terça-feira, 27 de outubro de 2009

FÓRUM EVANGELIZAR / DIA DIOCESANO do CATEQUISTA


O Secretariado Diocesano da Educação Cristã, nos seus Departamentos da Pastoral Juvenil (DPJG) e da Infância e Adolescência (DIA), juntamente com o Secretariado Diocesano da Pastoral Vocacional (SDPV), propõem-se realizar o DIA DIOCESANO DO CATEQUISTA/ FÓRUM EVANGELIZAR, um dia de Formação com uma nova dinâmica composta por diversos ateliers opcionais, e que esperamos venha a tornar-se uma novidade interessante para a formação dos nossos agentes pastorais.


Para quem?

Dirige-se a todos os Catequistas, animadores, coordenadores, sacerdotes, leigos consagrados e todos os interessados em melhorar as suas competências de anúncio do Evangelho.


O que é?

É um dia de formação e de partilha, essencialmente constituído por ateliers que se repetem 3 vezes durante o dia, num conjunto vasto de cerca de 15 ateliers que pretendem, a partir da acção e da prática, proporcionar o conhecimento de técnicas para uma pastoral de Nova Evangelização e melhorar competências no anúncio do Evangelho.


Para quê?

São os objectivos os seguintes:

- Procurar ser mais e melhor no serviço à Igreja;

- Experimentar algumas técnicas úteis de animação de grupo e comunidade;

- Conhecer e trocar experiências com outros agentes pastorais;

- Conviver


Quando e onde?

Esta actividade vai decorrer no Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos no dia 7 de Novembro, com início pelas 09.00 horas, e as inscrições devem ser efectuadas, de preferência, até ao dia 3 de Novembro, ao preço de 7 € (está incluído o almoço).

Depois dessa data acresce o valor de 1 €. Não queremos, no entanto, que alguém deixe de participar por questões económicas, e casos especiais devem ser tratados com a organização. No entanto, recordamos a ideia de que estes gastos deveriam ser assumidos preferencialmente pelas comunidades e paróquias.


Contamos convosco para fazer deste dia um espaço privilegiado de formação na nossa diocese.


Inscrição Online (AQUI)


As inscrições podem ser feitas via email:

www.sdpv.dioceseguarda@gmail.com;

catequeseguarda@gmail.com;

ou dpjguarda.gmail.com

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

QUEM DÁ MAIS!?


"Alguns dão pouco
do muito que têm.
Fazem isso em troca
do reconhecimento
e o seu desejo oculto
corrompe os seus dons.
Outros têm pouco
e dão muito.
Estes são os que acreditam na vida,
na bondade da vida,
e o seu cofre nunca está vazio."

Khalil Gibran

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

UMA CARIDADE QUE TRANSFORMA

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Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele «nós-todos» formado por indivíduos, famílias e grupos intermédios, que se unem em comunidade social. Não é um bem procurado por si mesmo, mas para as pessoas que fazem parte da comunidade social. [...] Querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de caridade. [...]

Todo o cristão é chamado a esta caridade, conforme a sua vocação e segundo as possibilidades que tem de incidência na polis. Este é o caminho institucional - podemos mesmo dizer político - da caridade, não menos qualificado e incisivo do que o é a caridade que vai directamente ao encontro do próximo, fora das mediações institucionais da polis. Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular e político. Aquele, como todo o empenho pela justiça, inscreve-se no testemunho da caridade divina que, agindo no tempo, prepara o eterno.

A acção do homem sobre a terra, quando é inspirada e sustentada pela caridade, contribui para a edificação daquela cidade universal de Deus que é a meta para onde caminha a história da família humana. Numa sociedade em vias de globalização, o bem comum e o empenho em seu favor não podem deixar de assumir as dimensões da família humana inteira, ou seja, da comunidade dos povos e das nações, para dar forma de unidade e paz à cidade do homem e torná-la em certa medida antecipação que prefigura a cidade de Deus sem fronteiras.

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Papa Bento XVI,

Encíclica «Caritas in Veritate», nº 7

in www.evangelhoquotidiano.org


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

CARMELO EM FESTA. Profissão simples de uma irmã (Parte III)

Finalmente, a terceira e última parte da entrevista à Ir. Maria Manuela da Eucaristia.

Recordamos que esta carmelita, originária de Almada, e membro da comunidade presente no Carmelo da Santíssima Trindade, na Guarda, celebrou a sua profissão religiosa simples no passado dia 1 de Outubro, dia de Santa Teresinha.

Voc’acção: Em poucas palavras, qual julga ser a razão que leva a Igreja ocidental a sentir um decréscimo tão significativo de vocações?

- A Igreja Ocidental não é alheia ao meio que a envolve. A sociedade Ocidental está mergulhada numa profunda crise social e cultural onde impera o consumismo, o laicismo e o indiferentismo…Para não me continuar a centrar nos muitos «ismos» diria ainda que se vive sobre um profundo ataque à família tradicional e aos valores que lhe estão afectos. Sendo ou não a Igreja alvo objectivo desses ataques não pode ficar-lhes imune. A Igreja é composta de homens e mulheres reais e concretos, na sociedade ocidental actual estes não estão orientados para viver em exigência e compromisso como o requer a vida da Igreja.

Voc’acção: Que mensagem gostaria de deixar aos nossos leitores?

– Se ouvirdes a Voz do Senhor, recordo-lhes esta Sua Palavra: «NÃO TEMAIS, SOU EU!»

Quando Ele nos chama vale a pena responder-lhe sem temor. E ELE chama sempre! Não deixa ninguém de fora, conforme a parábola dos trabalhadores enviados à vinha (Mt. 20, 1-7). Ele chama desde a manhã até ao fim do dia. Chama-nos a ser pessoas inteiras, coerentes e centradas n’Ele, seja na vida secular, Consagrada ou sacerdotal. É sempre possível em qualquer actividade ou Estado responder-lhe. A verdadeira felicidade do homem está em amar e deixar-se amar por Deus; é a única felicidade eterna. NÃO TEMAIS!


O Voc’Acção deseja à Irmã Maria Manuela as bênçãos de Deus para a sua fidelidade e felicidade na sua consagração.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

QUE FAZER COM O QUE TENHO?


«Que hei-de fazer,

uma vez que não tenho onde guardar

a minha colheita?»

cf. Lc 12,13-21


«Que hei-de fazer?» Há uma resposta imediata: «Satisfarei as almas dos esfomeados; abrirei os meus celeiros e convidarei todos os que passam necessidades. [...] Farei ouvir uma palavra generosa: vós, a quem falta o pão, vinde a mim; tomai a vossa parte, de acordo com as vossas necessidades, dos dons concedidos por Deus que jorram como que de uma fonte pública.» Mas tu, homem rico, insensato, estás bem longe disso! Por que razão? Ciumento de veres os outros gozarem de riquezas, entregas-te a cálculos miseráveis, não te preocupas em distribuir a cada um o indispensável, mas em tudo amealhar, privando os outros dos benefícios de que poderiam usufruir. [...]


E vós, meus irmãos, estai atentos para não conhecerdes o mesmo destino que este homem! Se a Escritura nos oferece este exemplo, é para que evitemos comportar-nos do mesmo modo. Imitai a terra: como ela, dai frutos, e não vos mostreis piores que ela, que no entanto é desprovida de alma. A terra dá as suas colheitas não para o seu próprio gozo, mas para te servir. Assim, todo o fruto da benevolência que revelares, recebê-lo-ás de volta, dado que as graças que fazem nascer as boas obras voltam aos que as dispensam. Alimentaste o que tinha fome, e o que deste mantém-se contigo, e vem mesmo um suplemento. Como o grão de trigo caído na terra aproveita ao que o semeou, o pão dado ao que tem fome far-te-á receber mais tarde benefícios superabundantes. Que a finalidade da tua lavoura seja para ti o início da sementeira no céu.


São Basílio (c. 330-379),

monge e bispo de Cesareia, Doutor da Igreja,

Homília 6, sobre a riqueza; PG 31, 261ss.

in http://www.evangelhoquotidiano.org/

domingo, 18 de outubro de 2009

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2009

MENSAGEM de Bento XVI

para o Dia Mundial das MISSÕES de 2009

“As nações caminharão à sua luz.” (Ap 21, 24)


Lembrando o compromisso de cada cristão em colaborar no Reino de Deus, a fim que todos os homens alcancem a Salvação por meio de Jesus Cristo, o Dia Mundial das Missões recorda-nos a urgência e necessidade desta missão. Eis algumas partes da Mensagem que o papa escreveu para a ocasião.


“O objectivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, para que encontrem n'Ele a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.

É nesta perspectiva que os discípulos de Cristo espalhados pelo mundo trabalham, se dedicam, gemem sob o peso dos sofrimentos e doam a vida. Reitero com veemência o que muitas vezes foi dito pelos meus Predecessores: a Igreja não age para ampliar o seu poder ou reforçar o seu domínio, mas para levar a todos Cristo, salvação do mundo. Pedimos só que nos seja dado servir toda a humanidade, sobretudo a mais sofredora e marginalizada, porque acreditamos que "o compromisso de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo... é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade" (Evangelii Nuntiandi, 1), que "apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e de sua própria existência"(Redemptoris Missio, 2).

(…)

Todos os Povos são chamados à salvação

A missão da Igreja é "contagiar" de esperança todos os povos. (…)

Anunciar o Evangelho deve ser para nós, como já dizia o apóstolo Paulo, um compromisso urgente e inadiável.

(…)

A Igreja aspira a transformar o mundo com a proclamação do Evangelho do amor, "que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir e ... deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo" (Deus Caritas est, 39).

(…)

Desejo "novamente confirmar que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja" (Evangelii Nuntiandi, 14), tarefa e missão que as vastas e profundas mudanças da sociedade actual tornam ainda mais urgentes.

(…)
Rogo a todos os católicos que peçam ao Espírito Santo que aumente na Igreja a paixão pela missão de proclamar o Reino de Deus e que ajudem os missionários, as missionárias e as comunidades cristãs empenhadas nesta missão, muitas vezes em ambientes hostis de perseguição.”

sábado, 17 de outubro de 2009

CARMELO EM FESTA. Profissão Simples de uma irmã (parte II)

Prosseguimos, hoje, com a segunda parte da entrevista feita à Irmã Maria Manuela da Eucaristia aquando da sua Profissão Simples, realizada no passado dia 1 de Outubro, no Carmelo da Guarda.


Voc’acção: A Irmã Maria Manuela é a segunda “vocação” a entrar no Carmelo da Santíssima Trindade desde a sua abertura na Guarda, a 24 de Agosto de 1995. Que actividades e que promoção vocacional as irmãs carmelitas vão fazendo dirigidas aos nossos jovens?
– O nosso carisma exclui qualquer forma de apostolado activo directo. De modo que a nossa promoção vocacional concretiza-se no testemunho da nossa vida e na oração. O Carmelo da Guarda tem Site na Internet: www.carmeloguarda.carmelitas.pt – por onde tomei conhecimento dele e o contactei com vistas à minha experiência – com artigos e imagens que ilustram o nosso estilo de vida. Além disso recebe no locutório (sala de visitas) grupos que procurem informar-se e conhecer o nosso carisma.

Voc’acção: Acha que hoje é mais difícil responder afirmativamente ao convite que o Senhor nos dirige para os seguir-mos?
– Penso que sim. Por diversos motivos a sociedade de hoje não torna fácil ouvir o apelo de Deus. Começa pela frequente falta de verdadeira vivência cristã nas famílias; junte - se - lhe os imensos e dispersivos atractivos da vida actual, acrescente-se a vertiginosa velocidade com que tudo se processa, condimente-se com o pragmatismo e materialismo reinante e tem-se o cocktail perfeito para nos tornarmos surdos ao incessante mas suave apelo de Deus.

Voc’acção: Deus continua a chamar para vocações tão específicas como é a vocação de clausura?

– Para nós é uma vocação ao deserto. Aquilo a que se chama «Clausura» é um “espaço reservado” que nos proporciona o contacto com Deus. Ora, eu não estaria aqui se Ele não me tivesse chamado. Respondo com a descoberta de Stª Teresinha da sua vocação pessoal: «Compreendi que se a Igreja tinha um corpo composto de diferentes membros, o mais necessário, o mais nobre não lhe faltava; compreendi que ela tinha um coração e que esse coração era ardente de amor; compreendi que somente o amor fazia agir os seus membros, que o amor se viesse a extinguir os apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os mártires recusariam dar o seu sangue (… . )No seio da Igreja eu serei o AMOR! Sim! Deus continua a chamar a uma vida oferecida por amor e para o Amor.

Continua...

ENCONTRO DE JOVENS


UM DIA COM MARIA

Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos

24 de Outubro de 2009

9, 30 h. – Acolhimento

10, 00 h. – Dinâmica de apresentação

11, 00 h. – Tema 1 “Que conheces tu da Mensagem de Fátima?”

12, 30 h. – Almoço

14, 00 h. – Preparação da Eucaristia

15, 00h. – Tema 2 “Maria, companheira do nosso caminho”.

16, 30 h. – Lanche/trabalho de grupos

17, 00 h. – Plenário

18, 00 h. – Eucaristia presidida pelo Sr. Bispo

(Custo por participante – 3,00 €)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sta MARGARIDA MARIA ALACOQUE, mensageira do amor de Deus


Desde cedo, Margarida foi uma menina devota. Porém, a sua infância foi infeliz. O seu pai morreu quando Margarida tinha apenas 8 anos, deixando-a a ela e à sua mãe numa situação difícil.

A sua casa caiu nas mãos de parentes que as tratavam como servas e que, posteriormente, mandaram a menina para o convento das Clarissas Pobres para que pudesse estudar. Apesar de gostar de estar no convento, foi enviada para casa depois de ter contraído febre reumática e esteve acamada durante muitos anos.

A sua mãe incitava-a a casar, mas ela preferia levar uma vida contemplativa. Optou por ingressar no convento das Visitandinas em Paray-le-Monial onde recebeu o nome de Maria. Tornou-se uma freira humilde e obediente, conhecida pela sua caridade para com todas. Até que, um dia, Jesus lhe falou no momento em que se ajoelhava em frente do Santíssimo Sacramento.


Revelação do Sagrado Coração

Jesus disse-lhe que a tinha escolhido para revelar o Seu Sagrado Coração como símbolo do Seu amor. Durante as três aparições seguintes, Ele explicou-lhe como praticar a devoção. Quando Margarida Maria tentou satisfazer os desejos de Jesus encontrou uma resistência considerável. Só Claude de la Colombière, seu confessor, acreditou nela e colaborou na divulgação e ensino sobre o Sagrado Coração.

No entanto, Margarida Maria sofreu pacientemente a desaprovação de muitos outros. Tempo depois, em 1683, uma nova superiora nomeou-a superiora assistente e professora das noviças. Pouco a pouco, a santa foi conquistando a confiança da sua comunidade e muitas pessoas começaram a celebrar a festa do Sagrado Coração em privado. Rapidamente, a comemoração espalhou-se a outros conventos.

Margarida Maria passou toda a sua existência doente vindo a falecer quando tinha apenas 43 anos. Contudo, a sua paciência foi recompensada 75 anos mais tarde, quando a Igreja reconheceu oficialmente a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.


No seu rasto

Margarida Maria ficou surpreendida quando Jesus a escolheu como sua mensageira. No entanto, Jesus conta connosco, independentemente da nossa idade, condição social ou profissional, para transmitir a sua mensagem de amor.

Cada um de nós pode ser um arauto do amor de Deus, cuidando de quem está ao nosso lado. Basta um gesto ou uma palavra para aliviar alguém no seu sofrimento.

Quantos são, por exemplo, os idosos perto dos quais passamos os dias sem ver as suas necessidades, sem os ajudar nas suas dificuldades quotidianas? São tantas as atenções através das quais nos podemos tornar mensageiros do amor:

- Ouvindo, em vez de correr atrás das nossas preocupações; aquilo que ainda nos podem ensinar;

- Fazendo as compras a uma vizinha em dificuldade para a qual a estrada de casa ao supermercado mais próximo é agora uma distância intransponível;

- Acompanhando num passeio ao parque quem por demasiadas dificuldades já não consegue há muito gozar a natureza que Deus doou a todos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SANTA TERESA, morada de Deus


Teresa nasceu em Ávila, a 28 de Março de 1515. Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila. Espanhola, de família nobre, bela e inteligente, foi uma criatura que lutou contra as suas contradições internas, contra as mentiras e hipocrisias de uma vida espiritual vazia. Santa Teresa ocupa um lugar especial dentro da mística cristã; é considerada um dos grandes mestres espirituais que a história da Igreja já conheceu. Entretanto, ela não pode ser esquecida como reformadora do Carmelo, como aquela que conseguiu devolver à Ordem Carmelita o seu primitivo vigor espiritual. Tinha como conselheiro espiritual São João da Cruz.

É chamada Teresa, a Grande, por sua grandeza de mulher. Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher. Com a graça de Deus, uma graça. Em 1970, o papa Paulo VI, proclamou-a “Doutora da Igreja”, (tal como Santa Catarina de Sena) pela profunda mística e espiritualidade. Foram as duas primeiras mulheres a quem se reconheceu esta qualidade pelos méritos dos escritos doutrinários que deixaram. Muitas das obras de Teresa d’Ávila continuam sendo lidas e produzindo abundantes frutos espirituais: “O caminho da perfeição”, “Pensamentos sobre o amor de Deus”, “Castelo interior”. Morreu em 1582.

Fonte: evangelhoquotidiano.org

REZAR com TERESA de JESUS


ALMA, BUSCA-TE EM MIM


(Deus, dirigindo-se à nossa alma)


Tão fielmente pôde o Amor

Alma, em Mim, te retratar

Que nenhum sábio pintor

Soubera com tal primor

Tua imagem figurar.


Foste, por amor, criada

Formosa, bela e assim

Dentro do Meu ser, pintada.

Se te perderes, minha amada,

Alma, procura-te em Mim.


Porque Eu sei que te acharás

Em Meu peito retratada,

Tão ao vivo figurada

Que ao ver-te folgarás

Por te veres tão bem pintada.


E se acaso não souberes

Em que lugar Me perdi,

Não andes daqui para ali

Porque se encontrar Me quiseres

A Mim, Me acharás em ti!


Em ti, que és meu aposento

És minha casa e morada.

Aí busco, cada momento,

Em que do teu pensamento

Encontro a porta fechada.


Só em ti há que buscar-Me,

Que de ti nunca fugi;

Nada mais do que chamar-Me

E logo irei, sem tardar-Me

E a Mim. Me acharás, em ti!