domingo, 26 de setembro de 2010
Hino à Bem-aventurada Chiara “Luce” Badano
A lembrança de ti está sempre aqui
Mas não, não é uma lembrança porque tu,
Tu és uma presença,
Um anjo que vive ao nosso lado.
Gostaria de descrever-te
Mas não tenho palavras, porque tu
Tu és cada vez maior
Do que aquilo que eu possa dizer de ti, de ti.
Mas vou tentar descrever-te
Olhando para a tua imagem
Esculpida eternamente dentro de mim.
Chiara Luce, clara alba, nas alturas
Chiara Luce, alba límpida e serena
Mulher forte, sempre viva no Amor
Mulher verdadeira, dás muita paz interior.
Deus me ama, dizias tu,
Abandonada nele.
Deus me ama, dizemos nós contigo, Chiara.
Um coro de anjos estava ali
À cabeceira onde estavas tu
Soltavas as tuas velas
No mar azul da eternidade.
Iluminava-se o teu sorriso:
Envolvida pela fileira de Maria
Com o teu sorriso
Deste o paraíso que estava em ti.
E tu estás dentro do invisível,
Eternamente jovem
És nossa “Luz” e o serás para sempre.
Chiara Luce, clara alba, nas alturas
Chiara Luce, alba límpida e serena
Mulher forte, sempre viva no Amor
Mulher verdadeira, dás muita paz interior.
Deus me ama, dizias tu,
Abandonada nele.
Deus me ama, dizemos nós contigo, Chiara.
sábado, 25 de setembro de 2010
BEM AVENTURADA CHIARA LUCE
UMA CANÇÃO PARA CHIARA
Luz
Brilhavas aqui,
Entre tantos, sem saber
Eras ainda pequena.
Reflexo, sombra, luz
Cada um tem o seu lugar,
mas tu buscavas algo mais.
Então uma brisa quente
Tomou as tuas mãos,
E agora dirá ao teu coração:
“Corre, corre, brilha ao meu lado
Na mesma luz.
Corre, corre, brilha, brilha,
És Luz Clara e bela”.
A noite esperava ver-te sorrir
Para dissolver-se na tua luz.
Sabias que nunca estavas só
Porque o Sol resplandecia em ti.
A brisa, agora sabes,
Sopra sempre ao teu lado
E agora se alçará do teu coração.
Corre, corre
Diz-me que não há nada o que temer!
Corre, corre, brilha, brilha,
És Luz Clara e bela.
Corre, corre,
Diz-me que não há nada a temer
Corre, corre, brilha, brilha,
Porque a tua luz agora está em mim.
BEATIFICAÇÃO de CHIARA "LUCE"
terça-feira, 7 de setembro de 2010
ECONTRAR-SE COM DEUS NO SILÊNCIO
Os contemplativos e os ascetas de todos os tempos e de todas as religiões sempre procuraram a Deus no silêncio, na solidão dos desertos, das florestas, das montanhas. O próprio Jesus viveu quarenta dias em absoluta solidão, passando longas horas num coração a coração com o Pai, no silêncio da noite.
Nós próprios somos chamados a retirar-nos a espaços para um silêncio mais profundo, para um isolamento com Deus; a estar a sós com Ele, não com os nossos livros, os nossos pensamentos, as nossas recordações, mas num despojamento perfeito; a permanecer na Sua presença – silenciosos, vazios, imóveis, expectantes.
Não podemos encontrar a Deus no barulho, na agitação. Veja-se na natureza: as árvores, as flores e a erva dos campos crescem em silêncio; as estrelas, a lua, o sol movem-se em silêncio. O essencial não é o que possamos dizer mas o que Deus nos diz e o que Ele diz a outros através de nós. Ele escuta-nos no silêncio; no silêncio fala às nossas almas. No silêncio é-nos dado o privilégio de escutar a Sua voz:
Silêncio dos nossos olhos.
Silêncio dos nossos ouvidos.
Silêncio das nossas bocas.
Silêncio dos nossos espíritos.
No silêncio do coração,
Deus falará.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
DEUS AMOR
Para saberes mais sobre S. Bernardo, o santo que comemoramos hoje, clica aqui:
http://sdpv.blogspot.com/2008/08/muitos-daqueles-que-conhecem-mal-so.html
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
MARIA TUDO FAZIA POR AMOR
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
VEM E SEGUE-ME
Quanto mais te separares das coisas terrenas mais te aproximarás das coisas do céu e mais riquezas em Deus encontrarás.
Aquele que souber morrer para tudo encontrará vida em tudo.
Separa-te do mal, faz o bem, procura a paz (Sl 33, 15).
Aquele que se queixa ou que murmura não é perfeito e nem sequer é bom cristão.
Aquele que se esconde no seu próprio vazio e sabe abandonar-se a Deus é humilde.
Aquele que sabe suportar o próximo e suportar-se a si mesmo é doce.
Se queres ser perfeito, vende a tua vontade e dá-a aos pobres de espírito. Em seguida vira-te para Cristo para obteres d'Ele a doçura e a humildade e segue-O até ao calvário e ao sepulcro.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O ESPELHO de Santa CLARA

Neste dia de Santa Clara, transcrevemos parte da carta que ela escreveu a Inês de Praga.
“Feliz de quem pode gozar as delícias do sagrado banquete e unir-se intimamente ao coração de Cristo… Ele é o esplendor da luz eterna, o espelho puríssimo da acção divina. Olha continuamente para este espelho… contempla nele o teu rosto e procura adornar-te interior e exteriormente com as mais variadas flores das virtudes…
Neste espelho se reflecte esplendidamente a ditosa pobreza, a santa humildade e a inefável caridade, como podes observar, com a graça de Deus, em todas as suas partes. Ao começo do espelho, repara na pobreza d’Aquele que foi colocado no presépio e envolvido em panos. Oh admirável humildade, oh espantosa pobreza! O Rei dos Anjos, o Senhor do céu e da terra deitado num presépio!
No centro do espelho, observa como a humildade, ou a santa pobreza, suporta tantos trabalhos e tormentos para remir o género humano.
E no fim do espelho, contempla a caridade inefável que O levou à cruz e à morte mais infamante.
Por isso o próprio espelho, suspenso na cruz, exorta os transeuntes a considerar estas coisas, dizendo: Ó vós todos que passais pelo caminho, olhai e vede se há dor semelhante à minha dor.
Respondamos nós aos seus clamores e gemidos, com uma só alma e um só coração: a minha alma sempre o recorda e desfalece de tristeza dentro de mim. Abrasa-te cada vez mais neste amor, ó rainha do Rei celeste.”
Da carta de Santa Clara à Inês de Praga (séc. XIII)
Para melhor conheceres a história de Santa Clara, clica aqui:
http://sdpv.blogspot.com/2008/08/clara-de-assis-alegria-de-existir.html
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Para conhecer melhor esta mulher que sempre buscou a verdade, clica aqui: http://sdpv.blogspot.com/2007/11/edith-stein-testemunha-da-verdade.html
domingo, 1 de agosto de 2010
A MINHA HERANÇA...
“O que preparaste, para quem será?”
Cf. Lc 12, 13-21
.
“Gostaria que alguém contasse, no dia da minha morte, que Martin Luher King procurou viver ao serviço do próximo.
Gostaria que alguém dissesse, nesse dia, que MLK procurou amar alguém.
Quero que possais dizer, nesse dia, que procurei ser justo e quis caminhar juntamente com os que agiam com justiça, que me empenhei em dar de comer ao faminto, que sempre tratei de vestir o nu. Quero que digais, nesse dia, que dediquei a minha vida a visitar os que sofriam nas prisões. E quero que digais que tentei amar e servir os homens.

Sim; e, se quiserdes, dizei também que fui arauto. Dizei que fui arauto da justiça. Dizei que fui arauto da paz. Dizei que fui arauto da equidade.
E todas as outras coisas superficiais (prémio Nobel da Paz 64) não terão importância.
Não terei dinheiro para deixar quando me for. Também não deixarei comodidades nem luxos da vida, porque tudo o que quero deixar à minha partida é uma vida de entrega.
É isto que tenho a dizer-vos. Se pude ajudar alguém quando nos encontrámos ao longo do caminho, se pude fazer ver a alguém que tinha escolhido o mau caminho, então a minha vida não terá sido em vão.
Se conseguir cumprir os meus deveres como um cristão os deve cumprir, se conseguir levar a salvação ao mundo, se conseguir difundir a mensagem que o Mestre ensinou, então a minha vida não terá sido em vão.”
Martin Luther King
E tu, que gostarás de deixar em herança àqueles que te conhece(ra)m?
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sábado, 31 de julho de 2010
DIÁCONO, vocação de testemunho e serviço

João - Gostava de começar por dizer que este foi um ano de sementeira, e de cultivo.
Em primeiro lugar porque foi ano de transição, de conhecimento, de contacto, e de estabelecer relações, sem elas não seria capaz de compreender as circunstâncias pessoais e culturais em que vivem as comunidades.
Em segundo lugar é impossível colher aquilo que não se planta; nesse sentido o meu ano foi um ano de labuta, um ano em que compreendi as dificuldades da terra, e que aprendi a semear e a cultivar, com os semeadores que conhecem a terra. Entendi o significado do cultivo, do cuidar, senti algumas vezes a aridez e pó da própria terra; Gostei de perceber como crescem as plantas, que algumas têm necessidade de água e que outras não precisam dela.
Aprendi ao longo deste ano que só semeando na boa terra, regando-a paciente e amorosamente, é que algum dia Ele poderá colher bons frutos.
Voc Acção – Agora que abraçaste uma nova condição na Igreja, que representa para ti o diaconado?
João - Duas palavras: testemunho e serviço.







