

Gianna e Pedro casam-se em Setembro de 1955. Em vez da azáfama que habitualmente antecede esse grande dia, ambos dedicaram-se ao recolhimento de um retiro de preparação. A oração será sempre, para eles, um momento especial de comunhão. Mesmo quando a profissão de Pedro os separava, combinavam a hora de rezar o terço um pelo outro.
Ao casar-se, Gianna não procurou alcançar uma posição ou bem-estar. Quis, plenamente, realizar a vontade de Deus. Assim, para ela “toda a vocação é vocação à maternidade: física, espiritual, moral, porque Deus colocou em nós o instinto da vida. O padre é pai, a religiosa é mãe, mãe das almas. Preparar-se à sua vocação é preparar-se a dar a vida”. É essa vida que ela dedicará aos seus filhos (quatro) e aos seus pacientes, cuidando de todos com amor e dedicação. Cada um dos seus filhos é um dom de Deus. Por isso, após cada novo nascimento, retribuía doando uma boa quantia de dinheiro às missões.

Mas aquando da quarta gravidez, detectaram-lhe um cancro. Foi aconselhada a aceitar um aborto terapêutico. Como médica e sabendo do risco que corria, recusou. Pediu expressamente que a criança fosse salva, acima de tudo.
Joana Emanuella nasce o 21 de Abril de 1962 e Gianna, sua mãe, morre no dia 28: ela deu a sua vida para que a sua filha vivesse.
Bem depressa a fama de santidade de Gianna se espalhou e, a 16 de Maio de 2004, foi canonizada por João Paulo II, na presença do seu marido, Pedro e de suas filhas.
Sem comentários:
Enviar um comentário