
domingo, 6 de setembro de 2009
DESAFIO

sábado, 5 de setembro de 2009
MADRE TERESA DE CALCUTÁ, santidade na caridade

Agnes Gonxha Bojaxhiu (seu nome de baptismo) nasceu no dia 26 de Agosto de 1910 em Skopje, na actual Macedónia, de una família de origem albanesa. Adolescente empenha-se fervorosamente nas actividades paroquiais. Pela oração e reflexão, decide dar um sentido à sua vida, entregando-se ao serviço dos outros. Quer ser missionária. Aos 18 anos, Agnes entra no convento de Loreto em Dublin, na Irlanda, onde recebeu o nome de Teresa, como a sua padroeira, Santa Teresa de Lisieux.
A sua Congregação envia-a para Calcutá, na Índia, onde chega em Janeiro de 1929. Durante quase duas décadas dedica-se ao ensino, mas no dia 10 de Setembro de 1946, numa viagem de comboio percebe que Deus a desafia a um novo rumo: entregar-se totalmente ao serviço dos pobres. Desta forma, nasce a Congregação das Missionárias da Caridade. Como hábito, escolheu o sari (traje típico indiano), nas cores — justificou ela — "branco, por significar pureza e azul, por ser a cor da Virgem Maria".
Começando com as crianças ensinando-as, passando pela assistência às numerosas famílias que viviam na miséria, Madre Teresaorientou a sua acção em favor dos doentes e moribundos.
Actualmente, as Missionárias da Caridade exercem o seu ministério em centros de apoio a leprosos, idosos, carenciados e doentes com sida, em várias cidades de todo o mundo, bem como escolas, orfanatose trabalhos de reabilitação com presidiários…
O reconhecimento internacional pelo seu trabalho concretizou-se com o Nobel da Paz, em 1979.
Faleceu em 1997, aos 87 anos, mas a sua obra continua através da Irmã Nirmala, eleita como sua sucessora. Tratado como um funeral de Estado, numerosos foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para lhe prestar a sua homenagem.
A 19 de Outubro de 2003, o papa João Paulo II beatificou-a.
A força da santidade
Para além de toda a sua acção caritativa, importa percebeu a fonte da grande força e coragem que testemunhou enfrentando e vencendo tantas dificuldades e oposições que sofreu, não apenas por se encontrar num país de cultura e religião diferentes mas também perante o cepticismo de muitos cristãos.
Foi a docilidade à vontade de Deus, pela oração, fé e grande amor que Lhe tinha, que Madre Teresa se tornou verdadeiramente “filha do Seu Amor”. Tal era a sua confiança em Deus que escreveu: “Ninguém pode desobrigar-me de Deus – estou consagrada a Ele e como tal desejo morrer – (…) mas sei que Nosso Senhor nunca Se permitirá separar-Se de mim – nem permitirá que quem quer que seja me separe d’Ele.”
Tudo vivia e via à luz do Amor de Deus. “Quando vejo alguém triste, penso sempre que estará a recusar alguma coisa a Jesus”. Um dos seus conselhos mais frequentes elucida tudo: “Toma aquilo que Ele te der e dá tudo aquilo que Ele tomar com um grande sorriso”, pois “chegará um momento em que Deus encherá aquilo que esvaziou”.
Se hoje podemos admirar o maravilhoso testemunho de caridade de Teresa de Calcutá é porque ela se manteve fiel à promessa que fez a Deus, em Abril 1942, de “não Lhe recusar coisa alguma”.
E tu?
Serás capaz de recusar algo Àquele que nada recusou por ti?
UMA SEMENTE DE AMOR
Estas são algumas imagens tiradas de um filme que retrara a vida e obra de Teresa de Calcutá.
Imagens e palavras para meditar.
PALAVRAS QUE AGEM...

Alguns pensamentos de Madre Teresa:
Deus criou-nos para amar e sermos amados
e, isto é o início da oração,
saber que Ele me ama
e que fui criada para grandes coisas.
O senhor não daria banho a um leproso
nem por um milhão de dólares?
Eu também não.
Só por amor se pode dar banho a um leproso.
Ame até que doa.
Se dói é um bom sinal!
Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba.
Não ame por admiração, pois um dia virá a decepção.
Ame apenas,
pois o tempo nunca pode acabar com o amor sem explicação.
Por vezes sentimos que aquilo que fazemos
não é senão uma gota de água no mar.
Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.
Quando descanso?
Descanso no amor.
Todas as nossas palavras serão inúteis
se não brotarem do fundo do coração.
As palavras que não dão luz aumentam a escuridão.
A falta de amor é a maior de todas as pobrezas.
Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las.
A todos os que sofrem e estão sós,
dá sempre um sorriso de alegria.
Não lhes proporciones apenas os teus cuidados,
mas também o teu coração.
Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença
sem se sentir melhor e mais feliz.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
ADOPTE UM PADRE!

Estando, uma boa parte de nós, numa de “rentrée” (regresso) e a propósito do Ano Sacerdotal que estamos a comemorar, o ‘Voc-Acção’ faz eco de uma iniciativa original que transcrevemos do Boletim carmelita ‘Mensageiro do Menino Jesus de Praga.
Recordamos que, segundo Bento XVI, esta comemoração “pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo” a fim que todos os sacerdotes se tornem, “no mundo actual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz”.
Com esse intuito, Dom Murilo S. R. Krieger, arcebispo de Florianópolis (Brasil), lança-nos uma forma original de todos se associarem a essa causa: Adopte um padre!
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“Dentre os sacerdotes que conhece, escolha um deles, e reze todos os dias pela sua santificação.
Ofereça algum sacrifício para que ele exerça bem o seu ministério. Nunca lhe fale sobre isso, nem faça comentários a esse respeito com outras pessoas. Que seja apenas o Bom Pastor a tomar conhecimento dos pormenores dessa “adopção”. (…)
Deste modo, está a responder ao apelo da Igreja, que nos recorda: «todo o Povo de Deus deve rezar pelas vocações sacerdotais». A sua resposta ao apelo de adoptar um padre tem uma particularidade: não está só a rezar pelo clero em geral, mas por um padre com um nome e um rosto. (…)”
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
JEAN-PAUL HYVERNAT, "Teria querido ser santo..."

Jean-Paul Hyvernat era um padre da diocese de Versailles, França.
Ordenado o dia 23 de Novembro de 1983, foi vítima de um acidental mortal durante uma escalada com jovens, nos Alpes, a 28 de Agosto de 1991 (faz hoje dezoito anos). Tinha então 34 anos. Regressava de Czestochowa, o famoso santuário mariano da Polónia, onde rezou e caminhou ao lado dos jovens que ele tanto amava e aos quais se dedicou plenamente.
Em 12 de Janeiro de 1986, tinha deixado escrito o seu testamento espiritual, quando tinha 29 anos. Neste Ano Sacerdotal, vale a pena ler esse texto. Nele percebe-se o significado do sacerdócio para este jovem padre e a grande paixão que nutri por Cristo. Sem esse amor, não é possível ouvir o apelo de Deus e segui-l’O:
“Peço perdão a todos quantos posso ter magoado ou escandalizado durante a minha terrena. Perdão a todos aqueles que terão visto na minha vida sacerdotal um contra-testemunho: o Sacerdócio é uma realidade tão bela que só podemos traí-la.
Teria querido ser um santo… Teria querido que todos fossem abrasados pelo Amor, teria querido ser um padre dado, comido, teria querido que todos fossem apaixonados por Cristo, quereria ter absolvido todos os pecados de todos os pecadores que encontrei, teria querido que Maria reine em todos para que todos sejam de Cristo, teria querido feito amar o Amor, teria querido que a Eucaristia fosse o centro da minha vida, teria querido… que um outro tomasse o meu lugar e subisse ao Altar e fosse um santo!
E rezai pelo pobre pecador que eu sou, eu que tanto traí o meu Deus, eu que não soube fazer penitência, eu que tanto preciso de Misericórdia.
Que os jovens, e entre eles os escuteiros e guias, sejam sedentos de Absoluto, de pureza, de transparência, de alegria e santidade.
Deus é Amor. A Igreja é bela, porque é sua: guiada por Maria, não me arrependo nada de quanto contemplei nela…
Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo. Louvor e Glória à Estrela da minha vida, Maria toda pura.
Jean-Paul Hyvernat, cristão, escuteiro, padre para a Eternidade.”
S. AGOSTINHO - "Tarde Te amei..."
Agostinho nasceu em Tagaste (norte de África), no ano de 354. Filho de pai pagão e de mãe cristã, era de espírito irrequieto, quer intelectualmente quer moralmente. A sua sede de verdade encaminhou-o por diversas correntes filosóficas e seitas, até chegar ao cristianismo, por volta do ano 387.
S. Ambrósio exerceu nele uma grande influência, baptizando-o em Milão. Mas foi sobretudo Santa Mónica, sua mãe, que trabalhou pela sua conversão, rezando e aconselhando desde sempre.
Agostinho decidiu, então, levar uma vida ascética. Eleito bispo de Hipona, durante trinta e quatro anos guiou o seu povo, ensinando-o e combatendo as heresias. Além das "Confissões", escreveu muitas outras obras. Constitui-se, assim, num dos mais profundos pensadores do mundo antigo. É por muitos considerado o pai do existencialismo cristão. Faleceu em Hippo Regius, no dia 28 de Agosto de 430.
Eis aqui um dos seus mais belos textos:
“Tarde Te amei,
beleza antiga e sempre nova,
tarde Te amei!
Tu estavas dentro de mim
e eu estava fora de mim.
Era nesse fora que eu Te procurava;
com o meu espírito deformado,
precipitava-me sobre as coisas formosas que criaste.
Tu estavas comigo,
mas eu não estava contigo…
Retinha-me longe de Ti
aquilo que não existiria se não existisse em Ti.
Chamaste, gritaste
Brilhaste, resplandeceste
e dissipaste a minha cegueira.
Exalaste sobre mim o Teu perfume:
aspirei-o profundamente e, agora, suspiro por Ti.
Saboreei-Te, e tenho fome e sede de Ti.
Tocaste-me e agora desejo ardentemente a tua paz.
Uma vez unido a Ti com todo o meu ser,
não haverá mais, para mim,
nem dor nem trabalho:
a minha vida será toda cheia de Ti.”
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
PASSOS A DAR...
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
REZAR COM SÃO DOMINGOS (III)

ORAÇÃO DE INTIMIDADE
Domingos sonda a Palavra.
Domingos é sensível às palavras que lê, relê, medita, rumina, memoriza.
A Bíblia, é Deus presente que fala e, assim, molda a sua obra.
É o livro escrito por mão humana mas inspirado por Deus que imprime a sua marca em cada um. Contrariamente a alguns que parecem levar tempo a estabelecer o contacto com o Autor divino, Domingos conecta-se à velocidade das emoções e sentimentos: paz e ternura do diálogo, risos e lágrimas, humildade, desejo, temor filial, gratidão…
Já que o coração é tocado, todo o corpo, todo o ser é envolvido, cumulado, manifestando-se em resposta de amor Àquele que fala.
Domingos toma o tempo de se recolher tal como se faz com um amigo.
O tempo pode correr.
É tão bom estar juntos para conversar…
Fonte: http://valence.cef.fr/
terça-feira, 25 de agosto de 2009
CHAMADOS A COISAS MAIORES...

domingo, 23 de agosto de 2009
PALAVRAS DE VIDA ETERNA
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«Só Tu tens palavras de vida eterna»
cf. Jo 6,60-69
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Depois de teres escutado a Palavra, medita-a atentamente, examina os seus diferentes elementos, procura a sua significação profunda. Então, ela tornar-se-á clara e luminosa; ela terá o poder de transformar as tuas inclinações naturais em pura elevação do espírito; e o teu coração estará sempre mais intimamente unido ao coração de Cristo.
Santo [Padre] Pio de Pietrelcina (1887-1968)
capuchinho, Carta 3, 980; GF, 196ss.
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MELHOR VOS CONHECER PARA MELHOR VOS AMAR
Jesus, homem justo, Santo de Deus,
Filho do homem, fermento do homem,
apelo de Deus, filho de Deus,
único Mestre, único Senhor,
nosso Pai sobre a terra…
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Ao longo de vinte séculos
e de todas as distâncias que nos separam de Vós,
que vos ocultam aos nossos olhos
neste incognoscível que Vós sois em vós mesmo,
pelo poder da vossa lembrança em nós,
sede revelação de Vós mesmos, a nós próprios,
sede presença activa
que torna as nossas vidas humanas,
sede nosso caminho
para Vós mesmo e para Deus.
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Não nos deixeis na ignorância
daquilo que vós fostes:
fechados na indiferença,
privados de inteligência,
vítimas do cepticismo,
enganados pelo cientismo,
ébrios de belas doutrinas,
distraídos pelo activismo,
paralisados por uma religião de costumes,
enterrados numa piedade sentimental ou cerebral,
seduzidos por uma ideologia social ou política.
Cresça em nós a compreensão
daquilo em que Vos tornastes.
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Marcel Légaut
In “Prières d’homme”



