
“Como a minha alma estava feliz, ó Boa Mãe, quando tinha a felicidade de vos contemplar… Sim, vós descestes à terra para aparecer a uma criança fraca… Vós quisestes servir-vos do que havia de mais fraco segundo o mundo”.

A notícia das aparições (1858) numa gruta de Lourdes atrai multidões: simples curiosos, devotos, autoridades hostis e descrentes. Adulada e pressionada por uns, insultada e vexada por outros, Bernadette não perderá nunca a noção de ser um simples instrumento de Deus: “Fui encarregada de vo-lo dizer, não de vo-lo fazer crer”. Psiquicamente muito equilibrada, muito directa e simples nas suas intervenções a jovem Soubirous testemunhará pela sua própria vida a mensagem transmitida.
Em 1866, decide “esconder-se” no recolhimento das Irmãs da Caridade em Nevers. Não voltará mais à sua querida gruta de Massabielle. No convento, permanece simples e discreta apesar das provas que enfrenta e da doença que se vai agravando. Isso não a impede de prestar mil e um serviços e carinhos às outras irmãs doentes.
Totalmente esgotada morre a 16 de Abril de 1879, com 35 anos. O Seu corpo exumado definitivamente em 1925 (46 anos após a sepultura) encontra-se intacto em Nevers.
Foi canonizada, isto é, reconheceu-se oficialmente os seus méritos de santidade em 1933, pelo papa Pio XI.
Sem comentários:
Enviar um comentário