria quando elas se ajudam, nos homens,
Como se casam a sombra e a luz, para fazerem um quadro de maravilha.

Nuno de Montemor
em "Amor de Deus e da Terra"

sábado, 18 de julho de 2009

ACEITA-ME, SENHOR!


Aceita-me, Senhor!
Aceita-me neste breve momento.
Deixa no esquecimento os dias órfãos
que passei sem Ti.
Alonga este meu pequeno momento,
em teu peito, descansadamente, e segura-o
debaixo da tua luz.
Vagueei por muitos caminhos,
perseguindo vozes que me atraíam,
e elas não me levaram a nenhum lugar.
Agora, deixa-me sentar, em paz,
para ouvir as tuas palavras no silêncio
do meu coração.
Não afastes o teu rosto dos obscuros
segredos do emu coração.
Não, acende-os, até que ardem
com o teu fogo!


R. Tagore

sexta-feira, 17 de julho de 2009

FÉRIAS APOSTÓLICAS


Que tal um tempo de férias diferente?!


Tempo radical de encontro contigo mesma,

com Deus e com irmãs e irmãos de uma outra paróquia.

Tempo para fazer novas amizades

Tempo para fazer apostolado em equipa com outras jovens

Tempo para saborear a alegria de viver... e alegrar outros...

Tempo para fortalecer interiormente... e fortalecer outros...



Paróquia de Cepões, Diocese de Lamego, de 2 a 9 de Agosto 2009

ou

Paróquia do Lijó, Barcelos, Diocese de Braga, de 8 a 13 de Setembro 2009

(por ocasião da celebração das Bodas de prata de uma Irmã)


Para raparigas a partir dos 17 anos, com vontade de servir, com espírito de grupo, de dedicação, alegria, e outros dons maravilhosos dados por Deus e desejosos de se colocarem a render.


Experimentarás aquilo que nos dizia Luiza Andaluz:

“Passar fazendo o bem à imitação do Mestre Divino,

tornar felizes os que nos rodeiam, que doce programa de vida”


Esta é uma proposta das Irmãs Servas de Nossa Senhora de Fátima que te desafiamos a aceitar.

Para te inscreveres numa das actividades, ou para colocares alguma questão, podes contactar-nos para:

pastoraljv@gmail.com (Consulta também o nosso blog em www.luzesnocaminho.blogspot.com)

Telefone:: 214326279 (Quinta das Tílias – 2905.-191 Belas) ou 917304785

Ou para eugeniasnsf@gmail.com (tel. 254 619 032 ou 96 440 20 36)

Outra actividade:

"Maria, Farol do Mar"


Vai realizar-se um campo vocacional para raparigas organizado pelo Patriarcado de Lisboa (Sector de Animação Vocacional), em conjunto com algumas irmãs: Irmãs da Aliança de Santa Maria, Irmãs Paulinas, Irmãs Discípulas do Divino Mestre e Servas de Nossa Senhora de Fátima.

  • Tema: Maria, Farol do Mar
  • Data: de 3 a 8 de Agosto;
  • Idade: dos 15 aos 18 anos;
  • Local: Seminário de Penafirme;
  • Tranportes: depois de termos as inscrições, organizaremos transporte, com carrinhas que irão buscar e levar as participantes;
  • Custo: cada uma dará até 25 euros, sendo que ninguém deixa de participar por não poder contribuir;
  • Inscrições: deverão ser feitas para este e-mail, ou por telefone para o 967003249 (P.Rui de Jesus).

quinta-feira, 16 de julho de 2009

BENDIGO-TE, Ó PAI…


«O que escondeste aos sábios e entendidos,

revelaste-o aos pequeninos»

cf. Mt 11,25-27

A simplicidade é tão agradável a Deus! Sabeis que a Escritura diz que o Seu prazer é estar com os simples, os simples de coração, que vivem de boa fé e com simplicidade: «Reserva a sua intimidade para com os justos» (Pr 3, 32). Quereis encontrar a Deus? Falai com os simples. Ó meu Salvador! Ó meus irmãos que sentis o desejo de ser simples, que felicidade! Que felicidade! Coragem, uma vez que tendes a promessa de que o prazer de Deus é permanecer com os homens simples.

Outra coisa que nos recomenda maravilhosamente a simplicidade, são estas palavras do nosso Senhor: «Bendigo-Te, ó Pai, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos.» Reconheço, meu Pai, e por isso Vos agradeço, que a doutrina que aprendi de Vossa divina Majestade e que difundo entre os homens é conhecida apenas dos simples, e que permitis que os entendidos do mundo não a entendam; a eles a escondestes, se não em palavras, pelo menos no espírito.

Ó Salvador! Ó meu Deus! Isso deve amedrontar-nos. Corremos atrás da ciência como se dela dependesse a nossa felicidade. Mal de nós se a não temos! É necessário tê-la, mas apenas a essencial; é preciso estudar, mas sobriamente. Uns simulam conhecimento, fazendo-se passar exteriormente por gente de posição e de condição. A esses, aos sábios e entendidos do mundo, Deus tira o entendimento das verdades cristãs. A quem o dá então? Às gentes do povo, às pessoas de bem. [...] Senhores, a verdadeira religião está entre os pobres. Deus enche-os de uma fé viva; eles crêem, alcançam, experimentam as palavras de vida. [...] Normalmente, conservam a paz no meio das preocupações e dos sofrimentos. Por que razão? Devido à sua fé. Por quê? Porque são simples, Deus fez abundar neles as graças que recusa aos ricos e sábios do mundo.

São Vicente de Paula (1581-1660),

presbítero, fundador de comunidades religiosas,

Conversas espirituais, conferência de 21/03/1659

Fonte: www.evangelhoquotidiano.org


terça-feira, 14 de julho de 2009

SEM COMPLICAR


Perguntei, ontem à mais nova das minhas sobrinhas se costuma rezar e como reza…

Respondeu-me que «sim», que reza. E quanto ao modo como o faz, explicou, no seu jeito jovem de falar:

- Olha, tio, sei lá!... Rezo e pronto. Não complico!...

Eis o que Te peço, ó Deus, esta manhã: a capacidade de rezar sem complicar. Rezar com simplicidade, sem artificialismos, expondo-me ao teu olhar acolhedor e misericordioso; ao teu olhar paterno…

Rezar como o teu Filho, Jesus Cristo, nos ensinou: sem o palavreado pagão ou a arrogância farisaica…

Rezar com a ternura de quem se sabe amado tal como é.

Pe. João Aguiar

em “Acordar com Deus”



segunda-feira, 13 de julho de 2009


Mais uma proposta de actividade para este verão


Os Jovens Sem Fronteiras da Benedita (JSF), vêm desta forma convidar todas as pessoas para um grande encontro de solidariedade, mais precisamente a "I Noite Missionária.

Que artistas temos no evento?
Neste evento contamos com a presença dos LUCE e do João Pedro Neves entre outras surpresas.

Quando?
Dia 18 de Julho Sábado pelas 21h.

Custo: 3 Missões
(Com direito a chá, café e bolos)

Os fundos reverterão para quem?
Os fundos que conseguirmos reverterão para a Organização Não Governamental (ONG), SOL SEM FRONTEIRAS (SOLSEF).

Onde será o local do evento?
No Centro Comunitário da Benedita, junto à Igreja.

Contactos: TEL: 913593727 / 967206888

MAIL:
jsfbenedita@hotmail.com



Vamos fazer a festa...
Reserve já o seu bilhete!
Os JSF contam com a sua presença!

domingo, 12 de julho de 2009

PRECISO DE TI...


Preciso de ti para salvar o mundo.
Preciso dos teus pés para ir ao encontro dos irmãos.
Preciso dos teus olhos para os ver;
da tua boca para lhes falar;
dos teus ouvidos para os escutar;
do teu rosto para lhes sorrir.

Preciso das tuas mãos para os abençoar,
levantar e encaminhar.
Preciso do teu coração para os amar,
lhes perdoar e os compreender.
Preciso da tua vontade para ajudar os meus irmãos
a melhorarem a sua vida
e a construírem um mundo novo,
com todos os homens de boa vontade.

Pe. José Martins Vaz, Cssp

terça-feira, 7 de julho de 2009

ELE AMA-TE


«O esposo está com eles»
cf. Mt 9, 14-17

Uma pessoa que ama outra e que lhe faz bem ama-a e faz-lhe bem segundo as suas qualidades, segundo as suas propriedades pessoais. É assim que age o teu Esposo, que em ti reside enquanto omnipotente: ama-te e faz-te bem segundo a Sua omnipotência.

Infinitamente sábio, Ele ama-te e faz-te bem segundo a extensão da Sua sabedoria.
Infinitamente bom, Ele ama-te e faz-te bem segundo a extensão da Sua bondade.
Infinitamente santo, Ele ama-te e faz-te bem segundo a extensão da Sua santidade.
Infinitamente justo, Ele ama-te e concede-te as Suas graças segundo a extensão da Sua justiça.
Infinitamente misericordioso, clemente e compassivo, Ele faz-te experimentar a Sua clemência e a Sua compaixão.
Forte, delicado, sublime em Seu ser, Ele ama-te de maneira forte, delicada e sublime.
Infinitamente puro, ama-te segundo a extensão da Sua pureza.
Soberanamente verdadeiro, ama-te segundo a extensão da Sua verdade.
Infinitamente generoso, ama-te e cumula-te de graças, segundo a extensão da Sua generosidade, sem qualquer interesse pessoal e visando apenas fazer-te bem.
Soberaneamente humilde, ama-te com humildade soberana e com soberana estima.

Eleva-te até Si, a ti Se descobre alegremente, com uma face cheia de graça, nesta via dos conhecimentos que te dá. E tu ouve-Lo dizer-te: «Sou teu e por ti; alegro-me por ser o que sou, a fim de Me dar a ti e de ser teu para sempre.»
Quem poderá exprimir o que sentes, alma bem-aventurada, vendo-te amada a este ponto, vendo-te tida por Deus em semelhante estima?

São João da Cruz (1542-1591),
carmelita, Doutor da Igreja
A Chama Viva do Amor, str. 3, 6

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ACTIVIDADES DE VERÃO - JMJ

Apresentamo-vos mais uma proposta de actividade para este verão. É um encontro promovido pelo Instituto Secular Jesus Maria José.


ENCONTRO JOVEM +
18-19 JULHO
PARA ALÉM DO QUE SE VÊ

O NAVIO JMJ É:
- Um espaço onde todos têm lugar
- Um desafio que te queremos propor
- Uma aventura que jamais irás esquecer
- Um sonho que irás realizar

PROGRAMA
DIA 18
9h30—Chegada/acolhimento
10h00—Abertura Interactiva
10h30— Reflexão « Ir ás raízes, afecto e liberdade»
12h30—Almoço
14h—Reflexão«Nazaré caminho de felicidade»
15h00—Trabalho de grupo
16h—spaço+ “preparação para a Eucaristia”
16h30—Lanche
17h30—Caminhada
20h—Jantar
22h—spaço+(noite)
DIA 19
9h30—Pequeno Almoço
10h15—Partilha /Envio

Local—Pavilhão desportivo de Várzea de Calde - VISEU

Inscrição: 3 euros
É Favor fazer chegar a ficha até 12 de Julho ao
Secretariado da Pastoral Juvenil JMJ
Lar Jesus Maria José
Rua Antero Quental – 90
3000-031 Coimbra
Ou pelos seguintes contactos:
275 823108
966894047
E-mail:
spvjmj@hotmail.com
laurindacampos@hotmail.com

Se tens 16 anos ou mais e estás interessado(a)em fazer esta viagem, então traz:
- um saco cama
-os teus objectos pessoais de higiene
- roupas práticas
- prato, talheres de plástico (de preferência)
- a tua viola, alegria e boa disposição
Importante: Deves trazer o almoço, lanche e o jantar de Sábado.

MICHEL KAYOYA, profeta e mártir


Michel Kayoya nasceu a 8 de Dezembro de 1934, em Kabumbu, no Burundi, em plena época do colonialismo. Entra no seminário e pede para ir estudar na Bélgica, junto dos Padres Brancos, pensando ingressar nesta congregação. Mas depois decide ficar em África, junto do seu povo. Ordenado sacerdote em 1963, torna-se animador de várias iniciativas: promoção da mulher, luta contra o analfabetismo, pesquisa dos valores tradicionais recalcados pelo colonialismo, auto-financiamento das paróquias, cooperativas, movimentos juvenis… O regime vê nele um agitador perigoso. De facto, o padre Miguel fala claramente ao seu povo e denuncia tanto a situação sociopolítica do país como a corrupção do Governo. As próprias autoridades religiosas começam a hostilizá-lo, obrigando-o a abandonar a sua diocese. Um mês mais tarde, em Maio de 1972, é preso e colocado em frente de um pelotão de execução, ao mesmo tempo que uns 200 mil irmãos hutus são barbaramente massacrados. Mesmo diante da morte, o padre-poeta permanece calmo e sereno, canta e perdoa.

Profundo humanista
Kayoya sonhava com um humanismo feito por homens conscientes, livres, maduros. Tinha escrito: “Não é construindo uma ‘África à semelhança do Ocidente que nós, Africanos, responderemos ao convite que o mundo nos faz… Não é dotando a África de todos os bens materiais que nós a tornaremos grande… Quereria que os filhos do meu povo testemunhassem o seu respeito pelo Ser supremo. Respeitando-o, o meu povo descobriria o verdadeiro humanismo no mundo, este mundo que, historicamente, conheceu a visita de Deus… Sentia-me impotente perante esta tarefa; mas, reconhecendo a minha grandeza de homem, decidi-me a caminhar. O homem é um fenómeno que cai caminhando. Ele caminha caindo. A sua grandeza está na força de que dispõe para se realizar.”

Outro texto seu revela-nos os seus anseios:
“Como muitos outros, eu quereria
tornar-me um Homem.
Um homem do meu povo.
Um homem com os meus irmãos.
Um homem para a Humanidade.
Eu sou um homem feito para participar
tanto na alegria
como na miséria dos meus
– meu pai havia-mo ensinado –
na alegria e na miséria do mundo.”



Citado em “Marcos – este Homem era Deus” de Lopes Morgado

domingo, 5 de julho de 2009

SENHOR, VEDE...


Senhor, vede os nossos erros: sede a nossa verdade.
Vede os nossos desvios: sede o nosso caminho
Vede a nossa morte: sede a nossa vida.
Vede a nossa fraqueza: sede a nossa força.

Senhor, vede a nossa frivolidade; sede a nossa sabedoria.
Vede as nossas faltas; sede a o nosso perdão.
Vede a nossa angústia; sede a nossa paz.
Vede a nossa fome; sede o nosso pão.
Vede a nossa sede; sede a nossa fonte.

Senhor, vede o nosso orgulho; sede a nossa humildade.
Vede a as nossas trevas; sede a nossa luz.
Vede a nossa noite; sede o nosso dia.

Senhor, vede os nossos pecados; sede a nossa salvação.
Vede a nossa tibieza; sede o nosso fervor.
Vede o nosso desejo de vida; sede a nossa eternidade.


in Celebrando agora, Senhor - Ano B, de Pe. José Martins Vaz

sexta-feira, 3 de julho de 2009

COMPROMETE-TE…


Se a nota disser:
não é uma nota que fará uma música,
não haverá sinfonia.
Se a palavra disser:
não é uma palavra que fará uma página,
não haverá livro.
Se a pedra disser:
não é com uma pedra que se erguerá uma parede,
não haverá casa.
Se a gota de água disser:
não é com uma gota de água que de fará um rio,
não haverá oceano.
Se o grão de trigo disser:
não é com um grão de trigo que se semeará um campo,
não haverá seara.
Se o homem disser:
não é com um gesto de amor que se salvará a humanidade,
jamais haverá justiça e paz, dignidade e felicidade,
na terra dos homens.

Como a sinfonia necessita de cada nota,
como o livro necessita de cada palavra,
como a casa necessita de cada pedra,
como o oceano necessita de cada gota de água,
como a seara necessita de cada grão de trigo,
assim a humanidade, toda ela, necessita de ti,
lá onde estás, único e, portanto, insubstituível.
Que esperas para te comprometeres?

Michel Quoist
Contacto svd Maio-Junho 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

PEDIR... E AGRADECER


Após mais de seis anos de cativeiro na selva colombiana, Ingrid Betancourt foi finalmente libertada.
A notícia, obviamente, não é nova. Faz hoje exactamente um ano.
Raptada em Fevereiro de 2002 pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), durante a campanha eleitoral para a presidência da república à qual concorria, Ingrid quis agradecer a Deus a sua sobrevivência.
"Antes de qualquer coisa, acompanhai-me, pois devo agradecer a Deus e à Virgem": estas foram as primeiras palavras, logo após ter sido libertada, diante do aparelhamento das autoridades colombianas que a transportaram junto aos companheiros de prisão, à base de Catam, perto de Bogotá.
"Quantas vezes imaginei este momento" - disse Ingrid, expondo seu agradecimento em francês. "É um milagre!" "Quando o chefe da operação disse: 'Nós somos o exército colombiano, vocês estão livres!', nós pulamos de alegria, gritamos, abraçámo-nos, não conseguíamos acreditar! Não dava para acreditar. Deus concedeu-nos este milagre. Foi um milagre!"
Na carta que redigiu à sua mãe, em Outubro de 2007, ela escrevia: "Tenho uma mesinha onde coloco as minhas coisas, quer dizer, a mochila com as minhas roupas e a Bíblia, meu único luxo. Pedi a Deus que me revestisse com a mesma força concedida à França, fazendo com que eu suportasse a adversidade, para me sentir mais digna de estar entre os seus filhos. Cada dia, comunico-me com Deus, Jesus e a Virgem Maria." É frequente vê-la com o rosário rústico, ao pulso, que confessionou durante o cativeiro e pelo qual rezou.

Naturalmente, recorremos a Deus nas aflições e necessidades. Mais raramente, porém, nos lembramos de agradecer, sobretudo de uma forma pública e duradoura. A gratidão que Ingrid continua a manifestar a Deus e a luta que prossegue em favor daqueles que continuam presos revelam uma fé convicta e amadurecida pelas dificuldades. A sua peregrinação ao santuário de Lourdes é apenas uma dessas manifestações.
Há horas para pedir e horas para agradecer.
É essencialmente na segunda que mostramos a verdadeira fé em Deus.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

FOME


Sê tu o Pão
daqueles que o não têm.

Abre o teu coração
como um celeiro
de grãos de trigo
a doirar,
para matar a fome
de amor e de ternura
de quem se aproximar de ti.

Depois,
não feches nunca mais
o teu celeiro
e dá-o todo inteiro
a quem precisar de ti.

Matarás, assim,
a FOME mais pungente,
a mais dolorosa
e exigente
que no mundo existe.

E tu
ficarás sempre mais rico,
porque o AMOR sem medida
leva atrás de si
o milagre de crescer
esse trigo sazonado
que na vida tu queres ser!...

in “Poemas de uma Vida”
Ir. Maria Rita Valente-Perfeito