domingo, 20 de abril de 2008

DIA ADN E CRUZ DE S. DAMIÃO NA COVILHÃ


Aqui ficam algumas imagens do dia de ontem (sábado 19 de Abril) na Covilhã.

Primeiramente, estivemos em S. Tiago, com mais de vinte jovens e adolescentes nas actividades do "Dia ADN", reflectindo sobre os desafios da santidade, com S. Francisco e S. Inácio e recordando outras figuras que nos provam que todos somos chamdos a ser santos, à imagem de Jesus.

O dia finalizou com um momento de oração diante da Cruz de S. Damião, na igreja de S. Francisco. No recolhimento, Cristo repetiu-nos a mensagem confiada a Francisco de Assis: "Vai e restaura a minha Igreja".

PEDRAS VIVAS


“…Vós também – como pedras vivas – entrais na construção de um edifício espiritual…”
cf. I Pedro 2, 4-9

A “pedra angular” está lançada; tem um nome: Jesus Cristo.
Sobre essa ela constrói-se o edifício com as pedras que nós somos.
Entrar nesta construção como “pedras vivas” é o convite que nos é feito.
Muitos querem construir ficando de fora;
outros não passam de pedras mortas, passivas,
sem empenhamento nem compromisso.
Os primeiros querem que sejam os outros a construir;
são geralmente muito críticos.
Os segundos são pesos que mais impedem do que ajudam;
são geralmente avessos a tudo o que é mudança e dinamismo.
Os primeiros, por vezes, não entram na construção por causa dos segundos;
os segundos não mudam por causa do radicalismo dos primeiros.
Os primeiros querem ser “pedra angular”, tudo feito à sua medida e gosto;
os segundos fazem-se “pedra angular”, donos da construção existente.
Assim vai a tua Igreja Senhor.
Mas, apesar de irregular e imperfeita, posso e devo colaborar nessa construção de uma igreja renovada e na qual todos têm lugar.
Toma-me, Senhor, e constrói comigo o que for necessário.
É a nossa vocação de cristãos.

(adaptado de um texto de A. da Costa e Silva)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

CRUZ DE S. DAMIÃO NA COVILHÃ


Este sábado, a Covilhã acolhe a Cruz de S. Damião.
A réplica da Cruz diante da qual S. Francisco de Assis percebeu a sua vocação está a percorrer a nossa Diocese por ocasião dos 800 anos do carisma franciscano.
Queremos assinalar essa passagem na Covilhã através de um encontro para jovens, por volta das 14h30 na igreja de S. Tiago.
A partir das 16h30, caminhermos com a Cruz para a igreja de S. Francisco na qual ocorrerá um momento de oração (17h - para todos).
Repetiremos assim a atitude do jovem Francisco de Assis, ajoelado diante da cruz e suplicando: "Que queres que eu faça, Senhor?"

CAMINHO, VERDADE E VIDA

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”
Jo 14, 6

Muitos são os caminhos e muitas as verdades procuradas e desejadas, tantos quantos os projectos de (boa) vida.
Mas nem todos os caminhos levam aonde realmente queremos chegar.
Nem todas as verdades libertam e fazem crescer.
E nem tudo o que reluz é ouro, quanto mais a vida.


Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. É Jesus quem o diz. Não será Ele um pouco pretensioso!? O que quererá Ele dizer com mais esta forte afirmação?
Todo o caminho deve levar a uma meta. O caminho conduz, orienta-nos para aquilo que pretendemos. Para o homem que procura mais e melhor do que a si próprio, sabe que só em Deus encontrará resposta. Jesus é mediador (caminho) entre aquele que procura e Deus que, afinal anseia por esse encontro.
Mas encontrar Deus porquê?
Encontrar para conhecer, para perceber os mistérios que achamos à nossa volta, em nós mesmos e mais ainda sobre o próprio Deus. Chegar à verdade, do que somos, do que nos rodeia e desse Outro transcendente. Jesus mostra-nos quem é Deus: um Pai que a todos quer salvar. De uma maneira perfeita e definitiva, Jesus revela ao homem aquilo que, antes d’Ele, Abraão, Moisés e os profetas foram descobrindo aos poucos sobre o Deus de Israel. Por Jesus, chegamos à Verdade.
Mas chegar à Verdade para quê?
Encontrar-se com Deus e conhecê-lo abre-nos as portas para (con)viver com Ele. Se Deus nos deseja salvos é para estarmos com Ele, participarmos da sua Vida (em abundância). O amor de Cristo na cruz, torna-nos participantes dessa nova realidade. Essa Vida pode/deve ser antecipada, desde já, na medida em que seguimos pelo Caminho de Jesus, acolhemos a sua Verdade libertadora e assumimos em gestos e atitudes a sua Vida plena.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

DIA ADN na COVILHÃ

No próximo sábado, decorrerá na Covilhã uma tarde de actividades com jovens.
Aproveitando a passagem da CRUZ de S. DAMIÃO, reflectir-se-á sobre sobre o ADN CRISTÃO de todos nós, acabando depois com um tempo de oração à volta da Cruz de S. Francisco.

15h - Encontro com jovens na igreja de S. Tiago

17h - Tempo de oração com a Cruz de S. Damião na igreja de S. Francisco (para todos).

Santa BERNADETTE, escondida em Deus


Neste dia, na cidade de Nevers, no ano de 1879, morria Bernadette Soubirous com apenas 35 anos.
Cerca de vinte anos mais cedoa jovem Bernadette viu uma “Senhora branca” na gruta de Massabielle, em Lourdes, nos Pirenéus franceses (comemoram-se agora os 150 anos das aparições). Esse encontro com aquela que se lhe apresentou como “imaculada Conceição” marcou para sempre a sua vida. Bernadette procurou assumir a mensagem que recebera. Não obstante a miséria em que se encontrava a sua família, a saúde mais que precária e pouca instrução, esta simples mas franca pastora procurou perceber qual a vocação a que sua vida era chamada.
Após longa reflexão, e fugindo deliberadamente de toda a pressão popular que as aparições provocaram em redor da vidente, decide “esconder-se” entre as Irmãs da Caridade em Nevers. "Sou como toda a gente", repetia ela frequentemente. Decorria então o ano de 1866. Pela primeira vez, Bernadette deixava os seus queridos Pirenéus… para sempre.

Apesar de doenças frequentes que tendem a agravar-se (recebe por quatro vezes Unção dos doentes), a irmã Maria Bernardo (nome religioso de Bernadette) esforça-se por aperfeiçoar a humildade na docilidade à vontade de Deus e a caridade no serviço às suas irmãs sobretudo às mais doentes. Porém, o caminho da perfeição não foi fácil. Mesmo assim, Bernadette não perde o seu humor e perspicácia: tendo consciência das suas fragilidades ia repetindo durante o dia “Só Deus fica, só Deus me basta”.
Tinha dito: “No céu não esquecerei ninguém”.
Totalmente exausta, morre rezando a Avé Maria, repetindo duas vezes “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por mim, pobre pecadora”.
O seu corpo encontra-se intacto na capela do convento em Nevers.
O papa Pio XI declarou-a santa em 1933.

terça-feira, 15 de abril de 2008

DIA DIOCESANO DA JUVENTUDE

Aconteceu sábado passado, em Pinhel, o Dia Diocesano da Juventude, sob o lema do ano: "SER + É DAR-SE", mais concretamente, nas diversas formas de voluntariado.
Mais uma vez, o Serviço Diocesano de Pastoral Vocacional foi convidado a dinamizar um atelier: SER + É DAR-SE... PURA E SIMPLESMENTE.
Estiveram presentes perto de três dezenas de jovens e adolescentes. Com eles reflectiu-se sobre a essencialidade de "gastar" a nossa vida em algo que valha a pena, sem desperdiçar os talentos que nos foram confiados. Através de um pequeno jogo, de diaporamas e do diálogo, procurou-se fazer eco em nós do tema do ano, proposto pelo Departamento de Pastoral Juvenil.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

NOTÍCIAS DA CRUZ DE S. DAMIÃO

A Cruz de S. Damião continua a sua "peregrinação" entre nós.

Depois da sua estadia na comunidade de Trancoso, passou pelos arciprestados de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Rochoso, Celorico da Beira e Seia. Temos ecos muito positivos de alguns momentos preparados e vividos em diversas comunidades. Esteve ainda presente no Seminário Maior da Guarda.

Hoje, passará por Pinhel, onde será celebrada uma eucaristia comemorativa, na Igreja de S. António às 18h30. Amanhã será entregue ao arciprestado de Belmonte, seguindo depois para Sabugal, Penamacor e Alpedrinha.

No sábado chegará à Covilhã onde serão realizadas algumas actividades para jovens, na Igreja de S. Tiago (pelas 15 horas), finalizando com um momento de oração na Igreja de S. Francisco para todos quantos queiram associar-se ao evento (17 horas).

A partir do dia seguinte será o arciprestado do Fundão a acolher a Cruz até ao final do mês.

A "despedida está combinada para quarta feira 30 de Abril com uma "Via Lucis" na Guarda.

Mais pormenores serão divulgados atempadamente.

Cruz de S. Damião no Seminário da Guarda

domingo, 13 de abril de 2008

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES


Pai Santo, pedimo-Vos
que continueis a chamar, de entre nós,
aqueles que escolheis
para partilhar a Missão do Vosso Filho
:
no mistério ordenado;
na vida consagrada activa;
na vida monástica contemplativa;
na vida laical e matrimonial…
Pedimo-Vos a graça da abertura do coração
para correspondermos sempre
com generosidade e prontidão.

Confirmai com o Vosso Santo Espírito
a acção e missão
daqueles a quem chamaste e enviaste
;
confortai-os na dificuldades e desânimos.
Confiamos, também, esta causa
à protecção de Maria,
a serva atenta e fiel à vossa vontade
e a S. Paulo, Apóstolo firme e zeloso do Evangelho.

A Vós, Pai Santo,
pelo vosso Filhos Jesus Cristo,
no Espírito Santo,
sejam dadas honra e glória
pelos séculos dos séculos.
Ámen.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

ARISTIDES DE SOUSA MENDES, o cônsul injustiçado

Cônsul português em Bordéus, em 1940, Aristides de Sousa Mendes concedeu vistos aos refugiados da II Guerra Mundial que fugiam do ódio de Hitler. Desobedecendo às ordens de Salazar, este “Justo” abriu a porta da liberdade a 30 mil pessoas, entre as quais 10 mil judeus. Segundo Yehuda Bauer, Aristides levou a cabo “a maior acção de salvamento jamais realizado por alguém durante o Holocausto”. Porém, o seu gesto não foi fácil.
Aristides nascera a 19 de Julho de 1885 em Cabanas de Viriato, perto de Viseu, numa família aristocrata, abastada e profundamente católica. É em 1938 que chega a Bordéus, após uma carreira diplomática que o levou de Zanzibar aos Estados Unidos e passando pelo Brasil. De bela aparência e de elegância sóbria, possuía uma esplêndida morada na sua terra e era pai de 14 filhos. Tinha tudo para ser feliz. Ou talvez não!?
Em Maio de 1940, fugindo das forças alemãs, centenas de milhares de refugiados encontram em Bordéus. Muitos deles acorrem às portas do consulado português. Sendo Portugal um país neutral nessa guerra, Lisboa tornou-se a cidade a atingir como saída para a liberdade, embarcando daí para a América. O importante, é conseguir sair de França. Aristides hospeda em sua casa um desconhecido com a sua família: um rabino judeu Jacob Kruger. É uma conversa entre ambos que iluminará a consciência do cônsul português: “Não somente a mim que é preciso ajudar, mas todos os meus irmãos que arriscam a morte”. O peso desta verdade prostrou o diplomata três dias de cama, sem falar.
Ao terceiro dia reergueu-se, cheio de uma nova energia: decidira conceder vistos a quantos lho pedissem. Em poucos dias, assinará milhares deles. Acabados os formulários oficiais, são pedaços de papel que fazem ofício: o que importa é a sua assinatura e o carimbo consular. Assim será das 8 da manhã até às 3 da madrugada.
Todavia, em Lisboa a visão é outra. Aristides de Sousa Mendes é avisado: “qualquer outro erro seu será considerado desobediência ao poder e acarretará um processo disciplinar”. Salazar, que na época acumulava a pasta de Primeiro-ministro e o ministério dos assuntos estrangeiros, fizera saber que não fossem concedidos vistos a pessoas vindas de Leste e judeus. Era preciso impedir a entrada de “pessoas indignas” em território nacional. O cônsul português de Bordéus pensa de outra forma: “Se tenho de desobedecer, que seja à ordem de um homem e não à de Deus”. “Se tantos judeus sofrem nas mãos de um cristão, Hitler, nada há de chocante que um cristão sofra por tantos judeus”.
A 22 de Junho, a França capitula.
A chegada dos nazis resume-se a uma questão de horas. Dois funcionários do governo português são enviados para dar ordem de regresso a Portugal ao cônsul rebelde. Na viagem, pára em Bayonne, sub-consulado. Ao ver uma grande multidão, desce e questiona o vice-cônsul aí responsável que obedece fielmente às ordens de Lisboa. Aristides impõe-se como ainda seu superior e assina ele próprio mais vistos, de pé, em plena rua. Ao chegar à fronteira de Hendaye depara-se com nova multidão que beneficiara dos seus vistos. A fronteira está fechada para eles. Aristides convida-os a seguir o seu carro em marcha lenta. Decide-se por outra rota, através de um posto fronteiriço sem telefone e que, por isso ainda não tinha recebido ordens do governo português. Aristides de Sousa Mendes, qual novo Moisés, seguindo por centenas de refugiados, passa a fronteira, conduzindo-os para a liberdade.
Mas em Lisboa, o castigo não tarda: é-lhe retirada a carteira diplomática, com redução drástica na pensão. Aristides vê-se impossibilitado de cuidar dos seus filhos. Muitos serão enviados para os Estados Unidos, agora ajudado por judeus que ele salvara. É obrigado a vender a maior parte dos seus bens. A sua mulher falece em 1948. Os amigos abandonam-no. Quando morre, a 3 de Abril de 1954, nem sequer tem roupa decente para ser enterrado.
Somente em 1987, quase cinquenta anos depois dos factos, será reabilitado pelo governo português. Mais vale tarde do que nunca.
Em Israel, existe uma floresta de 10 mil árvores, a recordar as vidas por ele salvas. E o exemplo da sua conduta, dirigida pela sua consciência cristã, não desaparecerá jamais.