terça-feira, 13 de abril de 2010

QUEM ÉS?



«Não sabes de onde vem nem para onde vai»
cf. Jo 3,7-15

Quem és, suave luz que me sacias
E que iluminas as trevas do meu coração?
Guias-me como a mão de uma mãe,
e se me soltasses
não mais poderia dar um só passo.
És o espaço
que envolve o meu ser e me protege.
Longe de Ti, naufragaria no abismo do nada
de onde me tiraste para me criar para a luz.
Tu, mais próximo de mim
do que eu própria,
mais intimo do que as profundezas da minha alma,
e contudo incompreensível e inefável,
para além de qualquer nome,
Espírito Santo, Amor Eterno!

Não és Tu o doce maná
que do coração do Filho
transborda para o meu,
o alimento dos anjos e dos bem-aventurados?
Aquele que Se elevou da morte à vida
também me despertou do sono da morte para uma vida nova.
E, dia após dia,
continua a dar-me uma nova vida,
de que um dia a plenitude me inundará por completo,
vida procedente da Tua vida, sim, Tu mesmo,
Espírito Santo, Vida Eterna!

Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942),
carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Poesia Pentecostes 1942

segunda-feira, 5 de abril de 2010

SANTA e FELIZ PÁSCOA!


«Jesus saiu ao seu encontro»

cf. Mt 28,8-15



À Vítima pascal
ofereçam os cristãos sacrifícios de louvor.

O Cordeiro resgatou as ovelhas;
Cristo, o Inocente,
reconciliou com o Pai os pecadores.

A morte e a vida
travaram um admirável combate;
depois de morto,
vive e reina o Autor da vida.

Diz-nos, Maria, que viste no caminho?
Vi o sepulcro de Cristo vivo
e a glória do Ressuscitado.
Vi as testemunhas dos Anjos,
vi o sudário e a mortalha.
Ressuscitou Cristo, minha esperança;
precederá os Seus discípulos na Galileia.

Nós sabemos e acreditamos:
Cristo ressuscitou dos mortos.
Ó Rei vitorioso,
tende piedade de nós.

in www.evangelhoquotidiano.org

sábado, 3 de abril de 2010

SÁBADO SANTO


O Sábado Santo é um dia alitúrgico. Podemos dizer até que A Palavra morreu. O Verbo foi crucificado, morto, sepultado. Perante uma sepultura não há mais palavras. O epitáfio nunca exprime a grandeza e a fecundidade de uma vida; entretém os olhos, mas não satisfaz o coração.


O cemitério é lugar de silêncio e de reflexão; mas é no silêncio e na reflexão que é fecundada e germina a palavra. Então, por que não encostarmos a cabeça ao túmulo de Jesus e comungarmos na força do silêncio de Sábado Santo? Logo verificamos que, afinal, a Palavra de Deus não morreu em Cristo; que os homens a receberam e a passaram de mão em mão; que a vida dos homens também é palavra de Deus; que este Deus, aparentemente reduzido à inacção da morte, está reincarnado e actuante em milhares de homens que O conhecem e testemunham a favor d’Ele…


Mas é exactamente aqui que o silêncio se pode transformar em drama: quando ninguém responde; quando do outro lado parece estar mesmo um morto. O concílio já nos advertiu que alguns cristãos “ocultam, em vez de revelarem, o rosto de Deus autêntico” (GS, 19). Ora o nosso Deus é um Deus vivo: nós ocultamo-Lo se formos uns cristãos mortos. Morto é aquele que não fala: não fala pelo gesto, pela acção, pela palavra. Morte é omissão. E quantos cristãos omissos! Com falta de coragem para se comprometerem, para correrem o risco, para tomarem uma posição, para serem consequentes até ao fim, para profetizarem até ao incómodo pessoal, para testemunharem, anunciarem e denunciarem até serem mortos.


Estará Cristo vivo ou morto, entre nós?



Lopes Morgado

in “Lucas, e paz na terra!”

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O GRANDE SILÊNCIO

Tu bebeste o fel por nós,

para que fosse apagada em nós

toda a amargura;

bebeste por nós o vinho amargo,

para aliviar o nosso cansaço;

foste desprezado por nós,

para nos poderes inundar dum orvalho imortal;

deixaste que as varas te ferissem,

para garantir à nossa fraqueza a vida eterna;

foste coroado de espinhos,

para coroar os teus fiéis

com os verdes louros da caridade;

foste envolto num lençol,

para nos poderes revestir com a tua força;

foste deposto no sepulcro,

para nos dares uma nova graça

nos novos séculos.

Suplementum Codicis Apocryphi

quinta-feira, 1 de abril de 2010

AMOU-NOS ATÉ AO FIM



“Depois de ter amado os seus que estavam no mundo,
amou-os até ao extremo.”
Jo 13, 1-15
Amar até ao fim.
Até dar a vida.
Até morrer por este amor.
Foi este o caminho que Jesus escolheu.
Porque Ele foi amado assim pelo Pai.
E agora responde ao amor do Pai, dando-Se do mesmo modo: totalmente.
Ao Pai e à humanidade toda.

Que amor, que caridade, a de Jesus Cristo, em ter escolhido a véspera do dia em que ia ser morto para instituir um sacramento por meio do qual permanecerá entre nós, como Pai, como Consolador, e como toda a nossa felicidade! Mais felizes ainda do que aqueles que O conheceram na Sua vida mortal pois, estando Ele num só lugar, tinham de se deslocar de longe para terem a felicidade de O ver, nós encontramo-Lo em toda a parte, e essa felicidade foi-nos prometida até ao fim do mundo. Ó imenso amor de Deus pelas Suas criaturas!

São João-Maria Vianney (1786-1859)
presbítero, Cura d'Ars
Sermão para a Quinta-Feira Santa


Para rezar:
Senhor, ajuda-me
a não ter medo de amar.
A não perder tempo com desculpas,
planos e adiamentos.
Ajuda-me a amar como Tu.
Sempre.
A todos.
Dando-me totalmente.

Fontes: Evangelhoquotidiano.org
“Rezar na Quaresma”, Ed. Salesianas

segunda-feira, 29 de março de 2010

BUSCANDO MISERICÓRDIA



«A casa encheu-se com a fragrância do perfume»

Cf. Jo 12,1-11


Desde a minha infância, não parei de pecar, e Tu não cessaste de me fazer bem. [...] Contudo, Senhor, que o Teu julgamento se transforme em misericórdia. Toma a ocasião do pecado para condenar o pecado. [...] Que o meu coração seja digno do fogo do Teu perfeito amor, que o Seu calor intenso faça sair de mim e consuma todo o veneno do pecado! Que ponha a nu e afogue nas lágrimas dos meus olhos toda a infecção da minha consciência. Que a Tua cruz crucifique tudo o que a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e o orgulho da vida corromperam devido à minha longa negligência.


Senhor, quem o desejar pode ouvir-me e desprezar a minha confissão: que me olhe prostrado como a pecadora aos pés da Tua misericórdia, banhando-os com as lágrimas do meu coração, vertendo sobre eles o perfume de uma terna devoção (Lc 7, 38). Que todos os meus recursos, por mais pobres que sejam, de corpo e alma, sejam usados para comprar este perfume que Te agrada. Espalhá-lo-ei sobre a Tua cabeça, sobre Ti cuja cabeça é Deus; e sobre os Teus pés, sobre Ti cuja ponta é a nossa natureza fraca. Ainda que o fariseu murmure, Tu, meu Deus, tem piedade de mim! Ainda que o ladrão aperte os cordões da bolsa rangendo os dentes, desde que eu Te agrade, pouco me importa incomodar seja quem for.


Ó amor do meu coração, que em cada dia eu verta sem parar este perfume, porque espalhando-o sobre Ti, espalho-o também sobre mim. [...] Concede-me o dom de Te entregar lealmente tudo o que tenho, tudo o que sei, tudo o que sou, tudo o que posso! Que fique sem nada! Estou aos pés da Tua misericórdia, aonde permanecerei, aonde chorarei, até que me faças escutar a Tua suave voz, o julgamento da Tua boca, a sentença da Tua e da minha justiça: «São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou» (Lc 7, 47).




Guilherme Saint-Thierry (c. 1085-1148),

monge cisterciense,

Orações para meditar, n°5

http://www.evangelhoquotidiano.org/


sexta-feira, 26 de março de 2010

PÁSCOA JOVEM em Coimbra

Venho recorda-te o convite para celebrares o tríduo pascal entre jovens. É a Páscoa Jovem.
PJ 2010 - Coimbra

Inicio: às 19.00h do dia 1 de Abril, Quinta-feira Santa
Fim: Madrugada 4 de Abril, dia de Páscoa.
Local: Missionários Combonianos—Coimbra
Tema: Bem aventurados os perseguidos por minha causa (Mt 5, 1-10)

Programa:
Quinta-feira Santa: Dom da vida
**A Ceia Hebraica **A Última Ceia de Jesus
Todos somos convidados partilhar a alegria da vida .

Sexta-feira Santa: Dom da salvação
**A Paixão de Jesus **A Morte de Jesus
Todos somos convidados celebrar a alegria da cruz.

Sábado Santo: Dom da felicidade
**O Tempo da memória **A Vigília da Luz
Todos somos convidados a viver e ser luz.

Noite de Páscoa:
Depois da vigília: CONVIVIO
Quem quiser pode voltar para a sua terra para anunciar:
Cristo ressuscitou! Aleluia!

Dos 16 aos 30 anos.
Confirma a tua presença até 28 de Março.
Inscrição: 20€. Tudo incluido
Deixa o teu nome, data de nascimento, mail, o teu número de telefone.
Trazer saco cama ou lençois, caderno, bic, biblia.

Mais informações:
http://www.jovensemissao.blogspot.com/
www.combonianos.pt/jovens
http://www.cvj.pt.vu/


PS: Depois da inscrição daremos informações para lá chegar.
Pagamento no dia da chegada.

quinta-feira, 25 de março de 2010

ANUNCIAÇÃO

Eu te agradeço, Deus altíssimo,

desceres à humildade da tua serva Maria,

com mensagem tão comprometedora,

neste dia da anunciação.

.

Nunca no coração de uma criatura

tanto futuro dependeu de um sim.

.

O acolhimento dos teus anúncios,

com disponível aceitação,

compromete o futuro.

.

Neste novo dia,

ganhe vigor a singela aceitação da tua vontade,

com os olhos postos em Maria

que, de geração em geração,

me provoca para o “Eis-me aqui”.

.

D. Carlos Azevedo

“ao Deus de todas as manhãs”

quarta-feira, 24 de março de 2010

LIBERTA-ME, SENHOR!



“Conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres.”

cf. Jo 8, 31-42


Parece inútil esta frase.

Então nós não somos livres?

O 25 de Abril não é o dia da liberdade?

Porque é que precisamos de Jesus e da sua verdade para ser livres?

O que me falta para a verdadeira liberdade?

No profundo de mim o que é que ainda está “preso”?


E quando olho para dentro com honestidade, vejo que ainda há muita coisa, pequena ou grande, que me aprisiona: medos, relações opressivas, preconceitos, experiências passadas que me fazem sofrer, desilusões…

Esta frase não é inútil: só Jesus é a força que trará liberdade plena à minha vida.


Para rezar:

Liberta-me, Senhor.

Dos preconceitos, das modas e da pressão dos outros.

Da indiferença e do egoísmo.

Do oportunismo e da hipocrisia.

Liberta-me, Senhor.


in “Rezar na Quaresma”, ed. Salesianas

domingo, 21 de março de 2010

QUANDO O PERDÃO CURA

“Ficou só Jesus com a mulher,
presente ali no meio.”

Cf. Jo 8, 1-11
Uma multidão lança acusações. Duras como as pedras que queriam atirar. Mas hipócritas e frágeis. E diante da honestidade de Jesus, todos se afastam. Fica só Jesus e a mulher que procurava amores e um homem que é o amor perfeito de Deus, presente no meio de nós.
E deste encontro vai nascer o perdão e a possibilidade de vida nova.

Para rezar:
Eu sou como esta mulher, Senhor.
Chego até Ti depois de percorrer muitos caminhos perdidos.
E em Ti encontro o apelo à verdade.
Tu não ofereces desculpas fáceis e infantis.
Apelas à responsabilidade e a um amor grande.
Ofereces o perdão que cura.
Que permite começar de novo.
Que me faz avançar em estradas de santidade.


in “Rezar na Quaresma”, ed. Salesianas

sexta-feira, 19 de março de 2010

UM PASSADOR, UM PAI



Um “passador” é muitas vezes uma pessoa anónima, o seu nome é ignorado, o seu rosto mal se conhece.
Um “passador” é uma pessoa que está na sombra, um humilde.
Faz “passar”, abre a passagem, prepara o caminho.
Depois apaga-se.
Para os outros as honras, a glória, as medalhas.
Ele está onde é preciso, quando é preciso.
Em seguida, eclipsa-se, desaparece.
Há paternidades segundo o espírito que ultrapassam as da carne.
Os pais são muitas vezes silenciosos mas activos.
José era um deles.

in Caminhos da Páscoa 1993

S. JOSÉ, o justo


Hoje, comemoramos o grande patrono da Igreja Universal, São José.
Ninguém ignora que São José é o esposo de Nossa Senhora e pai adoptivo de Jesus. A Bíblia não fala muito dele. No entanto, o amor cristão faz de cada palavra do Evangelho de São Mateus um ensinamento novo para a vida.
Eis alguns factos que sempre recordamos: A ordem dada a São José, de receber Maria como esposa. É o fim do Antigo Testamento e o começo do Novo. Ele é o patriarca, o grande pai. A fuga para o Egipto e a volta lembram a história de todo o povo de Israel - o Êxodo. Portanto, São José é o amigo do povo, dos pobres, dos pequeninos, dos perseguidos e dos sofredores. Da Bíblia, recebeu ele o título maior que ela costuma dar a alguém: Justo. São José era um homem "justo". Tanto a Idade Média quanto os tempos modernos lembraram muito São José como modelo para o lar e, também, para o operário. A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protector escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.

in Evangelizo.org