terça-feira, 10 de março de 2009

CLAUDINE PINHEIRO NA GUARDA


Concerto de Oração
com Claudine Pinheiro

O DPJG, em colaboração com a paróquia da Sé, na Guarda, está a organizar um Concerto de Oração com Claudine Pinheiro.
O concerto vai realizar-se neste sábado 14,
pelas 21.30 horas, na Sé Catedral da Guarda.
Será um Concerto a não perder, quer por jovens, quer por gente que gosta de juntar a música, a fé e a oração. Entrada gratuita.

Para conheceres melhor a Claudine e suas canções:
http://www.myspace.com/claudinepinheiro



segunda-feira, 9 de março de 2009

SER MISERICORDIOSO


“Sede misericordiosos,
como o vosso Pai é misericordioso.”

cf. Lc 2, 36-38

Quatro meios concretos para praticar a misericórdia:
Não julgar: jejuemos nos julgamentos espontâneos que fazemos dos outros. Nunca conheceremos os sentimentos profundos e íntimos que motivam atitudes ou palavras que nos desagradem. Só Deus conhece o segredo de cada um.
Não condenar: condenar é formular um julgamento definitivo; é uma forma de matar a relação com alguém. Jesus julgava actos mas teve sempre a preocupação de salvar as pessoas. Como dizia Tolstoi, “compreender a dificuldade dos outros, é perdoar”.
Perdoar: é condição necessária se queremos ser perdoados por Deus. Um meio para nos ajudar a perdoar é começar a rezar por aqueles que não amamos. O perdoa permite libertarmo-nos de ressentimentos e mágoas, ao mesmo tempo que restabelece os laços quebrados com Deus e os outros.
Dar: dar o que temos é bom, mas dar os que somos é melhor. Para além do nosso tempo, da nossa atenção, dar amor por meio das palavras e gestos concretos. É nessa medida que nos assemelhamos a Deus, revelando a nossa capacidade em amar. “Perdoa-se tanto quanto se ama”, afirmava La Rochefoucauld.

domingo, 8 de março de 2009

ROSTO NOVO


De que me serviria contemplar o rosto de Deus
se não me maravilho ante o dos meus irmãos?
Na verdade, existe à minha volta
a multidão dos rostos de Deus,
rosto de alegria e rosto de sofrimento,
rosto de criança e rosto enrugado,
rosto transparente e rosto de paz,
rosto de tristeza e rosto de esperança.

À força de auscultar o coração de Deus,
esquecemo-nos das palpitações
da nossa humanidade.
Por muito estudar os sinais de Deus
na ciência e na física celeste,
afastamos os nossos olhares
dos rostos de todos os dias.

Existe uma nova maneira
de contemplar o rosto dos outros:
procurar neles a expressão do rosto de Deus.

in Caminhos de Páscoa 1994

A TODAS AS MULHERES...

SER MULHER…
É a possibilidade de dar à luz com lágrimas de amor e ternura
É não ter vergonha de sofrer e chorar por amor
É amar e ser amada
É acreditar e lutar quando ninguém mais o faz
É desvendar o que mais ninguém desvenda
É tudo isto e muito mais

Andreia Silva, in Jornal do Fundão (5 de Março de 2009)

Neste Dia Mundial da Mulher pedimos a Deus a sua bênção para todas vós e que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, seja vosso amparo e modelo em todos os vossos caminhos!

sábado, 7 de março de 2009

PEDI E DAR-SE-VOS-Á...

«Meu Senhor, meu único rei,
assisti-me no meu desamparo,
porque não tenho outro socorro senão Vós»

cf. Est 14, 3
No Evangelho, Jesus convida-nos à oração: «pedi e dar-se-vos-á; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á». [...]
Terá Deus o poder de responder às realidades da nossa vida, poderá Deus mudar as nossas situações e entrar na realidade da nossa vida terrestre? [...]

Se Deus não actua, se ele não tem poder sobre os acontecimentos concretos da nossa vida, como é que continua a ser Deus? E se Deus é amor, o amor não encontrará uma possibilidade de responder à esperança daquele que ama? Se Deus é amor, e se Ele não pudesse ajudar-nos na nossa vida concreta, o amor não seria o poder maior deste mundo.

Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]
Retiro pregado ao Vaticano, 1983

in evangelhoquotidiano.org

ORAÇÃO A MARIA EM TEMPO DE QUARESMA


Quando chega a hora da decisão
Maria da Anunciação, ajuda-nos a dizer “sim”
Quando chega a hora da partida
Maria do Egipto, acende em nós a Esperança
Quando chega a hora da incompreensão
Maria de Jerusalém, escava em nós a paciência
Quando chega a hora de intervir
Maria de Caná, dá-nos a coragem da palavra humilde
Quando chega a hora do sofrimento
Maria do Gólgota, mantém-nos junto àqueles em quem sofre o teu Filho
Quando chega a hora da espera
Maria do cenáculo, inspira-nos uma oração comum
E cada dia, quando chega a hora feliz do serviço
Maria de Nazaré, Maria dos montes de Judá, põe em nós o teu coração de serva
Até ao dia em que, tomando a tua mão,
Maria da Assunção, adormeceremos,
Na espera do dia da nossa ressurreição.


Jean-Paul Hoch

sexta-feira, 6 de março de 2009

QUEM SOU EU?...

Quem sou eu?
Quem sou eu para os outros?
Quem sou eu para Deus?
Quem sou eu?

Por vezes, a pergunta ocorre-nos, sobretudo em dias chuvosos mais melancólicos, em jornadas marcadas de dor, carregadas de dúvidas, em momentos de sensações inseguras ou, simplesmente, quando nos abandonamos à reflexão, à meditação… Como balanço ou para fazer o “ponto da situação”, quem sou eu?
Quando iniciamos uma nova etapa de vida; quando tudo parece mudar, dentro e fora de nós…
Quando alguém parte sem despedida; quando as promessas que nos foram feitas não são cumpridas…
Quando somos questionados, confrontados por pessoas ou situações; quando os fracassos, mais que os sucessos, nos obrigam a repensar…
Quando somos incompreendidos, dispensados, não tidos em conta… Quando "espantamos" os outros sem saber porquê... Quando a novidade, a “sorte grande” ou as surpresas da vida, boas ou más, nos batem à porta…
Quando fizemos o impensável, realizámos o sonho perseguido, alcançámos o inacessível…
Quem sou eu?

A pergunta ecoa em nós como nos outros, mas cada um procura a sua resposta. Mas encontrar-se-á esta apenas em nós!? E se os outros pudessem responder? E se fosse Deus a responder? E se Ele próprio fosse a resposta?
Como repete a canção, “não por causa do que sou, mas por causa do que tens feito; não por causa do que tenho feito mas por causa de quem és…”
E se fosse Ele a dizer quem somos…

E se eu, para Ele, fosse resposta, mais que pergunta:
“EU SOU TEU”
Pode não parecer uma resposta ao "quem sou eu?" mas é, seguramente, caminho para ela.

quarta-feira, 4 de março de 2009

QUARESMA, tempo para a caridade


«Vinde, benditos de meu Pai,
recebei em herança o reino
que vos está preparado»

cf. Mt 25,31-46

Se prestarmos bem atenção, irmãos, o facto de Cristo sentir a fome dos pobres é-nos favorável. [...] Olhai: de um lado, é uma moeda, do outro é o Reino. Qual a comparação? Tu dás uma moeda ao pobre e de Cristo recebes o Reino; tu dás um pedaço de pão e de Cristo recebes a vida eterna; tu dás abrigo e de Cristo recebes a remissão teus pecados.
Então, não desprezemos os pobres, mas desejemo-los e sobretudo apressemo-nos a tomar-lhes a dianteira, porque a miséria dos pobres é o medicamento dos ricos, como disse o próprio Senhor: «Antes, dai de esmola o que está dentro, e para vós tudo ficará limpo», e ainda: «Vendei os vossos bens e dai-os de esmola» (Lc 11, 41; 12, 33). E o Espírito Santo proclama através profeta: «A água apaga o fogo ardente, e a esmola expia o pecado» (Sir 3,30). [...] Tenhamos pois misericórdia, irmãos, e com a ajuda de Cristo, seguremos o vínculo da Sua garantia, sobretudo daquela que vos recordei, quando Ele diz: «Dai e dar-se-vos-á» (Lc 6, 38); e ainda: «Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5,7).
Que cada um se aplique, de acordo com os seus meios, em não vir à igreja de mãos vazias: aquele que deseja receber deve efectivamente oferecer alguma coisa. Aquele que pode cubra o pobre com uma veste nova; aquele que não pode ofereça ao menos uma velha. Quanto àquele que julga não ter o suficiente, que ofereça um pedaço de pão, que acolha um viajante, que prepare um leito, que lhe lave os pés, para merecer ouvir Cristo dizer-lhe: «Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino; tive fome e destes-Me de comer; era peregrino e recolhestes-Me». Ninguém, irmãos muito queridos, poderá desculpar-se de não dar esmola, quando Cristo prometeu dar uma recompensa em troca de um copo de água fresca (Mt 10, 42).

São César de Arles (470-543),
monge e bispo
Sermão 25


terça-feira, 3 de março de 2009


«Tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me»
cf. Lc 9, 22-25

Senhor, que a tua crucifixão e ressurreição nos ensinem a enfrentar as lutas da vida quotidiana e a sofrer aí a angústia da morte, para que vivamos em maior e mais criativa plenitude. Com humildade e paciência aceitaste os reveses da vida humana, como os sofrimentos da tua crucifixão. Ajuda-nos a aceitar as dificuldades e as lutas de cada dia como ocasiões para crescermos e para nos tornarmos semelhantes a Ti. Torna-nos capazes de as enfrentar com paciência e coragem, com plena confiança na Tua protecção. Faz-nos compreender que só chegaremos à plenitude da vida pela contínua aniquilação de nós próprios e dos nossos desejos egoístas, porque só morrendo conTigo podemos conTigo ressuscitar.

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997),
fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade

in Something Beautiful for God

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CINZAS, a marca dos caminhantes


Cinzas, sinal do que passa,
resíduo do que passou,
irreconhecível agora,
neste pó cinzento.
Eu também sou um caminhante,
não preciso de o disfarçar!
Contudo, sinto o desejo de durar,
de deixar um rasto da minha passagem.
Não terei a sorte
de me erigirem uma estátua.
Mas se, ao menos,
deixasse um pouco de luz
a iluminar os outros,
e de alegria semeada generosamente
neste mundo tão cinzento!
Deixarei marcas nos caminhos
se procurar mais amar
que ser amado.

in Caminhos de Páscoa 1993

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

COMO COMEÇA UMA NOVA AVENTURA...

Foi nesta data de 24 de Fevereiro que, após três anos de busca e caminhada espiritual, o jovem Francisco de Assis encontrou a verdade que orientará o resto da sua vida. Percebeu o sentido dos conselhos que Jesus dava aos seus apóstolos numa vida itinerante e de anúncio, na liberdade do corpo e do espírito, sem nada possuir. Bem depressa numerosos companheiros aderiram a esta nova forma de vida. Recordemos:

Estava já terminando a restauração da última Igrejinha da redondeza, a capelinha de Santa Maria dos Anjos e perguntava-se o que faria depois. O que mais lhe pediria Deus? Não havia entendido ainda que a Igreja que devia restaurar não era a de pedra, mas a própria Igreja de Cristo, enfraquecida na época pelas divisões, heresias e pelo apego dos seus líderes às riquezas e ao poder. Devia ser o ano de 1209. Certo dia, Francisco escutou, durante a missa, a leitura do Evangelho: tratava-se da passagem em que Cristo instruía os seus Apóstolos sobre o modo de ir pelo mundo, "sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso ..." (Lc 9,3). Tais palavras encontraram eco no seu coração e foram para ele como intensa luz. E exclamou, cheio de alegria: "É isso precisamente o que eu quero! É isso que desejo de todo o coração!" E sem demora começou a viver, como o faria em toda a sua vida, a pura letra do Evangelho. Repetia sempre para si e, mais tarde, também para os seus companheiros: "A nossa regra de vida é viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo"!
Os Primeiros Seguidores
A partir daquele dia, Francisco iniciou a sua vida de pregador itinerante, percorrendo as localidades vizinhas e pregando, em palavras simples, o Evangelho de Cristo. Muitos começaram, enfim, a compreender o sentido dessa vida e manifestaram o desejo de seguí-la. O primeiro foi um homem rico de Assis, Bernardo de Quintaval. Ao perguntar para Francisco: "O que devo fazer para seguir-te?", este decidiu, como em todos os momentos decisivos da sua vida, recorrer ao Evangelho para que o próprio Cristo lhes desse a resposta.
O Caminho Do Evangelho
De manhã, bem cedo, foram ambos à missa. Pelo caminho juntou-se aos dois Pedro de Catânia, doutor em Direito e novo companheiro. Por três vezes abriram o livro do Evangelho, e as três respostas que encontraram foram as seguintes: "Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres. Depois vem e segue-me" (Mt 19,21). "Não leveis nada pelo caminho, nem bastão, nem alforge, nem uma segunda túnica..." (Lc 9,3). "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me" (Mt 16,24). "Isto é o que devemos fazer, e é o que farão todos quantos quiserem vir connosco" - exclamou Francisco, que subitamente viu brilhar uma luz sobre o caminho que ele e seus companheiros deveriam seguir. Finalmente encontrou o que por tanto tempo havia procurado! Isto aconteceu a 24 de Fevereiro de 1208, dando início à fundação da Fraternidade dos Irmãos Menores. No mesmo dia, Bernardo de Quintaval vendeu todos os seus bens e repartiu o dinheiro entre os pobres de Assis.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Uma ROSA BRANCA contra o ódio e a mentira


Chamavam-se Hans, Sophie e Chistoph. Eram estudantes na Universidade de Munique, nesse ano de 1943. A 21 de Fevereiro encontram-se presos na sede da administração penitenciária da Gestapo. O crime? Espalharam panfletos contra Hitler e seu regime. Denunciados, foram submetidos a duros interrogatórios, através dos quais confessaram a culpa mas sem denuncia os seus outros amigos também implicados.
Ao todo são cinco rapazes, uma rapariga e um professor. Nove meses atrás constituíram uma rede de acção contra o nazismo: ‘A Rosa Branca. Hans Scholl, impressionado pelas homilias do Monsenhor von Galen, bispo de Munique (uma das vozes da Igreja alemã mais inconformadas na denúncia de Hitler), teve a iniciativa. Por diversas vezes escreveram slogans nas paredes e espalharam panfletos pela capital da Baviera, estendendo a sua acção a outras cidades. É tal a sua influência que outros grupos farão o mesmo em Freiburg, Ulm, colónia e Berlim.
Os seis pertencem a confissões diferentes, mas todos assumem o Evangelho e os valores cristãos que transparecem nos seus escritos: “Por todo o lado, o homem experimenta, na sua fragilidade imanente, a tentação de renegar a sua dignidade de ser livre. Em todo o lugar e em todas as épocas de extrema miséria, homens se ergueram, santos ou profetas, que defenderam a liberdade, recordaram o caminho para o Deus único e exortaram o povo a recuar nos seus erros. Certamente, o homem é livre, mas sem o socorro do verdadeiro Deus, permanece impotente perante o mal; torna-se como um barco sem leme, abandonado à tempestade.”
Os irmãos Scholl pertencem à Igreja Evangélica, Alex Schmorell é ortodoxo, Willy Graf e o professor Huber são católicos. Cristoph Probst confessa-se agnóstico, mas aceitou o desafio da ‘Rosa Branca’ pela amizade que nutre pelos seus companheiros mas também porque admira o compromisso espiritual que eles conjugam na luta contra o regime nazi. Cristoph (de 23 anos) é o único casado, sendo pai de dois rapazes.

Testemunho final
Na segunda feira 22 de Fevereiro, Sophie, Hans e Cristoph aguardam o veredicto final. De nada valerá o serviço militar dos rapazes, cumprido na frente russa, o serviço de trabalho obrigatório desempenhado pela Sophie, nem sequer a atenção pelo jovem pai de família; todos são condenados à morte.
Durante todo o processo, os três jovens conduziram-se com uma dignidade e serenidade extraordinárias, ao ponto de perturbar as testemunhas mais hostis. Não denunciaram nenhum companheiro.
Após a sentença, Cristoph pede um sacerdote católico: quer receber o baptismo, termo da sua busca interior.
Os guardas prisionais dirão dos três o seguinte: “Portaram-se com uma coragem extraordinária… Foram levados, primeiro a rapariga. Ela caminhou com uma calma absoluta. Não percebíamos que tal fosse possível. O carrasco confessou que nunca vira ninguém morrer assim.”
Morreram como viveram, fiéis a eles mesmos, à suas convicções, à sua fé.

Alguns meses depois, o professor Huber, Alex Schmorell e Willy Graf foram, também eles, executados, pois prosseguiram a missão que tinham iniciado.
“Eram crentes. Não pegaram em armas, não mataram ninguém. A única vida que sacrificaram foi a deles. «Somente creio – dizia Pascal – nas histórias cujas testemunhas são capazes de se sacrificarem.» Perante Hitler, estes seis universitários alemães deram ao mundo uma das lições mas credíveis deste tempo.”

Para saber mais, clica no link seguinte, artigo dedicado à sophie Scholl:
http://sdpv.blogspot.com/search?q=sophie+scholl