domingo, 4 de outubro de 2009

S. FRANCISCO, o irmão de Assis



São Francisco, nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, no ano de 1182, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone, gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o "status" que sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo, e em 1206, aos 24 anos de idade para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo: riquezas, ambições, glória, e até a roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa.

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Já inteiramente mudado de coração, e a ponto de mudar de vida, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Levado pelo Espírito, entrou para rezar e ajoelhou-se devotamente diante do crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado. Pouco depois, coisa inaudita, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele. Chamando-o pelo nome, disse: "Francisco, vai e repara a minha casa que, como vês, está em ruínas".

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Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Com alguns amigos fundou o que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos, cuja ordem foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Santa Clara, sua dilecta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. Neste capítulo da vida do santo é caracterizado por intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, frequentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de Paz e Bem. Em 1220, voltou a Assis depois de se ter aventurado numa viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egipto, redigindo a segunda Regra, aprovada pelo Papa Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos no monte Alverne a 14 de Setembro de 1224.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ANJOS DA NOSSA GUARDA


«Os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de Meu Pai»

cf. Mt 18,1-5.10

Meus irmãos: os anjos da guarda são os nossos amigos mais fiéis, porque estão connosco de dia, de noite, em todos os momentos e em todos os lugares; a fé ensina-nos que os temos sempre ao nosso lado. É isso que leva David a dizer: «Nenhum mal te acontecerá. [...] Ele deu ordens aos Seus anjos, para que te guardem em todos os teus caminhos» [Sl 91 (90), 10-11].

E, para demonstrar como são grandes os desvelos que têm connosco, o profeta diz que eles nos trazem nos braços, como uma mãe leva o seu filho. Ah! É que o bom Deus previu os perigos sem número aos quais seríamos expostos na terra, entre tantos inimigos que não procuram senão a nossa perdição.

Sim, são os nossos anjos bons que nos consolam das nossas penas, que nos alertam quando o demónio nos vem tentar, que apresentam a Deus as nossas orações e todas as nossas boas acções, que nos assistem na hora da morte e apresentam as nossas almas ao juiz soberano. [...]

São João Maria Vianney (1786-1859),

sacerdote, cura de Ars,

Sermão para a festa dos Santos Anjos da Guarda

in www.evangelhoquotidiano.org

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SANTA TERESA DO MENINO JESUS, Doutora da Igreja

Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si.
Parecia uma religiosa comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava, ouviu duas irmãs comentarem entre si, do lado de fora de sua cela: "Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida... O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a notícia da sua morte?"
Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo.
Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade. A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre "Pequena Via"), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja.
(in evangelhoquotidiano.org)

Conhece aqui a história desta jovem rapariga.
Ela percebeu que a santidade não exige grande feitos mas antes as pequenas coisas do quotidiano.

REZAR COM Sta TERESA PELOS SACERDOTES

Associando esta data comemorativa da “nossa” Teresinha e o Ano Sacerdotal que estamos a viver, nada melhor do que rezar uma oração escrita por esta santa que tanto orou pelos sacerdotes. Ela apoiou espiritualmente, de uma forma especial, dois sacerdotes missionários, através de correspondência, orações e sacrifícios.
Por Deus, pelo bem da Igreja e do mundo, é uma óptima iniciativa a imitar.

Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote,

conservai os vossos sacerdotes

sob a protecção do vosso Coração amabilíssimo,

onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai puros e desapegados dos bens da Terra

os seus corações, que foram selados

com o carácter sublime do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crer no amor e fidelidade para convosco

e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que têm

de transubstanciar o pão e o vinho em vosso Corpo e Sangue,

o poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos

e concedei-lhes um dia a coroa de vida eterna.

Ámen.


Santa Teresinha do Menino Jesus

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

REZAR COM SÃO DOMINGOS (V)

ORAÇÃO DAS MÃOS

Domingos queria imitar Jesus tal como o descreve Lucas quando “entrou na sinagoga, levantou-se para fazer a leitura.”

De pé, Domingos estendia as mãos como um livro aberto e o seu coração meditava a Palavra na presença do Senhor.

No silêncio, as suas mãos falavam por ele: tanto as juntava diante dos olhos, tanto as afastava junto aos ombros tal como o faz o sacerdote quando reza o Pai Nosso.

Perscrutava com atenção a Palavra que lia; depois meditava recolhido.

Os frades ficavam impressionados de o ver tão tomado pela oração e pela liberdade com que se exprimia com o seu Deus.

As suas mãos!

Desde há muito que conheciam a suavidade da textura dos pergaminhos e os gestos atenciosos para com os pobres e necessitados, mais preciosos que os seus livros anotados, os gestos de cura e de misericórdia sobre os enfermos a quem tratava das feridas; as suas mãos abertas e despojadas como as de Cristo com quem ele conversava, de pé, livre e feliz.

Como rezo, actuo e vivo com as minhas mãos?

Fonte: http://valence.cef.fr/

RETIRO PARA JOVENS


RETIRO PARA JOVENS (13 aos 33 anos)
com o Padre James Manjackal
Dias 3 a 5 de Outubro de 2009
(Sábado a segunda-feira)

Casa das Irmãs de S. José de Cluny
(Antigo Colégio de Santa Maria)
Rua de S. José, nº 12
2350-525 TORRES NOVAS


Início: dia 3 de Outubro, sábado, às 9h30
Conclusão: dia 5 de Outubro, segunda-feira, cerca das 18h
Acolhimento: dia 2 de Outubro, sexta feira, das 19 às 22 h para os que vêm de longe e no dia 3 de Outubro a partir das 8h30.

Inscrição: 30 euros (inclui refeiçoes e alojamento em saco-cama durante os 3 dias).
Pré-inscrição obrigatória (914 137 940 / 21 45 74 844 / mirjsd@gmail.com
Traz saco-cama, uma toalha de banho, Bíblia, terço e caderno de apontamentos.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O MAIS BELO ESTÁ AINDA PARA VIR...


O mais belo dos mares
é aquele que ainda não vimos.
A mais bela das crianças
é aquela que ainda não nasceu.
Os nossos dias mais formosos
são aqueles que ainda não vivemos.
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Nazim Hikmet
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

REZAR COM OS QUE DUVIDAM

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Sejam as minhas palavras uma oração

por todos os homens e mulheres

que com angústia afirmam não ter fé,

não conseguir ter fé.

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Ajuda-me, Senhor, a também eu

confessar as incertezas e as dúvidas

que tenho a teu respeito.

E como só a medo balbucio o teu nome.

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E dá-me ainda

um jeito semelhante a o teu

em que a palavra contida,

o gesto fraterno

ou o silêncio,

digam a tua fidelidade sem limites,

revelem a tua mão que, por amor,

só por amor,

nunca nos larga.

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Deixa que assim possam vislumbrar

a porta do teu Reino aberto a todos

e, na paz que vem de Ti,

num momento de confiança e abandono

alcancemos a graça de te chamarmos Pai.

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Maria Teresa Frazão

in Acordar com Deus

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

PADRE PIO, vida de paixão por Cristo

Numa época marcada pelo ateísmo teórico e prático, Deus dignou-se conceder-nos através do Padre Pio um sinal revelador da sua presença. Durante meio século este frade capuchinho foi a testemunha da paixão de Cristo entre os seus irmãos, recordando a toda a humanidade que Jesus Cristo é o único Salvador do mundo.

Jovem franciscano

Francesco Forgione, assim baptizado, nasceu em 1887 em Pietrelcina, no sul da Itália. A sua infância é marcada por visões mas também pelas doenças que não mais o deixarão até à morte. No entanto, com dezasseis anos, ingressa no convento dos franciscanos capuchinhos onde assume o nome religioso de Pio e é ordenado sacerdote em 1910. Seis mais tarde, após uma longa convalescença em casa, fixa-se no convento de San Giovanni Rotondo, perto de Foggia.

Com 31 anos, recebe a graça dos estigmas, feridas sangrentas, nas mãos, no lado e nos pés, reproduzindo as chagas de Cristo na Cruz. Diariamente, perde o equivalente de um copo de sangue, durante cinquenta anos. Muitos médicos analisarão essas feridas tentando diversas explicações mas reconhecendo, na maior parte dos casos, que tal fenómeno ultrapassava a ciência médica. Mas os prodígios não ficam por aí. Em Maio de 1919, são conhecidos duas curas milagrosas atribuídas a esse jovem frade. A notícia, rapidamente espalhada, atrai cada dia três a cinco centenas de peregrinos e curiosos. Outro dom do Padre Pio é o de ler a mente dos seus penitentes.

Perdoar e orar

Este singular frade dedica-se, essencialmente, ao sacramento da reconciliação, ao qual dedica 15 a 17 horas por dia, qual novo cura d’Ars. Acolhe cada um de forma distinta, conforme as suas necessidades, ora abraçando-os ora repreendo-os chegando a negar a absolvição a alguns. Tal pedagogia tem sempre como fim a conversão autêntica, mostrando-se benevolente perante a sinceridade. O Padre Pio confessou ser o primeiro a sofrer da severidade que, por vezes, emprega a fim que “nenhum se perca”. O seu inimigo é o pecado com o qual jamais pactua pois este contraria a acção do amor de Deus.

Outra faceta de homem de Deus é a oração, na qual encontra a força divina necessária para combater o mal. Apesar dos sofrimentos e cansaços físicos, abandona-se à meditação durante quatro horas. O momento culminante do seu dia é a celebração eucarística. Configurado com Cristo através dos estigmas, o Padre Pio vive a missa em união íntima com a Paixão de Jesus. Muitos foram aqueles que ficaram profundamente marcados pela sua forma de celebrar. Ele rezava muito mas procurava levar os outros a orar. Sob a sua influência criaram-se centenas de grupos de oração.

Abraçando a cruz

Se o exemplo e apostolado do Padre Pio renovam a paróquia, muitos são aqueles que não vêem com bons olhos a súbita fama deste estigmatizado, nomeadamente algum clero local. Levantam-se calúnias e difamações. Roma intervém com medidas severas que restringem a acção do frade. Antes que a verdade seja restabelecida, o padre sofre em silêncio, tal como acontecerá mais tarde noutras “perseguições” que continuarão quase até à sua morte.

Pela sua experiência do sofrimento, o Padre Pio mantém-se atento aos mais necessitados. Assim, decide construir um hospital onde os doentes, sobretudo os mais pobres, possam beneficiar de hospitalidade e assistência qualificadas para o corpo e par o espírito. Em 1947, o sonho começa a realizar-se. Daí surgirá a “Casa Sollievo della Sofferenza” que se tornará um dos hospitais mais modernos de Itália com capacidade para mil doentes.

Até ao seu fim, o Padre Pio continua a sua missão de confessor e de sofredor. No seu penúltimo ano de vida, confessa até 70 pessoas por dia. Os milagres, as profecias, as conversões, as vocações religiosas multiplicam-se. Mas a sua vida espiritual desenrola-se na “noite da fé”, sem nunca possuir a certeza se age bem e conforme a vontade de Deus. Essa “secura” de alma é própria de muitos santos que se vêem obrigados a abandonar-se incondicionalmente na confiança em Deus.

No dia 23 de Setembro de 1968, o Padre Pio expira.

É canonizado por João Paulo II, a 16 de Junho de 2002.


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MEDITAR COM O PADRE PIO


Neste dia do Santo Padre Pio partilhamos convosco alguns dos seus pensamentos.
Boa leitura e meditação!

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- "O homem sem Deus é um ser mutilado".

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- "Dirás tu o mais belo dos credos quando houver noite em redor de ti, na hora do sacrifício, na dor, no supremo esforço duma vontade inquebrantável para o bem. Este credo é como um relâmpago que rasga a escuridão de teu espírito e no seu brilho te eleva a Deus".

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- "O santo silêncio permite-nos ouvir mais claramente a voz de Deus".

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- “Quando te encontrares diante de Deus, na oração considera-te banhado na luz da verdade, fala-lhe se puderes, deixa simplesmente que te veja e não tenhas preocupação alguma”.

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- "Uma só coisa é necessária: estar perto de Jesus".

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- “O verdadeiro servo de Deus é aquele que usa a caridade para com seu próximo, que está decidido a fazer a vontade de Deus a todo custo, que vive em profunda humildade e simplicidade”.

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- "Deus é servido apenas quando é servido de acordo com a Sua vontade."

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- “O Senhor sempre orienta e chama; mas não queremos segui-lo e responder-lhe, pois só vemos os próprios interesses. Às vezes, pelo facto de se ouvir sempre a Sua voz, não nos apercebemos mais dela; mas o Senhor ilumina e chama. São os homens que se colocam na posição de não mais conseguir escutar.”

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- "O medo excessivo faz-nos agir sem amor, mas a confiança excessiva não nos deixa considerar o perigo que vamos enfrentar".

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- "Quanto mais se caminha na vida espiritual, mais se sente a paz que se apossa de nós."

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- “O amor nada mais é do que o brilho de Deus nos homens”.

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- "Amar significa dar aos outros - especialmente a quem precisa e a quem sofre - o que de melhor temos em nós mesmos e de nós mesmos; e de dá-lo sorridentes e felizes, renunciando ao nosso egoísmo, à nossa alegria, ao nosso prazer e ao nosso orgulho".

- "Se precisamos ter paciência para suportar os defeitos dos outros, quanto mais ainda precisamos para tolerar nossos próprios defeitos!"

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- "O meu passado, Senhor, à Tua misericórdia. O meu Presente, ao Teu amor. O meu futuro, à Tua Providência."

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- "Deus sempre nos dá o que é melhor para nós."

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

A FACE DA MEDALHA QUE NINGUÉM VÊ







Faz hoje 21 anos que Portugal festejava uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Seul. É um feito tão raro que vale a pena assinalá-lo. A 22 de Setembro de 1988, a “nossa” Rosa Mota finalizava a prova rainha dos Jogos, a Maratona, no primeiro lugar.

Muitos recordam as imagens da alegria da atleta, partilhada por toda uma nacionalidade que se orgulhava, depois de Carlos Lopes em 1984, de ver as suas cores e hino encher novamente um estádio, no espaço de alguns instantes.

Para a Rosa, uma medalha. Para todos os portugueses, a vaidade (legítima) de o ser.

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Mas o que mais aprecio nas provas de atletismo é aquilo que, precisamente, não se vê. Por breves momentos, assistimos ao final da prova, ao triunfo, à volta de honra e à glória do pódio. Alguns minutos de fama que ficam para a posteridade. É a face visível da medalha pendurada ao pescoço.

Mas toda a medalha tem outra face, aquela que não fica exposta. Aquela que permite e legitima a primeira. É a face do esforço quotidiano, anónimo, não reconhecido nem aplaudido. A perseverança solitária de um ano inteiro (ou quatro, quando tudo se aposta nos Jogos). Faça sol ou faça frio. Com mais ou menos apoio de patrocinadores, a entrega do atleta é total na sua preparação. A fama do estádio virá somente no fim… se vier… e só para uns poucos medalhados.

A nossa vida é uma longa maratona, sem conta-quilómetros. Uma longa prova que exige (merece) toda a nossa entrega. É, aliás, essa doação que fazemos de nós mesmos que dá vida à nossa existência. É a distinção entre vivência e sobrevivência. A vida que damos aos nossos anos, mais do que os anos que cumulamos durante a vida, é a medalha que transportamos. Mais que levá-la ao pescoço, carregamo-la no coração e na memória dos momentos dados, abraços e sorrisos partilhados, gestos e esforços oferecidos pelos outros, com os outros. não competindo, mas construindo.

Pouco subirão ao pódio….

Mas que importa!

Se os outros não vêem a glória da minha medalha, sei (e Deus também) que trago em mim a outra face, aquela que me autentifica e, verdadeiramente, me dignifica.

E se amar, à maneira de Jesus Cristo, sei que chegarei sempre primeiro!

CANTAREI UMA NOVA CANÇÃO...

O grupo é conhecido de todos.

Alguns reconhecerão a canção.

Importa é dar a conhecer a fé que nos faz viver, pois a nossa vida é a melhor canção para Deus.

Hoje, que refrão Lhe vou cantar?