
Tem por nome Santa, sem o ser. Ou talvez esta jovem italiana o seja mesmo, apesar de só ter vivido 23 anos.
Já em criança os seus amigos descreviam-na como criatura “solar”. Desinibida, sempre alegre e, desde cedo, com um forte carácter. Decidida, inteligente e viva foi dominando a sua força em favor dos estudos e, posteriormente, das suas aspirações. Até ao fim revela-se boa aluna, apaixonada pelos estudos, fiel na amizade e disponível para os outros. Depois do liceu inicia
estudos em medicina com o mesmo entusiasmo.
Adora música, ler e os encontros de amigos e, simultaneamente, mantendo-se uma rapariga séria, risota, confiante mas lúcida e independente: “Compreendo que tenho a minha própria história e que, comigo, Deus tem o seu próprio ritmo: é o que torna belo a aventura da vida.”
Fé vivida e testemunhada
Deus tem o primeiro lugar na sua vida, antes mesmo da família e dos amigos. Herdou dos seus pais uma fé sólida, serena, formada no seio da paróquia, nutrida pela leitura e meditação do Evangelho, reforçada pela eucaristia quotidiana. É acompanhada pelo seu antigo pároco com quem troca correspondência regular. Participa nas actividades paroquiais, interessa-se a tudo o que diz respeito à religião, contacta vários movimentos eclesiais. Admira as missionárias da Imaculada de S. Maximiano Kolbe ao ponto de começar a encarar seriamente a possibilidade da consagração.
Alguns dos seus amigos compreendem-na, outros não. Pouco importa. Ela não quer dar-se a Deus “a meias”, a opinião dos outros não pesará. Desde que se consagrou à Virgem Maria, em 1983, segue o seu caminho com segurança. À sua volta, todos admiram a coerência da sua vida e do seu pensamento, as suas certezas – humildes mas firmes –, a sua convicção inalterável de se saber amada por Deus e, por isso, de saber que tem de corresponder-Lhe amando os seus irmãos, servindo-os.
Serve Deus através do seu trabalho na Cruz Vermelha, socorrendo os mais carenciados, e através da verdade, ousando falar de Cristo mesmo nos ambientes mais hostis, com simplicidade e convicção.
Sem se modificar, vive uma espiritualidade cada vez mais profunda desde 1987: “O importante é amar, mas amar por Ele e somente por Ele. O Amor não conhece barreiras, nem etiquetas, é o Amor e isso basta. Esse Amor tão ardente que penetra em ti e leva-te a comunicar o seu ardor a todos quantos te rodeiam. Sem dúvida, trata-se de um momento de graça para mim, embora eu tenha ainda de me esforçar no amor, recomeçando sempre, morrendo precisamente para mim mesma.”
A entrega definitiva
Anuncia aos seus pais a sua decisão de integrar as Missionárias de Maria. Apesar da tensão provocada, permanece serena porque sabe-se chamada por Deus.
Mas quando o seu caminho parecia definir-se surge o inesperado. Um rapaz, magro e moreno que começou por seguir Santa e assediando-a constantemente com propostas e palavras despropositadas. No dia do seu aniversário é agredida por ele. A polícia diz nada poder fazer contra um rapaz desequilibrado mas com cadastro limpo.
Amigos e família mobilizam-se para nunca a deixarem sozinha quando sai. Porém, o casamento da sua irmã e o afastamento progressivo das suas amigas solicitadas pelos seus próprios compromissos tornam a sua situação mais vulnerável.
De nada valeram queixas apresentadas contra aquele louco que continua a persegui-la. Mesmo assim, Santa não perde o sentido da sua vocação nem se distrai da oração e da prática sacramental, pois só em Deus encontra reconforto.
Já em criança os seus amigos descreviam-na como criatura “solar”. Desinibida, sempre alegre e, desde cedo, com um forte carácter. Decidida, inteligente e viva foi dominando a sua força em favor dos estudos e, posteriormente, das suas aspirações. Até ao fim revela-se boa aluna, apaixonada pelos estudos, fiel na amizade e disponível para os outros. Depois do liceu inicia

Adora música, ler e os encontros de amigos e, simultaneamente, mantendo-se uma rapariga séria, risota, confiante mas lúcida e independente: “Compreendo que tenho a minha própria história e que, comigo, Deus tem o seu próprio ritmo: é o que torna belo a aventura da vida.”
Fé vivida e testemunhada
Deus tem o primeiro lugar na sua vida, antes mesmo da família e dos amigos. Herdou dos seus pais uma fé sólida, serena, formada no seio da paróquia, nutrida pela leitura e meditação do Evangelho, reforçada pela eucaristia quotidiana. É acompanhada pelo seu antigo pároco com quem troca correspondência regular. Participa nas actividades paroquiais, interessa-se a tudo o que diz respeito à religião, contacta vários movimentos eclesiais. Admira as missionárias da Imaculada de S. Maximiano Kolbe ao ponto de começar a encarar seriamente a possibilidade da consagração.

Serve Deus através do seu trabalho na Cruz Vermelha, socorrendo os mais carenciados, e através da verdade, ousando falar de Cristo mesmo nos ambientes mais hostis, com simplicidade e convicção.
Sem se modificar, vive uma espiritualidade cada vez mais profunda desde 1987: “O importante é amar, mas amar por Ele e somente por Ele. O Amor não conhece barreiras, nem etiquetas, é o Amor e isso basta. Esse Amor tão ardente que penetra em ti e leva-te a comunicar o seu ardor a todos quantos te rodeiam. Sem dúvida, trata-se de um momento de graça para mim, embora eu tenha ainda de me esforçar no amor, recomeçando sempre, morrendo precisamente para mim mesma.”
A entrega definitiva

Anuncia aos seus pais a sua decisão de integrar as Missionárias de Maria. Apesar da tensão provocada, permanece serena porque sabe-se chamada por Deus.
Mas quando o seu caminho parecia definir-se surge o inesperado. Um rapaz, magro e moreno que começou por seguir Santa e assediando-a constantemente com propostas e palavras despropositadas. No dia do seu aniversário é agredida por ele. A polícia diz nada poder fazer contra um rapaz desequilibrado mas com cadastro limpo.
Amigos e família mobilizam-se para nunca a deixarem sozinha quando sai. Porém, o casamento da sua irmã e o afastamento progressivo das suas amigas solicitadas pelos seus próprios compromissos tornam a sua situação mais vulnerável.
De nada valeram queixas apresentadas contra aquele louco que continua a persegui-la. Mesmo assim, Santa não perde o sentido da sua vocação nem se distrai da oração e da prática sacramental, pois só em Deus encontra reconforto.
No serão do 15 de Março de 1991, Santa foi visitar pobres da vizinhança. No regresso, à porta da sua casa é novamente agredida e ferida com vários golpes de faca. Transportada de urgência ao hospital tem de ser operada. Mas em vão. Na ambulância, tinha tido ainda a força de sorrir para a sua irmã que rezava ao seu lado e de perdoar ao seu assassino.
A sua morte provocou uma viva emoção na sua cidade, Bari. Os que a conheciam reconheceram nela uma autêntica discípula de Cristo. A reputação de santidade não deixou de se espalhar
levando à abertura da causa de beatificação em 1998. Um ano depois era já reconhecida como Serva de Deus.
A sua morte provocou uma viva emoção na sua cidade, Bari. Os que a conheciam reconheceram nela uma autêntica discípula de Cristo. A reputação de santidade não deixou de se espalhar

"Sinto realmente que sou amada com um amor muito especial. Por outro lado, sinto também a responsabilidade que nós temos de evangelizar o mundo e de fazer isto antes de tudo com a nossa vida, estando prontos a doá-la aos nossos próximos".
Santa Scorese, 11 de dezembro de 1987
Santa Scorese, 11 de dezembro de 1987
Lê aqui algumas páginas do diário e da correspondência de Santa Scorese: http://www.gesunuovo.it/scorese/Pr_index.html
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