terça-feira, 29 de abril de 2008

REZAR COM CATARINA DE SENA

Bom dia a todas as Catarinas. Neste dia da sua padroeira, aqui fica um poema escrito por esta santa e doutora da Igreja.
TU ÉS MAR PROFUNDO
Ó Trindade eterna, Tu és mar profundo,
no qual quanto mais me abismo, mais te encontro,
e quanto mais te encontro, mais te procuro.
De Ti nunca se poderá dizer: basta!
A alma que se sacia em tuas profundezas
deseja-te sem cessar,
porque está sempre faminta de ti,
sempre desejosa de ver sua luz
em tua Luz.

Nesta luz eu te conheço,
e Tu estás presente ao meu espírito,
Tu, que és o Bem supremo e infinito,
o Bem acima de todo o bem,
que faz a verdadeira felicidade.
Tu és a Beleza acima de toda a beleza,
a Sabedoria acima de toda a sabedoria.
Reveste-me, Trindade eterna,
reveste-me de Ti mesma,
para que eu passe esta vida
na luz de tua revelação,
que inebriou minha alma.
Stª Catarina de Sena

segunda-feira, 28 de abril de 2008

MENSAGEM DO PAPA AOS JOVENS

Ontem, dia 27 de Abril, numa mensagem enviada a dez mil jovens reunidos em Lourdes, o Papa convidou-os a sonharem com as coisas grandiosas que Deus quer para eles.
O Papa assegura aos jovens que «Cristo torna-vos dignos de sua confiança e deseja que possais realizar vossos ideais mais nobres e mais elevados de autêntica felicidade». «Esta felicidade é antes de tudo um dom de Deus que se recebe empreendendo os caminhos inesperados de sua vontade. Estes caminhos são exigentes, mas também fonte de alegria profunda», acrescenta na carta, dirigida ao arcebispo de Paris ao cardeal André Vingt-Trois, presidente da Conferência Episcopal Francesa.
«Nosso “sim” a Deus gera a fonte da verdadeira felicidade: este “sim” liberta o próprio eu de tudo o que o encerra em si mesmo. Faz que a pobreza da nossa vida penetre na riqueza e na força do projecto de Deus, sem eliminar a nossa liberdade nem a nossa responsabilidade». «Abre nosso pequeno coração às dimensões da caridade divina, que são universais. Conforma nossa vida com a própria vida de Cristo, na qual entramos com nosso Baptismo», sublinha.
Por último, o Papa lança um desafio aos jovens reunidos em Lourdes: «que aqueles dentre vós que sintam o chamamento a segui-lo no sacerdócio ou na vida consagrada, respondam “sim” ao convite do Senhor a colocar-se totalmente a serviço da Igreja, em uma vida totalmente entregue pelo Reino dos Céus. Não ficarão decepcionados».
É, aliás, a mesma mensagem que Bento XVI deixou aos 29 sacerdotes que ele ordenou em Roma nesta mesma data.
O Papa explicou-lhes na homilia que nesse dia começava para eles uma nova missão: ao serem ministros do Evangelho, têm de «anunciar e testemunhar a alegria».
«O que pode ser mais maravilhoso que isto?», perguntou. «O que pode ser maior, mais entusiasmante que cooperar na difusão no mundo da Palavra de vida, comunicar a água viva do Espírito Santo?».
Os sacerdotes são chamados a levar o Evangelho a todos «para que todos experimentem a alegria de Cristo». São chamados a ser «mensageiros desta alegria», a multiplicá-la e a transmiti-la especialmente aos que estão tristes e desiludidos.
«Para serem colaboradores da alegria dos demais, num mundo com frequência triste e pessimista, é necessário que o fogo do Evangelho arda dentro de vós, que em vós viva a alegria do Senhor».
«Onde Cristo é pregado com a força do Espírito Santo e é acolhido com o espírito aberto, a sociedade, apesar dos seus muitos problemas, converte-se em “cidade da alegria”».

JOANA BERETTA MOLLA, médica, esposa e mãe santa

Gianna (Joana) foi a sétima de treze filhos de uma família de classe média do norte de Itália. Estudou medicina, especializando-se em pediatria. Tendo um irmão missionário no Brasil, cedo desejou juntar-se-lhe para ajudar os mais pobres. Mas a sua saúde desaconselhou tal decisão. Porém, a busca da sua vocação era uma preocupação real em Gianna. Apoiada na sua fé e na oração, vive na expectativa de descobrir o que Deus quer dela. Reza e manda rezar por essa intenção.
Conhece então o Pedro Molla, um engenheiro. Entre ambos cresce a amizade e admiração recíprocas. Pela mesma altura, acompanha doentes numa peregrinação a Lourdes. Percebe, mais do que nunca, o valor de se dedicar aos mais débeis. Gianna decide-se: fundará uma família cristã com o mesmo amor e sacrifício que assumiria em terras de missão. “Os caminhos de Deus são sempre belos, desde que a meta seja sempre a mesma: salvar a nossa alma e conseguir levar a Deus muitas outras, para O glorificar”.
Gianna e Pedro casam-se em Setembro de 1955. Em vez da azáfama que habitualmente antecede esse grande dia, ambos dedicaram-se ao recolhimento de um retiro de preparação. A oração será sempre, para eles, um momento especial de comunhão. Mesmo quando a profissão de Pedro os separava, combinavam a hora de rezar o terço um pelo outro.
Ao casar-se, Gianna não procurou alcançar uma posição ou bem-estar. Quis, plenamente, realizar a vontade de Deus. Assim, para ela “toda a vocação é vocação à maternidade: física, espiritual, moral, porque Deus colocou em nós o instinto da vida. O padre é pai, a religiosa é mãe, mãe das almas. Preparar-se à sua vocação é preparar-se a dar a vida”. É essa vida que ela dedicará aos seus filhos (quatro) e aos seus pacientes, cuidando de todos com amor e dedicação. Cada um dos seus filhos é um dom de Deus. Por isso, após cada novo nascimento, retribuía doando uma boa quantia de dinheiro às missões.
Mas aquando da quarta gravidez, detectaram-lhe um cancro. Foi aconselhada a aceitar um aborto terapêutico. Como médica e sabendo do risco que corria, recusou. Pediu expressamente que a criança fosse salva, acima de tudo.
Joana Emanuella nasce o 21 de Abril de 1962 e Gianna, sua mãe, morre no dia 28: ela deu a sua vida para que a sua filha vivesse.
Bem depressa a fama de santidade de Gianna se espalhou e, a 16 de Maio de 2004, foi canonizada por João Paulo II, na presença do seu marido, Pedro e de suas filhas.

domingo, 27 de abril de 2008

VIA LUCIS COM A CRUZ DE S. DAMIÃO

Na próxima quarta feira, dia 30 de Abril, a Diocese da Guarda despede-se da Cruz "peregrina" de S. Damião.
Após ter percorrido os diversos arciprestados, a Cruz regressa à Guarda para um último momento de oração. Recorda-se que esta passagem pela Diocese deve-se à comemoração dos 800 anos da vocação de Francisco de Assis e respectivo carisma aprovado pelo papa.
O SDPV está a organizar uma VIA LUCIS com a Cruz, através da qual contemplaremos as diversas etapas da vocação de S. Francisco.
Essa Via Lucis, presidida pelo nosso bispo D. Manuel, comecerá às 21 horas na Igreja da Misericórdia, prosseguindo até à Sé Catedral.
No dia seguinte, a Cruz partirá para a Diocese de Lamego.
TODOS ESTÃO CONVIDADOS
A CAMINHAR COM FRANCISCO DE ASSIS.

CAMINHADA COM A CRUZ DE S. DAMIÃO


Este sábado 26 de Abril, dentro da programação da visita da Cruz de S. Damião ao arciprestado do Fundão, decorreu o "Dia Jovem". As actividades foram dinamizadas pelas Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imacula Conceição, com a colaboração do SDPV. Para o efeito, vieram duas irmãs, Ir. Paula de Viana do Castelo (embora seja "nossa" da Guarda) e a irmã guineense, Nealtina, de Vila Nova de Gaia, contando ainda com as "vizinhas" de Oleiros, as irmãs Olinda e Manuela.

O dia começou na aldeia de Enxabarda onde se concentraram à volta da Cruz de S. Damião, mais de trinta pessoas, de várias idades, embora a grande maioria fossem jovens, vindas de diversos lugares do Sul do Concelho e de Oleiros. Daí partiu-se em caminhada até ao Fundão (cerca de 14 km) com algumas paragens de reflexão, nomeadamente no recinto do Senhor da Saúde, Souto da Casa. Como o jovem Francisco de Assis, caminhámos no conhecimento de nós prórpios, dos outros e de Deus. O almoço decorreu junto ao Monumento da Srª de Fátima à entrada do Fundão.

Pela tarde, continuaram as actividades no Centro Paroquial da cidade onde se aprofundou a vocação do jovem de Assis e a nossa.

O final do dia foi celebrado com a eucaristia na igreja matriz onde decorreu, à noite, uma vigília de oração junto da Cruz.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

LIBERDADE


Hoje, é o “nosso” Dia da Liberdade.
Importa lembrar, neste dia, que a liberdade para além de direito a conquistar, também é um dever a cumprir.
Dizia o filósofo Sartre: “Eu sou a minha liberdade”. Concordo. Resta saber o que a nossa liberdade nos faz ser. Com ela, posso libertar outros ou, “livremente”, deixo-me prender a coisas, preconceitos, vícios, egoísmos, ódios, … Se sou a minha liberdade, nem sempre ela me liberta.
E se eu a usasse para benefício dos outros?
E se fosse, simplesmente, pelo Outro?

Afinal, só os que são realmente livres estão disponíveis para dar. Sobretudo para dar-se…
Assim dizia o Abbé Pierre, um homem inteiramente livre: “Não se é livre de amar ou não amar; É-se livre para amar”.
E se esta fosse a minha forma de liberdade?

E se essa liberdade me fizesse… feliz…

quinta-feira, 24 de abril de 2008

QUE MINHA ALEGRIA SEJA COMPLETA


"Manifestei-vos estas coisas,
para que esteja em vós a minha alegria,
e a vossa alegria seja completa".
Jo 15, 11

Eu te peço, meu Deus:
faz com que te conheça, que te ame,
para que a minha alegria esteja em ti.
E, se isso não for plenamente possível nesta vida,
faz ao menos que eu progrida todos os dias,
até atingir a plenitude.
Que nesta vida o teu conhecimento cresça em mim
e que ele esteja completo no último dia;
que o teu amor cresça em mim
e que ele seja perfeito na vida futura,
para que a minha alegria,
já grande em esperança cá na terra,
seja então acabada na realidade.
(...)
Deus verdadeiro, faço-te esta oração;
atende-me para que a minha alegria seja perfeita.

Que doravante seja esta a meditação do meu espírito
e a palavra dos meus lábios.
Seja este o amor do meu coração
e o discurso da minha boca,
seja a fome da minha alma,
a sede da minha carne
e o desejo de todo o meu ser,
até ao dia em que eu entre na alegria do Senhor,
Deus único em três Pessoas,
bendito pelos séculos.
Amen.

Santo Anselmo

segunda-feira, 21 de abril de 2008

CRUZ DE S. DAMIÃO NO FUNDÃO

A Cruz de S. Damião, encontra-se, desde ontem (domingo), na cidade do Fundão.
Aí permanecerá uma semana. A cruz foi confiada à fraternidade das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição que têm a seu cargo o Lar da Misericórdia.

Várias actividades estão programadas ao longo dos dias, nomeadamente junto da comunidade paroquial que contam também com a presença da Ordem Franciscana Secular, ou seja, leigos que se comprometeram em viver o espírito de S. Francisco.

É de destacar, igualmente, o dia de sábado que será dedicado aos jovens da cidade de mais algumas comunidades do arciprestado.
No domingo seguinte, a Cruz será entregue à comunidade vizinha de Aldeia Nova do Cabo, onde reside e trabalha pastoralmente a fraternidade das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, também de inspiração franciscana.
Será a última visita da Cruz antes de se despedir da nossa Diocese na quarta feira 30 de Abril na Guarda através de uma Via Lucis a realizar pelas ruas da cidade a partir das 21h.

ABRIR A PORTA DO CORAÇÃO A CRISTO...


Abrir a porta do coração a Cristo é sempre temerário: porque Ele vem com o seu amor de Filho bem-amado e vai convidar-nos à perfeição do seu Pai, imitando-O sempre e em tudo.
Abrir a porta do coração a Cristo é sempre perigoso: porque com o seu amor pela humanidade vai desorganizar toda a nossa vida, programada apenas para a nossa satisfação pessoal.
Abrir a porta do coração a Cristo é sempre incómodo: porque com o seu zelo de salvar o mundo, vai convidar-nos a trabalhar constantemente para criarmos um povo de irmãos.
Abrir a porta do coração a Cristo é sempre arriscado: porque com a sua grande misericórdia diante da miséria alheia, vai convidar-nos a distribuir o nosso supérfluo.
Abrir a porta do coração a Cristo é sempre imprudente: porque com a radicalidade do seu Evangelho, vai balizar os nossos caminhos com marcos de amor e de perdão, de diálogo e de serviço.
Para além disso, abrir a porta do coração a Cristo é sempre corajoso: porque com a sua Paixão de libertador do mal e do pecado, do ódio e da indiferença, vai convidar-nos a trabalhar constantemente por um mundo novo à medida do seu coração.
Mas, apesar de tudo, abrir a porta do coração a Cristo é sempre consolador: porque sentiremos a felicidade de termos sido úteis aos outros; porque entraremos, um dia, na sua morada eterna, depois de termos aceitado que Ele faça em nós a sua morada sobre a terra.

Adaptado do Pe. José Martins Vaz, CSSp

domingo, 20 de abril de 2008

DIA ADN E CRUZ DE S. DAMIÃO NA COVILHÃ


Aqui ficam algumas imagens do dia de ontem (sábado 19 de Abril) na Covilhã.

Primeiramente, estivemos em S. Tiago, com mais de vinte jovens e adolescentes nas actividades do "Dia ADN", reflectindo sobre os desafios da santidade, com S. Francisco e S. Inácio e recordando outras figuras que nos provam que todos somos chamdos a ser santos, à imagem de Jesus.

O dia finalizou com um momento de oração diante da Cruz de S. Damião, na igreja de S. Francisco. No recolhimento, Cristo repetiu-nos a mensagem confiada a Francisco de Assis: "Vai e restaura a minha Igreja".

PEDRAS VIVAS


“…Vós também – como pedras vivas – entrais na construção de um edifício espiritual…”
cf. I Pedro 2, 4-9

A “pedra angular” está lançada; tem um nome: Jesus Cristo.
Sobre essa ela constrói-se o edifício com as pedras que nós somos.
Entrar nesta construção como “pedras vivas” é o convite que nos é feito.
Muitos querem construir ficando de fora;
outros não passam de pedras mortas, passivas,
sem empenhamento nem compromisso.
Os primeiros querem que sejam os outros a construir;
são geralmente muito críticos.
Os segundos são pesos que mais impedem do que ajudam;
são geralmente avessos a tudo o que é mudança e dinamismo.
Os primeiros, por vezes, não entram na construção por causa dos segundos;
os segundos não mudam por causa do radicalismo dos primeiros.
Os primeiros querem ser “pedra angular”, tudo feito à sua medida e gosto;
os segundos fazem-se “pedra angular”, donos da construção existente.
Assim vai a tua Igreja Senhor.
Mas, apesar de irregular e imperfeita, posso e devo colaborar nessa construção de uma igreja renovada e na qual todos têm lugar.
Toma-me, Senhor, e constrói comigo o que for necessário.
É a nossa vocação de cristãos.

(adaptado de um texto de A. da Costa e Silva)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

CRUZ DE S. DAMIÃO NA COVILHÃ


Este sábado, a Covilhã acolhe a Cruz de S. Damião.
A réplica da Cruz diante da qual S. Francisco de Assis percebeu a sua vocação está a percorrer a nossa Diocese por ocasião dos 800 anos do carisma franciscano.
Queremos assinalar essa passagem na Covilhã através de um encontro para jovens, por volta das 14h30 na igreja de S. Tiago.
A partir das 16h30, caminhermos com a Cruz para a igreja de S. Francisco na qual ocorrerá um momento de oração (17h - para todos).
Repetiremos assim a atitude do jovem Francisco de Assis, ajoelado diante da cruz e suplicando: "Que queres que eu faça, Senhor?"