domingo, 23 de março de 2008
sábado, 22 de março de 2008
SÁBADO SANTO

Jesus, Tu sabias que ias morrer,
mas não foi fácil,
tudo foi muito longo e doloroso,
foste humilhado, atraiçoado e maltratado.
Hoje, queremos pôr-Te diante
todos os irmãos “crucificados”:
os que são atraiçoados pelos seus,
os maltratados por amor ou por ódio,
os mal amados e tristes por seu amor,
os emigrantes que exploramos,
os que vêm procurar melhor vida
e nos incomodam porque nos tiram o que é nosso…
Apresentamos-Te também todos os que sofrem:
os que não têm quem os acompanhe,
os que se aborrecem de cuidar de outros,
os que gastam a sua vida a facilitar a de outros,
o pessoal da saúde, das prisões, da função pública,
para que usem o coração no trato com as pessoas,
para que lhes suavizem a dor e as dificuldades,
para que lhes estendam a mão
e lhes tornem fácil o impossível.
Porque, na cruz, morreste de braços abertos,
abraça a todos os que sofrem.
Mari Patxi Ayerra
sexta-feira, 21 de março de 2008
A CHAMA DESPEDIU-SE NO TEIXOSO
Aqui recordamos, em imagens, as últimas actividades desenvolvidas na comunidade paroquial do Teixoso, fechando a "peregrinação" da Chama de Oração pelas Vocações por algumas paróquias do arciprestado da Covilhã.
Na sexta feira 14 de Março, houve lugar a um encontro de formação para catequistas e preparação da vigília de oração que decorreu na noite do sábado seguinte. Finalmente, no Domingo de Ramos, encerrou-se a semana dedicada à paróquia do Teixoso com a celebração da eucaristia. Os diversos momentos foram participados de uma forma muito viva, o que revela bem o empenho das pessoas que mais directamente colaboraram com o Serviço Diocesano de Pastoral Vocacional. Queremos, por isso, agradecer de forma especial ao pároco, Pe. Alberto, às catequistas e demais intervenientes que deram qualidade a esta iniciativa.
A todos eles, desejamos uma Santa Páscoa!
quinta-feira, 20 de março de 2008
UM DEUS DE JOELHOS - Quinta Feira Santa

in Caminhos de Pascoa 1995
QUINTA FEIRA SANTA, DIA DO SACERDÓCIO

Espírito do Senhor,
dom do Ressuscitado
aos Apóstolos no Cenáculo,
enche de paixão a vida
dos teus presbíteros.
Enche de amizades discreta
a sua solidão.
Torna-os apaixonados pela Terra,
e capazes de misericórdia
em todas as suas fragilidades.
Conforta-os com a gratidão
das pessoas e com o óleo
da comunhão fraterna.
Alivia o seu cansaço,
para que encontrem um suave apoio,
para descansar, no teu ombro de Mestre.
Liberta-os do medo de não conseguir.
Do seu olhar partam convites
para a luz sobre-humana.
O seu coração desencadeie
a audácia misturada à ternura.
As suas mãos façam derramar o Espírito
sobre tudo aquilo que acariciam.
Faz resplandecer de alegria os seus corpos.
Reveste-os das vestes nupciais
e cinge-os com cintos de luz
porque, para eles e para todos,
o Esposo não tardará.
D. T. Bello (adaptado)
quarta-feira, 19 de março de 2008
MARCEL CALLO, missionário em tempo de guerra.

Nascera em Rennes, França, a 6 de Dezembro de 1921 no seio de uma família religiosa. Marcel juntou-se aos Escuteiros e à Juventude Operária Católica (JOC), tendo-se empregado na impressão gráfica.
Quando a Alemanha invadiu a França em 1940, Marcel e alguns amigos ofereceram-se como 'missionários de estação de comboios', onde ajudaram muita gente a escapar para os territórios não-ocupados dando-lhes a sua identificação da Cruz Vermelha.Mas em Março de 1943 tudo vai mudar. A sua cidade é bombardeada, perdendo uma das suas irmãs. Dois dias depois é recrutado pelos nazis para o STO (Serviço de Trabalho Obrigatório) na Alemanha. Resignado mas com espírito missionário, deixa a família e a sua noiva. É deportado para uma fábrica de armamento, onde anima a fé de outros prisioneiros organizando cerimónias religiosas e um grupo de activistas cristãos entre os seus camaradas.
Os primeiros meses não foram fáceis. Têm saudades e as condições de vida são péssimas. Mas a fé permite-lhe lutar: “Em Ti, Jesus, quero viver. Contigo, quero rezar. Por Ti, quero dar todas as minhas forças e todo o meu tempo, em todas as circunstâncias da minha vida”.
Porém, o seu apostolado dá nas vistas. Por esta razão, Marcel foi detido pela Gestapo em 19 de Abril de 1944, e enviado para um Campo de Concentração. Acusação: “Pela sua acção católica junto dos seus companheiros, tornou-se demasiado nocivo para o Regime Nazi e para o povo alemão”.
Em Mauthausen, conhece todos os horrores do programa de destruição e de degradação: fome extrema, sede, frio suportado com frequência numa nudez total e, sobretudo, as torturas diárias. Todavia, segundo o testemunho de seus camaradas, Marcel jamais insultou os seus carrascos ou pronunciou palavras de ódio.
Devido às péssimas condições dos Campos de Concentração, Marcel adoeceu em Janeiro de 1945, falecendo a 19 de Março do mesmo ano. O coronel Tibodo que o assistiu na sua agonia, refere: “Nunca vi num moribundo um olhar como o seu. Vi nele o olhar de um santo!”

Marcel Callo foi beatificado pelo Papa João Paulo II a 4 de Outubro de 1987, e é alguém que nos recorda o sofrimento e extermínio sistemático de civis (judeus e não-judeus) europeus pelo regime Nazi.
“Seremos bons instrumentos da Nova Humanidade quando assumirmos Cristo na nossa vida. Tenhamo-l’O na nossa vida, nos nossos actos, pois na medida que Ele estiver em nós é que contribuiremos para o bem da comunidade. Para isso, recebamo-l’O frequentemente na Eucaristia”.
DIA DO PAI
A todos os pais que deram e dão vida aos dias dos seus filhos...
segunda-feira, 17 de março de 2008
COMPANHEIROS DE JESUS (III)

Eis a última parte dedicada aos nossos amigos noviços da Companhia de Jesus. É a vez do João que respondeu a uma das nossas questões e ainda deixou uma mensagem aos jovens.
A ele, ao Ricardo e ao Miguel, desejamos uma boa caminhada na descoberta da vontade de Deus na resposta aos desafios do mundo actual e às necessidades da Igreja.
Escolher que o meu futuro, daquele dia em diante, é um futuro na Companhia de Jesus traz um conjunto de desafios, o encontro com os próprios limites a par do encontro com capacidades não imaginadas. Alguns limites há a superar, pela maior glória de Deus, outros a aceitar como condição própria, a amar como Deus me ama tal como sou, tal como estou. O grande desafio é esse mesmo de me ver, a Deus e a tudo o que me rodeia segundo uma outra lógica que não a do que eu sou ou não capaz de fazer. O apelo de Deus é antes de mais a aposta, que à primeira sinto absurda, de Quem me chama para algo tão maior do que eu. “Porquê eu? Logo eu?! Não sou capaz...” Mas Ele é o Bem eterno, sabe do que fala, e aceito. Acontece que esse convite, que não é aceite um dia, mas a cada dia, leva-me a estruturar toda a vida de hoje em diante não a partir de mim, não a partir de uma ideologia, mas a partir de uma pessoa, Cristo, para todas as pessoas. Uma Páscoa, um êxodo, um sair de mim mesmo, como Jesus de Quem diziam: “Está fora de Si!”. É essa a nova lógica, o novo olhar sobre tudo, o grande desafio. Uma vida onde se deixa de olhar tanto para si mesmo, onde o próprio deixa de ser o centro e o que importa é alegrar, dar a paz, introduzir o outro na experiência de Deus, do Deus libertador. Como êxodo, atravessa-se o deserto de não olhar mais ao bem-estar próprio, com esperança numa terra prometida, essa felicidade de viver pelo outro, mas que é uma terra desconhecida. Da qual, portanto, se foge por medo, porque não se conhece, porque ainda não se confia totalmente n’Aquele de Quem se recebeu a promessa. O grande desafio é ter, de uma forma adulta, a confiança de uma criança.
Uma mensagem aos jovens…Toda a humanidade, mulheres e homens, somos chamados por Cristo, cada dia, a transformar o mundo em Reino de justiça e de paz, onde estivermos, como estivermos, professemos o credo ou ideologia que professarmos, ou sem professar um ou outro. Que mensagem dar aos jovens? Procurar sempre três coisas que cada vez mais vejo interligadas: a felicidade, a liberdade e a justiça. A felicidade que só é verdadeira na liberdade, e a liberdade que procura sempre a realização da justiça. Ninguém é feliz se não for livre e só é livre aquele que trabalha por libertar os outros. Seja como padres, seja como religiosos(as), seja na apaixonante missão dos leigos, Cristo chama-nos a participar na realização do seu projecto de amor e justiça para a humanidade, o Reino. Façamo-nos ao largo, não tenhamos medo – Ele está e estará sempre connosco até ao fim.
domingo, 16 de março de 2008
SEMANA SANTA

É a mensagem decisiva e definitiva.
Aquela que compromete sem regresso possível.
A passagem na qual nos perdemos
como quando entramos num desfiladeiro,
profundo e obscuro,
sem saber quando e como se sairá.
O amor é sempre um salto no desconhecido
e é isso o que nos mete medo,
o que nos impede de nos empenhar.
O verdadeiro amor é sempre paixão,
nos dois sentidos da palavra.
representado diante de nós todos os anos,
iremos contemplar o amor de Cristo
que vai até ao fim.
Não podemos permanecer como espectadores.
Corpo vivo de Cristo, hoje,
devemos comprometer-nos,
devemos também passar ao amor.
sábado, 15 de março de 2008
COMPANHEIROS DE JESUS (II)
Que significa, hoje, um jovem entregar-se a Cristo e à sua Igreja?

Tenho a impressão que o mundo, como Reino de Deus em construção, está em constante evolução, como se de uma batalha se tratasse com diversas frentes que vão desde a ciência, à tecnologia, à política, à religião e às diversas culturas. Estou mesmo convencido que todas estas frentes, que têm tanta importância no mundo actual, portam em si traços do Espírito de Santo. Que é que isto que dizer? Quer dizer que o mundo vai de bem para melhor, porque em cada parte do mundo, embora ainda com muitas falhas, tudo se vai encaminhando para o que Jesus nos propõe no Evangelho, através de maior consciência dos direitos humanos, direitos das mulheres, direitos dos trabalhadores… Não como uma politização ou massificação da religião, mas como devolução da dignidade de Filhos do ‘Pai Nosso’, a cada pessoa. No fundo, para que cada pessoa seja mais parecida com Jesus e saiba ver Deus ‘chapado’ nos seus irmãos. Para aí nos encaminhamos aos poucos no o jogo da graça do PAI e da liberdade de cada filho.
É esta a nossa missão dentro da Igreja. É darmo-nos ao mundo, como Cristo que não deu a vida virado para a cruz mas virado para o mundo. Não entendo uma entrega a Cristo que não seja entrega ao mundo… desde a acção apostólica até ao Carmelo. Acontece que não somos membros de uma corporação de solidariedade, nem ritualistas, ou pelo menos não é o que Deus sonha como a forma de o servirmos. Isto para dizer que sem oração não há apóstolo, não há Igreja! Se não aprendermos a falar de coração com Cristo, se não aprendermos o seu jeito de falar, estar, amar, ‘curar’, abraçar, ouvir, nunca haveremos de servir real e desinteressadamente os outros, como alguém que se vê como “expropriado por utilidade pública” em nome do Senhor Jesus. Há amigos meus que acham que eu perdi a liberdade e que por isto sou um ‘pau mandado’ de uma ideologia cor-de-rosa. Por sua vez eu acho que, ao entregar-me, em Igreja, com Cristo ao mundo, Ele mesmo vai libertando a minha própria liberdade, dia após dia.sexta-feira, 14 de março de 2008
CHIARA LUBICH, Testemunha da Unidade
Chiara Lubich, com 88 anos, concluiu a sua viagem terrena esta noite, 14 de Março de 2008, às 2 da manhã, na sua morada em Roma, aonde tinha regressado, após um internamento hospitalar.É no meio da Segunda Guerra mundial, num clima de ódio e violência e por ocasião do bombardeamento de Trento, que a jovem Chiara, na altura com 20 anos, faz a descoberta da sua vida: Deus Amor. Essa experiência dará um rumo novo e decisivo na sua vida. Uma descoberta que ela define como “fulgurante”, “mais forte do que as bombas que atingiam Trento”, e que foi imediatamente comunicada e compartilhada por suas primeiras companheiras. Juntas passam a construir e realizar o desejo que Jesus expressou no seu Evangelho: “que todos sejam um", ou seja, o seu projecto de unidade para a família humana.
O seu nome de batismo é Silvia. Assume o nome de Chiara, fascinada pelo radicalismo evangélico de Santa Clara de Assis, dando também ela o seu sim a Deus Esta escolha radical marca a primeira etapa de um caminho na busca apaixonada da Verdade, de um conhecimento mais profundo de Deus.

A primeira experiência acontece nos anos 40, quando Chiara e suas primeiras companheiras partilham seus poucos bens com os pobres dos bairros mais necessitados de Trento. É então que as promessas evangélicas se realizam: “Dai e vos será dado”; “Pedi e recebereis”. Em plena guerra chegam, com uma abundância inesperada, alimentos, roupas e medicamentos para que fossem atendidas muitas necessidades.
É assim que nascerá o Movimento dos Focolares sob a Espiritualidade da Unidade, centralizada no Amor e na Unidade.
Um número cada vez maior de homens e mulheres, das mais diversas categorias sociais, idades, raças e culturas vão encontrar um rumo para as suas vidas nesta nova espiritualidade que nasce na Igreja. Depois de alguns anos, unem-se aos católicos cristãos de outras Igrejas, judeus e seguidores de outras religiões, além de pessoas sem uma convicção religiosa, de 182 países.
quinta-feira, 13 de março de 2008
COMPANHEIROS DE JESUS
São membros da Companhia de Jesus, uma Ordem Religiosa, mas são também conhecidos por jesuítas. 
R : Conheci a Companhia de Jesus, num contexto muito particular. O da minha própria conversão.
Converti-me relativamente tarde, era proveniente de uma família agnóstica, sem qualquer formação cristã, e nesse caminho de conversão, cruzei-me com os Jesuítas, na Paróquia da Charneca da Caparica em Almada, onde recebi a Primeira Comunhão.
R : Fascina-me que essas figuras não eram grandes mas muito pequenas, muito simples, muito humildes. Foi essa sua pequenez que permitiu abrirem-se de forma radical a Cristo.
Procuravam incessantemente no seu dia-a-dia, encontrá-Lo, conhecê-Lo e viverem não para a si, mas sempre na esperança de se orientarem para a Maior Glória de Deus. Só esta vivência interior, bem enraizada na pessoa de Jesus, os conduziu á procura no discernimento da Sua vontade, e só na Sua vontade realizaram na sua pequenez a grandeza da missão a que se souberam chamados.