terça-feira, 13 de outubro de 2009

ALEXANDRINA, a Eucaristia tornada vida


Alexandrina nasceu em 30 de Março de 1904 em Balasar. É uma pequena camponesa cheia de vida, divertida, afectuosa. Aos 14 anos lança-se de uma janela a quatro metros de altura para preservar a sua pureza, ameaçada por alguns homens que haviam entrado em casa.

Cinco anos mais tarde, as lesões derivadas da queda provocaram-lhe uma paralisia total que a manteve de cama durante mais de 30 anos, até ao final de sua vida.

Ofereceu-se como vítima a Cristo pela conversão dos pecadores e pela paz do mundo. Durante quatro anos (1938-42), reviveu todas as sextas-feiras, durante três horas, a paixão de Cristo.

De 27 de Março de 1942 até sua morte (isto é, durante 13 anos e 7 meses), não ingeriu nenhuma outra bebida nem alimento mais que a Eucaristia.

Orientada pelo seu director espiritual, fez-se cooperadora salesiana, oferecendo os seus sofrimentos pela salvação da juventude.

Em 13 de Outubro de 1955, ouviu-se exclamar: «Sou feliz, porque vou ao céu». Pela tarde faleceu em Balasar, onde se encontra seu sepulcro e onde acodem multidões de peregrinos.

fonte: Zenith

Para melhor conhecer Alexandrina:

http://alexandrinabalasar.free.fr/

ou: http://alexandrinabalasar.free.fr/index_portugues.htm


REZAR COM ALEXANDRINA de BALASAR



"Fala, fala, meu coração,

diz ao menos nestas linhas quanto desejas amar o teu Jesus!

Fala, fala, coração meu,

diz ao teu Jesus que só a Ele queres e que só nele queres descansar!

Não canses, não deixes de falar do amor!

O amor que é amor, verdadeiro e puro amor,

não pode calar-se,

não pode deixar de manifestar-se,

tem que falar e provar que ama sempre:

ama de dia e de noite, ama na dor e na alegria, ama na exaltação

e, se é amor verdadeiramente puro, ama mais ainda quando é humilhado.

Ó amor, como tu és grande e forte!"

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

CARMELO EM FESTA. Profissão Simples de uma irmã

No passado 1 de Outubro, dia de Santa Teresa do Menino Jesus, houve festa no Carmelo da Santíssima Trindade, na Guarda. Para além de festejar a santa carmelita, a comunidade religiosa viveu o júbilo da profissão simples da Ir. Maria Manuela da Eucaristia.
Com a presença dos pais, D. Maria de Lurdes e Sr. Hélder, toda a comunidade partilhou da felicidade da celebração na qual a irmã prometeu viver na alegria e na fidelidade a entrega a Deus, abraçando a pobreza, castidade e obediência. Finalmente, foi nas mãos da prioresa, Ir. Teresa de Jesus, que a Ir. Maria Manuela professou.
O Voc’Acção dá-vos a conhecer um pouco melhor esta religiosa que deixou Almada, onde residia e trabalhava (num banco), para agora viver de Deus e para Deus na nossa Guarda. Eis a primeira parte da entrevista:

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Voc’acção: Ir. Maria Manuela, está hoje a viver um dia muito importante na sua caminhada vocacional. Hoje, dia 1 de Outubro, dia de Sta. Teresinha do Menino Jesus, fez a sua primeira profissão simples, na Ordem Carmelita. Quando sentiu este chamamento do Senhor?
– A partir dos meus 22 anos a ideia de me tornar Religiosa tornou-se-me uma espécie de atracção distante, um certo fascínio que eu não levava à prática. O Chamamento concreto veio muito mais tarde e desenvolveu-se muito rapidamente. Tudo aquilo que dava sentido à minha vida (trabalho, amigos, viagens, etc) começou a perder o brilho de um momento para o outro. O que antes me dava prazer, cansava-me e comecei, através da Internet, a procurar Sites vocacionais. A Eucaristia começou a ser diária e a visita aos amigos esporádica e para espanto de todos em três meses eu estava à procura de um Carmelo que me proporcionasse um tempo de experiência.
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V'a: Há quanto tempo entrou neste convento?
- Depois de ter feito um mês de experiência em Outubro de 2006, entrei em 3 de Março de 2007. Portanto há dois anos e meio sensivelmente.
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Continua…

domingo, 11 de outubro de 2009

O OLHAR DE JESUS SOBRE TI


“Jesus olhou para ele com simpatia…”
cf. Mc 10, 17-27

Depois de feito o discernimento dos problemas essenciais e importantes para a vossa juventude, para o plano de toda a vida que está à vossa frente, faço votos que experimenteis aquilo mesmo de que fala o Evangelho: “Jesus fitou-o com amor”. Desejo que experimenteis um olhar assim! Desejo que experimenteis a verdade de que Ele, Cristo, vos olha com amor!
Ele olha com amor cada um dos homens. O Evangelho confirma-o a cada passo. Pode até dizer-se que neste “olhar amoroso” de Cristo está contido como que o resumo e a síntese de toda a Boa Nova(…).
É necessário para o homem este olhar amoroso: é-lhe necessária a consciência de ser amado, de ser amado eternamente e escolhido desde a eternidade (cfr. Ef 1, 4). Este amor eterno de eleição divina acompanha o homem durante a vida com o olhar de amor de Cristo, talvez, sobretudo, no momento da provação, da humilhação, da perseguição, do fracasso, na altura em que a nossa humanidade fica como que cancelada aos olhos dos homens, ultrajada e espezinhada. Então a consciência de que o Pai nos amou desde sempre no seu Filho, de que Cristo ama cada e sempre, torna-se o ponto de apoio firme para toda a nossa existência humana…
Desejo, portanto, que experimenteis aquilo mesmo que experimentou o jovem do Evangelho: “Jesus fitou-o com amor”.

João Paulo II, Carta aos Jovens, 7

terça-feira, 6 de outubro de 2009

SÃO BRUNO, solidão e silêncio com Deus


São Bruno nasceu na cidade de Colónia no ano 1035, de família nobre, terminara seus estudos na escola episcopal de Reims, na Alemanha onde, após a ordenação sacerdotal, voltou na qualidade de professor de teologia. Temos entre seus alunos Eudes de Châtillon, o futuro Papa Urbano II e Santo Huygo de Grenoble. Foi ordenado sacerdote na sua terra natal, dedicando-se ao ensino de teologia na arquidiocese de Reims por mais de 25 anos. Fundou a extremamente exigente Ordem Religiosa da Igreja: A Cartuxa. Os cartuxos procuram conciliar a vida comunitária e silenciosa com vida contemplativa. Na Cartuxa reside o silêncio total e absoluto como meio para chegar a Deus.

Reuniu em torno de si alguns companheiros dispostos a aceitar o desafio e fundou na região desértica de Chartreuse o primeiro mosteiro da ordem. O Papa Urbano II, ex-aluno de São Bruno, escolheu-0 para conselheiro e chamou-o a Roma. A estadia em Roma foi breve. Os monges, não se adaptaram à cidade (Construíram uma cartuxa junta às Termas de Diocleciano), e por isso tiveram a licença de voltar a Grenoble, enquanto o abade Bruno, deixando a Cúria Pontifícia, pôde descer à Itália meridional para erigir uma nova cartuxa, no modelo da francesa.

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A Igreja, único lugar onde os irmãos se encontram para recitar o Ofício Divino, é coroada por pequenas casas de dois quartos, um térreo, destinado ao trabalho e outro superior, a morada do monge, onde ele ora e repousa. " O proveito e a alegria que a solidão e o silêncio do ermo trazem a todos os que O amam, só os que tiveram a experiência podem apreciar". Assim escrevia São Bruno a um amigo, pouco antes de morrer a 6 de Outubro de 1101, em Torre, na Calábria.

Em Portugal, existe uma Cartuxa em Évora.

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in www.evangelhoquotidiano.org




domingo, 4 de outubro de 2009

MENSAGEM A TODOS QUANTOS VIVEM O AMOR NA FIDELIDADE


“Não separe o homem o que Deus uniu.”

cf. Mc 10, 2-12


Sois os meus queridos filhos.

Um dia, nasceram e tiveram sonhos. Eu mesmo os criei nos vossos corações.

Coloquei em vós essa vontade de se amarem.

Coloquei nos vossos corpos germes de vida.

O amor misturou-se com a fecundidade e geraram filhos e os vossos filhos deram-vos netos.

E a vida sempre foi vencendo.

Acompanhei passo a passo a vossa história. Estive presente no momento do vosso sim, do vosso compromisso.

A minha força esteve presente e actuante nas horas das duras dificuldades da vida.

Vi que se associaram à cruz do meu Filho Jesus em muitos desses momentos, percebendo que a cruz foi geradora de paz e de um amor renovado e reforçado.

Vi o exemplo que destes ao mundo que vos cerca.

Estive presente no meio de vós quando duros golpes pareciam fazer estremecer o vosso lar. Mas tudo estava fundado na rocha firme e a casa, o lar, a esperança e o amor não caíram.

Hoje recebo o vosso coração nesta feliz celebração das Bodas de Ouro/Prata.

Sois um sinal claro da minha presença no meio do mundo.

Vivestes e testemunhastes o amor e a minha casa é a casa do amor.


Abençoando o vosso amor,

DEUS,

Pai, Filho e Espírito Santo

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S. FRANCISCO, o irmão de Assis



São Francisco, nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, no ano de 1182, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone, gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o "status" que sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo, e em 1206, aos 24 anos de idade para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo: riquezas, ambições, glória, e até a roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa.

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Já inteiramente mudado de coração, e a ponto de mudar de vida, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Levado pelo Espírito, entrou para rezar e ajoelhou-se devotamente diante do crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado. Pouco depois, coisa inaudita, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele. Chamando-o pelo nome, disse: "Francisco, vai e repara a minha casa que, como vês, está em ruínas".

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Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Com alguns amigos fundou o que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos, cuja ordem foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Santa Clara, sua dilecta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. Neste capítulo da vida do santo é caracterizado por intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, frequentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de Paz e Bem. Em 1220, voltou a Assis depois de se ter aventurado numa viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egipto, redigindo a segunda Regra, aprovada pelo Papa Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos no monte Alverne a 14 de Setembro de 1224.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ANJOS DA NOSSA GUARDA


«Os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de Meu Pai»

cf. Mt 18,1-5.10

Meus irmãos: os anjos da guarda são os nossos amigos mais fiéis, porque estão connosco de dia, de noite, em todos os momentos e em todos os lugares; a fé ensina-nos que os temos sempre ao nosso lado. É isso que leva David a dizer: «Nenhum mal te acontecerá. [...] Ele deu ordens aos Seus anjos, para que te guardem em todos os teus caminhos» [Sl 91 (90), 10-11].

E, para demonstrar como são grandes os desvelos que têm connosco, o profeta diz que eles nos trazem nos braços, como uma mãe leva o seu filho. Ah! É que o bom Deus previu os perigos sem número aos quais seríamos expostos na terra, entre tantos inimigos que não procuram senão a nossa perdição.

Sim, são os nossos anjos bons que nos consolam das nossas penas, que nos alertam quando o demónio nos vem tentar, que apresentam a Deus as nossas orações e todas as nossas boas acções, que nos assistem na hora da morte e apresentam as nossas almas ao juiz soberano. [...]

São João Maria Vianney (1786-1859),

sacerdote, cura de Ars,

Sermão para a festa dos Santos Anjos da Guarda

in www.evangelhoquotidiano.org

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SANTA TERESA DO MENINO JESUS, Doutora da Igreja

Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si.
Parecia uma religiosa comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava, ouviu duas irmãs comentarem entre si, do lado de fora de sua cela: "Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida... O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a notícia da sua morte?"
Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo.
Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade. A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre "Pequena Via"), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja.
(in evangelhoquotidiano.org)

Conhece aqui a história desta jovem rapariga.
Ela percebeu que a santidade não exige grande feitos mas antes as pequenas coisas do quotidiano.

REZAR COM Sta TERESA PELOS SACERDOTES

Associando esta data comemorativa da “nossa” Teresinha e o Ano Sacerdotal que estamos a viver, nada melhor do que rezar uma oração escrita por esta santa que tanto orou pelos sacerdotes. Ela apoiou espiritualmente, de uma forma especial, dois sacerdotes missionários, através de correspondência, orações e sacrifícios.
Por Deus, pelo bem da Igreja e do mundo, é uma óptima iniciativa a imitar.

Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote,

conservai os vossos sacerdotes

sob a protecção do vosso Coração amabilíssimo,

onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai puros e desapegados dos bens da Terra

os seus corações, que foram selados

com o carácter sublime do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crer no amor e fidelidade para convosco

e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que têm

de transubstanciar o pão e o vinho em vosso Corpo e Sangue,

o poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos

e concedei-lhes um dia a coroa de vida eterna.

Ámen.


Santa Teresinha do Menino Jesus

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

REZAR COM SÃO DOMINGOS (V)

ORAÇÃO DAS MÃOS

Domingos queria imitar Jesus tal como o descreve Lucas quando “entrou na sinagoga, levantou-se para fazer a leitura.”

De pé, Domingos estendia as mãos como um livro aberto e o seu coração meditava a Palavra na presença do Senhor.

No silêncio, as suas mãos falavam por ele: tanto as juntava diante dos olhos, tanto as afastava junto aos ombros tal como o faz o sacerdote quando reza o Pai Nosso.

Perscrutava com atenção a Palavra que lia; depois meditava recolhido.

Os frades ficavam impressionados de o ver tão tomado pela oração e pela liberdade com que se exprimia com o seu Deus.

As suas mãos!

Desde há muito que conheciam a suavidade da textura dos pergaminhos e os gestos atenciosos para com os pobres e necessitados, mais preciosos que os seus livros anotados, os gestos de cura e de misericórdia sobre os enfermos a quem tratava das feridas; as suas mãos abertas e despojadas como as de Cristo com quem ele conversava, de pé, livre e feliz.

Como rezo, actuo e vivo com as minhas mãos?

Fonte: http://valence.cef.fr/