domingo, 22 de novembro de 2009

A NOSSA BOA ESPERANÇA


Efeméride do dia:

A 22 de Novembro de 1497, Vasco da Gama dobrava o então Cabo das Tormentas, após mais de quatro meses de viagem, a caminho das Índias. Este feito permitiu a Portugal abrir uma importante rota comercial com o Oriente. Bartolomeu Diaz fora o primeiro a descobrir esse cabo, mas ao experimentar tantas dificuldades em ultrapassá-lo, nomeou-o “das Tormentas”.

Vasco da Gama rebaptizou-o “da Boa Esperança”. A sua viagem ainda não tinha acabado mas tal feito marítimo permitiu um futuro próspero à coroa portuguesa.


Este acontecimento recorda-me que a nossa vida assemelha-se, muitas vezes, a uma viagem em alto mar e na qual enfrentamos muitas tormentas: familiares, profissionais, sociais… O cristão que encontrou e experimentou Cristo sabe que mesmo confrontando-se ao desconhecido e ao difícil não está sozinho. Possui nele a fé que o leva a encarar tudo com “Boa Esperança” que é o próprio Cristo. Os obstáculos não desaparecem; porém possuímos a coragem e a convicção que nenhum Adamastor poderá impedir o nosso caminho para Deus no encontro com cada irmão.

O testemunho do cristão é precisamente este: transformar todas as tormentas em “Boa Esperança”.

Boa viagem!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ÉS MEU IRMÃO E AMO-TE


A propósito da Semana da Compaixão (de 12 a 19 deste mês) que crentes e não crentes são chamados a viver...

"És meu irmão, e eu amo-te.
Amo-te quando te prostras na mesquita, e te ajoelhas na igreja, e rezas na sinagoga.
Tu e eu somos filhos de uma fé - o Espírito.
E os que se apresentam como cabeças dos vários ramos são como dedos na mão divina que aponta a perfeição do Espírito."

Khalil Gibran

domingo, 15 de novembro de 2009

DIA DE ORAÇÃO PELOS SEMINÁRIOS


PRESENÇA E ESPERANÇA

Seminário, Palavra que chama e envia


Neste Dia de oração pelos seminários, transcrevemos partes da Mensagem de D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro e Presidente da CEVM (Comissão Episcopal Vocações e Ministérios)


Os seminários existem para formar sacerdotes da Igreja, como pastores segundo o Coração de Cristo, o bom Pastor. Permanecem instituições necessárias e no contexto presente da formação são mesmo insubstituíveis. Os seminários não são apenas as casas com mais ou menos história, com mais ou menos beleza. Os seminários são os alunos, os formadores e quantos ali trabalham, rezam e colaboram tantas vezes como beneméritos anónimos, discretos e activos. Os seminários são escolas ao modo da escola do Mestre onde se aprende a ser discípulo de Jesus e onde se preparam os apóstolos de hoje.

Vemos surgir no nosso tempo paradigmas novos de formação sacerdotal e seminários com percursos específicos, centrados na comunhão eclesial e no acolhimento das orientações da Igreja. Sentimos que nesta necessária abertura ao Espírito, que é alma da Igreja, todos somos chamados a assumir os seminários e a formação dos novos sacerdotes como uma missão essencial da vida dos cristãos e das comunidades.


(…)

O amor pelos seminários, expresso em gestos de oração, de afecto e de generosidade, afirma um belo testemunho de vida eclesial, constitui um sinal de gratidão pelo bem ali realizado, faz despertar a gratidão por quantos ali dedicadamente trabalham, torna presente diariamente os seminários na vida dos sacerdotes e abre os seminários às comunidades cristãs.


(…)

Os seminários são tempo de escuta desta “palavra que chama e envia” e espaço onde ressoa a voz do Mestre.

Na escuta atenta da Palavra de Deus, rezada, celebrada, vivida e testemunhada, e no acolhimento dócil da voz do Mestre sentimos que é Jesus que nos chama a segui-LO, como outrora aos primeiros discípulos, e nos envia a testemunhar com fidelidade e ousadia as razões da nossa esperança e a alegria da Boa Nova do Reino.

sábado, 14 de novembro de 2009

No próximo sábado, dia 22 de Novembro, às 17 horas, realizar-se-á o concerto de lançamento do novo CD da Banda Jota, grupo musical ligado ao Departamento da Pastoral Juvenil da Guarda.
"Obrigado SER", título do novo trabalho, é a segunda obra discográfica desta Banda que tem cantado Jesus Cristo e a fé pelo país, tendo actuado em diversos eventos. De qualidade reconhecida, o grupo actuará no TMG (Teatro Municipal da Guarda).
O preço do concerto (3€) inclui comparticipação solidária a favor do CAV (Centro de Apoio à Vida), instituição criada pela Cáritas da Guarda.
Participa e descobre que, para todo o cristão, é "obrigatório SER"!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

RECORDANDO O FÓRUM EVANGELIZAR

Mais de duas centenas de participantes encheram Centro Apostólico

Diocese da Guarda acolheu Fórum Evangelizar

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Decorreu no passado dia 7 de Novembro, sábado, o 1º Fórum Evangelizar, promovido na Diocese da Guarda, pelo Departamento da Pastoral Juvenil (DPJG), pelo Secretariado da Pastoral Vocacional (SDPV) e pelo Departamento da Catequese de Infância e Adolescência (DIA). Em simultâneo, realizou-se o Dia Diocesano do Catequista.

Segundo o responsável do DPJG, padre Jorge Castela, o objectivo desta acção de evangelização consistia em fazer do tradicional “Fórum Juvenil” um dia de formação em que a teoria se aprendesse a partir da acção, da partilha e da aprendizagem. Para isso, salienta que foram estabelecidas parcerias com os outros dois organismos diocesanos atrás referidos.

O Fórum Evangelizar era destinado a catequistas, animadores, coordenadores, sacerdotes, leigos consagrados e a todos os interessados em melhorar as suas competências de anúncio do Evangelho. Apareceram bastantes catequistas, um número razoável de pessoas consagradas e de animadores de grupos juvenis.

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AS ACÇÕES DO DIA decorreram entre as 9 horas da manhã e as 18 horas da tarde. Após a oração da manhã, fez-se uma sessão de abertura no salão do Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos, na qual DPJG, SDPV e DIA apresentaram os seus planos pastorais. Depois os participantes dividiram-se pelos onze ateliers que estavam preparados: multimédia na animação pastoral; como elaborar orações; utilização da Bíblia; técnicas de animação ao ar livre; técnicas de animação no grupo; música na animação Pastoral e na Catequese; reunião com pais; iniciação ao Retiro; preparar a Catequese; pedagogia da Infância e da Adolescência; dar forma à palavra.

Ao todo os mesmos ateliers, com duração de setenta e cinco minutos, repetiram-se três vezes ao longo do dia, proporcionando que cada elemento presente pudesse participar em três ateliers diferentes.

Já depois das 17h30 encerram-se os trabalhos e foi feita uma oração de despedida e envio.

Segundo a organização estiveram presentes mais de duzentos participantes, o que superou as expectativas dos presentes, uma vez que era o primeiro ano deste tipo parceria e de actividade pastoral.

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A AVALIAÇÃO FINAL foi muito positiva, ficando a vontade de repetir em anos futuros este formato pedagógico-pastoral.

O padre Hélder Lopes, responsável do SDPV, salientou que o caminho certo para a nova evangelização é a comunhão de esforços entre todos os agentes pastorais. Lembrou que a realização deste evento veio dar um novo impulso à intuição do Sr. Bispo de realizar na diocese uma “Nova Evangelização”. Ela é necessária porque os cristãos precisam de um novo impulso, e a evangelização necessita de ser feita com novo ardor, não dispensando as novas técnicas que a sociedade actual nos oferece.

Questionado no final do Fórum sobre a possibilidade de se repetir ainda este ano esta actividade, o padre Jorge Castela, sem se comprometer, explicou que os promotores terão de avaliar a actividade e ponderar essa questão, não excluindo, no entanto, essa possibilidade.

D. Manuel Felício, que também esteve presente, na sua intervenção no início dos trabalhos falou da importância da Evangelização e incentivou cada um a ser um evangelizador nos seus locais.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

PREGAR O EVANGELHO COM ACTOS

«Somos servos inúteis»

cf. Lc 17,7-10

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Não vos inquieteis, procurando a causa dos grandes problemas da humanidade; contentai-vos em fazer o que puderdes pela sua resolução, ajudando aqueles que precisam. Há quem me diga que, praticando a caridade com os outros, libertamos o Estado das suas responsabilidades para com os pobres e os necessitados. É coisa que não me preocupa porque, em geral, os Estados não dão amor. Por mim, faço tudo o que posso; quanto ao resto, não me compete.

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Deus foi tão bom connosco! Trabalhar no amor é sempre uma maneira de nos aproximarmos Dele. Reparai no que Cristo fez durante a Sua vida na terra: passou fazendo o bem (Act 10, 38). Eu recordo às minhas irmãs que Ele passou os três anos da Sua vida pública a cuidar dos doentes, dos leprosos, das crianças e de muitos outros. É exactamente isso que nós fazemos, pregando o Evangelho com os actos.

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Consideramos que servir os outros é um privilégio e procuramos fazê-lo, a cada instante, com todo o nosso coração. Sabemos perfeitamente que os nossos actos são uma gota de água no oceano, mas sem eles faltaria essa gota.

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Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997),

fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade,

in Um caminho simples

fonte: http://www.evangelhoquotidiano.org/

domingo, 8 de novembro de 2009

SEMANA DOS SEMINÁRIOS 2009


ORAÇÃO DOS SEMINÁRIOS

Palavra incriada e criadora,

Palavra incarnada e reveladora,

Palavra do Pai, salvadora,

Palavra no Espírito Presente,

Palavra que convoca e provoca,

Palavra que chama e envia.

És Tu, Senhor Jesus,

a Palavra definitiva da História;

És Tu, Senhor Jesus,

a Palavra do Pai que se faz ouvir

pela força do Espírito Santo;

És Tu, Senhor Jesus,

a Palavra que toda a humanidade espera.

Faz de nós instrumentos audazes e fortes

Para que a tua Palavra se faça ouvir

Na autenticidade do nosso testemunho,

Na coerência da nossa vida.

Faz de nós mensageiros fiéis e credíveis

Para que a tua Palavra seja recebida

Nos corações de tantos jovens

Que querem construir um mundo melhor,

Que querem colaborar na edificação do Reino,

Que querem encontrar o seu lugar na Igreja.

Faz, Senhor, que estejamos atentos à tua voz

Para que à primeira Palavra

nos levantemos sem demora

e avancemos de imediato para a missão.

Faz, Senhor, que o nosso testemunho

seja a nossa oração pelos Seminários

e pelos seminaristas e por todos os jovens

a quem a tua Palavra chama e envia. Ámen.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A ALEGRIA DE SER (RE)ENCONTRADO



Vem procurar a Tua ovelha perdida

Cf. Lc 15,1-10

Senhor Jesus Cristo, que, para nos mostrares o cume das virtudes, escalaste a montanha com os Teus discípulos, ensinando-lhes as Beatitudes e as virtudes sublimes, prometendo-lhes recompensas próprias a cada um, concede que a minha fragilidade escute a Tua voz, adquira pela prática o mérito das virtudes, e que pela Tua misericórdia obtenha a recompensa prometida. Faz que, considerando o salário, não recuse o esforço do trabalho. Faz com que a esperança da salvação eterna me adoce o amargor do remédio, inflamando a minha alma com o esplendor da Tua obra. Senhor, do miserável que sou, faz um venturoso; conduz-me, pela Tua graça, das beatitudes terrenas às beatitudes da pátria.


Vem, Senhor Jesus, à procura do Teu servo, à procura da Tua ovelha errante e extenuada. Vem, Esposo da Igreja, à procura da dracma perdida. Vem, Pai de misericórdia, receber o filho pródigo que retorna a Ti. Vem, Senhor, porque só Tu podes chamar a ovelha que se extravia, reencontrar a dracma perdida, reconciliar o filho que partiu. Vem, para que haja salvação sobre a terra e alegria no céu! Converte-me a Ti e concede-me cumprir uma verdadeira e perfeita penitência, de modo que seja ocasião de alegria para os anjos. Meu doce Jesus, a Quem amo exclusivamente e acima de tudo, eu, pecador, rogo-Te, pela imensidade do Teu amor, que seja apenas consolado por Ti, meu tão doce Deus!

Ludolfo de Saxe (c. 1300-1378),


dominicano depois Cartuxo em Estrasburgo,

Orações a Jesus Cristo, CLD

fonte: http://www.evangelhoquotidiano.org/

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

São CARLOS BORROMEU, pastor da verdade e da caridade


Carlos Borromeu nasceu no seio de uma família nobre, a 2 de Outubro de 1538, no castelo de Arona, no lago Maggiore, no norte de Itália.

Carlos foi educado por beneditinos e doutorou-se em direito civil e canónico em 1559.

O novo papa, Pio IV, nomeou o jovem Carlos, de 22 anos, que ainda nem padre era, cardeal e administrador da arquidiocese de Milão. Antes de ir para lá, Carlos recebeu ainda outros cargos eclesiásticos, incluindo o de Secretário de Estado. Devido às suas inúmeras responsabilidades, viu-se obrigado a entregar aos seus auxiliares a direcção da diocese de Milão, que abrangia uma grande parte da Itália e quase toda a Suiça.


Concílio de Trento

Carlos ficou para a história como o homem da última reunião do concílio de Trento, em 1562, cujo catecismo redigiu pessoalmente. Em 1563, foi finalmente ordenado padre e bispo.

Após a morte do Papa Pio IV em 1566, Carlos partiu para Milão a fim de levar a cabo as reformas do concílio na sua diocese, na qual fundou seminários que se tornaram modelo de muitos outros. Também estabeleceu uma Confraria da Doutrina Cristã através da qual milhares de catequistas ensinaram a fé às crianças.

Carlos viajou pela arquidiocese pregando e ensinando, apesar de não ser um orador dotado. Numa época difícil em que as pessoas sofriam os efeitos devastadores da fome e da peste, certificou-se de que todos eram alimentados e tratados, fosse a que preço fosse. Carlos acabou por falecer devido ao excesso de trabalho aos 46 anos de idade, em 1584.


No seu rasto

No século XVI, Carlos ajudou a reformar o catecismo da Igreja, que continua a evoluir, acompanhando os tempos.

No início do século XX, Jacques Maritain, um leigo, também ajudou a Igreja Católica a adaptar-se à mudança. Proveniente de uma família protestante, perdera a fé ainda jovem e fez um pacto com a esposa, Raïssa: descobrir no prazo de um ano o sentido da palavra verdade.

Encontraram-no na Igreja Católica em 1906. Daí em diante, Jacques trabalhou incansavelmente como filósofo cristão. Publicou várias obras e morreu em 1973.

- Ensinou a aplicar a teologia de Tomás de Aquino ao mundo moderno, mostrando que os princípios da acção social se baseiam no respeito pelos outros e pelo bem comum.

- Ajudou a criar as Nações Unidas e a redigir a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Rezemos para que os líderes religiosos dos nossos dias tenham a sabedoria e a coragem de se adaptarem ao século XXI.

Adaptado de “Pessoas Comuns, Vidas Extraordinárias”

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

QUANDO A VIDA DÁ SENTIDO À MORTE



O supremo dia do homem

Eu sou a ressurreição e a vida, disse Jesus. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá.

Eu creio, sim, creio que um dia, ó meu Deus, avançarei para Ti, com os meus passos titubeantes, com todas as minhas lágrimas nas minhas mãos, e este coração maravilhoso que nos deste, este coração demasiado grande para nós pois fizeste-lo para Ti…

Um dia, virei e Tu lerás sobre o meu rosto toda a ternura, todas as lutas, todos os fracassos dos caminhos da liberdade.

E verás todo o meu pecado.

Mas eu sei, ó meu Deus, que não é grave o pecado, quando estamos diante de Ti.

Pois é perante os homens que somos humilhados.

Mas diante de Ti, é maravilhoso ser-se tão pobre, porque sentimo-nos tão amados!

Um dia, o teu dia, ó meu Deus, virei a Ti.

E na formidável explosão da minha ressurreição, saberei por fim que a ternura, és Tu

Que a minha liberdade, também és Tu.

Virei a Ti, ó meu Deus, e dar-me-ás o teu rosto.

Virei a Ti como o meu sonho mais louco: trazer-te o mundo em meus braços.

Virei a Ti e gritarei com toda a minha voz toda a verdade da vida sobre a terra.

Gritar-te-ei o meu grito que brota dos confins da história humana:

“Pai! Tentei ser um Homem, e sou teu filho…”

Pe. Jacques Leclerq

in “Le jour de l’homme”

domingo, 1 de novembro de 2009

TEODOR ROMZA, face da Igreja ucraniana martirizada


Teodor Romza passou quase toda a sua vida na Ucrânia. Apesar disso, mudou de nacionalidade várias vezes por causa das sucessivas alterações geopolíticas que afectaram a Europa de Leste entre as duas grandes guerras. Nascido como súbito da monarquia austro-húngara, foi ordenado padre como cidadão checo, sagrado bispo com nacionalidade húngara antes de lhe ser obrigado a aceitar a cidadania soviética.


Padre como vocação

Teodor é o mais novo de nove irmãos. A sua família vive modestamente da vida rural e distingue-se pela profunda piedade. Muito inteligente, Romza faz uns estudos brilhantes, dominando correctamente seis idiomas. Propõem-lhes saídas profissionais aliciantes, mas a sua decisão já estava tomada: será padre. No rito católico oriental os padres podem casar, mas Teodor opta pelo celibato. É ordenado a 25 de Dezembro de 1936.

Depois de um serviço militar em Praga forçado pela crise política que dilacerada a Europa Central, é afectado como pároco numa região marcada por costumes supersticiosos, mal formada nas questões de fé e assolada pelo antagonismo entre católicos e ortodoxos. Em tal contexto, Teodor experimenta a pobreza e a solidão, mas sente-se feliz. Percorre incansavelmente as montanhas entre as aldeias distantes para visitar e evangelizar as famílias isoladas, os doentes e os desprotegidos.

Mais tarde, é nomeado como director espiritual e professor no seminário da diocese. Revela-se ser um excelente pedagogo, respeitado e amado pelos seminaristas. Exigente e bom, aberto ao diálogo, a sua forma de rezar e celebrar edifica a todos.


Resistência e fidelidade até ao martírio

Entretanto, em 1943, a situação política agrava-se pois as tropas soviéticas invade o país. O bispo falece e a Santa Sé decide nomear Teodor Romza como seu sucessor. A União Soviética anexa a Ucrânia ao mesmo tempo que impõe a ortodoxia como religião única enquanto que a Igreja greco-católica é espoliada e perseguida. Muitos sacerdotes são presos e executados.

Perante a impossibilidade de diálogo com o novo regime, o Mons. Romza tenta acalentar e apoiar os seus fiéis. Juntamente com o povo resiste à “russificação” da população através da formação e de celebrações que reúnem multidões.

A actividade resistente de Teodor Romza indispõe Moscovo. A sua eliminação é decidida por Nikita Khrouchtchev, então encarregado dos assuntos ucranianos. A 25 de Outubro de 1947, o bispo é vítima de uma tentativa de assassinato. Gravemente ferido é transportado para o hospital. No dia 1 de Novembro, agentes oficiais mandatados por Khrouchtchev penetram no seu quatro. Quando saem já Teodor Romza agoniza envenenado, com apenas trinta e seis anos.

A morte do seu bispo não desmobiliza os católicos. Pelo contrário, reafirmará a unidade dos fiéis que continuarão a lutar pela fidelidade à sua fé.


Teodor Romza foi beatificado no dia 27 de Junho de 2001, juntamente com outros mártires greco-católicos da Ucrânia.

SANTOS PORQUE ELE É SANTO


“Sede santos, porque Eu sou santo”, diz-nos o Senhor.

Porque nos dará Deus uma ordem semelhante?

É que nós somos seus filhos; e se o Pai é santo, os filhos devem sê-lo também. Só os santos podem esperar a felicidade de ir gozar da presença de Deus, que é a própria santidade. Com efeito, ser cristão e viver em pecado é uma contradição monstruosa.

Um cristão deve ser um santo. Eis a verdade que a Igreja não cessa de nos repetir; e, a fim de a gravar nos nossos corações, apresenta-nos um Deus infinitamente santo, a santificar uma multidão infinita de santos…

Nós podemos ser santos e devemos trabalhar para chegar a sê-lo. Os santos foram mortais como nós, fracos e sujeitos às tentações; nós temos os mesmos auxílios, as mesmas graças, os mesmos sacramentos; mas é preciso fazer como eles… tomá-los por modelos…


S. João Maria Vianney

Sermão de Todos os Santos