
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
CARL LEISNER, um anjo em Dachau

Carl Leisner nasceu a 28 de Fevereiro de 1915 na Alemanha. Como jovem, integra o movimento da juventude católica com o qual participará em inúmeras actividades. Aí aprenderá o valor da camaradagem mas também a conhecer e viver à luz da Bíblia, da liturgia e da Eucaristia. Cristo torna-se o guia da sua vida. 
Passa a ser o animador de jovens que recusarão vergar-se à ideologia do IIIº Reich que emerge na Alemanha. Já na universidade, é o bispo que lhe pede que se responsabilize pela juventude da diocese. Naturalmente, nada disso escapa à Gestapo, polícia secreta do regime nazi, que passa a vigiá-lo. Carl confia-se a Deus: “Senhor, com a tua Graça, aceito esta pesada tarefa. Guia-me para a tua Luz, Senhor, Deus todo-poderoso. Prometo-te solenemente, ser teu instrumento. A partir deste dia, toda a minha vida te pertence”.
No seu interior, debate-se com um dilema: ser padre ou casar e fundar uma família? Ele próprio decidirá: “Sou chamado a ser padre e ofereço tudo por esta vocação”. A 25 de Março de 1935, é ordenado diácono, esperando pelo sacerdócio alguns meses mais tarde.

Passa a ser o animador de jovens que recusarão vergar-se à ideologia do IIIº Reich que emerge na Alemanha. Já na universidade, é o bispo que lhe pede que se responsabilize pela juventude da diocese. Naturalmente, nada disso escapa à Gestapo, polícia secreta do regime nazi, que passa a vigiá-lo. Carl confia-se a Deus: “Senhor, com a tua Graça, aceito esta pesada tarefa. Guia-me para a tua Luz, Senhor, Deus todo-poderoso. Prometo-te solenemente, ser teu instrumento. A partir deste dia, toda a minha vida te pertence”.
No seu interior, debate-se com um dilema: ser padre ou casar e fundar uma família? Ele próprio decidirá: “Sou chamado a ser padre e ofereço tudo por esta vocação”. A 25 de Março de 1935, é ordenado diácono, esperando pelo sacerdócio alguns meses mais tarde.
Porém, as coisas não irão decorrer como previsto. Carl é subitamente atingido pela tuberculose e é obrigado a retirar-se para tratamentos. É nessa ocasião que é preso pela Gestapo. Em Dezembro de 1940, encontra-se no campo de concentração de Dachau. Aí, tem um novo ataque de tuberculose com hemorragia nos pulmões. É enviado para a infirmaria onde jazem mais de uma centena de tuberculosos e moribundos, literalmente abandonados à sua sorte. Surpreendentemente, Carl resiste graças à Sagrada Escritura e à Eucaristia que lhe chega clandestinamente e que ele distribui aos agonizantes. É assim que ele sobrevive durante 4 anos, embora o mal progrida. Então, acontece o inesperado: a 17 de Dezembro de 1944, no bloco 26, sob perigo de morte por ser expressamente proibido toda a reunião de carácter religioso, Carl é ordenado padre por um bispo francês também preso. O novo sacerdote celebra a sua primeira e única missa no dia de S. Estêvão.Todos os presos serão libertados o dia 4 de Maio de 1945. Mas Carl encontra-se extenuado. As suas últimas semanas são passadas próximo de Munique. Só duas coisas ocupam a mente de jovem padre: o Amor e a Penitência. Relembrando os seus algozes no campo de concentração,
desabafa: “Queriam matar-nos a alma. Ó meu Deus, obrigado por nos teres salvo pelo teu Reino de Amor e de Humanidade… Abençoa também, ó Altíssimo, os meus inimigos”. Morre no amor de Cristo o dia 12 de Agosto de 1945.No dia 15 de Março de 1980, João Paulo II deu a sua concordância para a abertura do seu processo de beatificação.
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1 JOVEM 1 VIDA
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
TOMAR A CRUZ...
«Tome a sua cruz e siga-Me»
cf. Mt 16,24-28
cf. Mt 16,24-28
Durante a tua vida, Cristo não te pede que carregues com Ele todo o peso da Sua cruz, que é uma cruz pesada, mas apenas uma pequena parte, aceitando os teus sofrimentos. Nada tens a temer. Pelo contrário, considera-te muito feliz por teres sido considerado digno de participar nos sofrimentos do Homem-Deus. Não se trata de um abandono nem de um castigo de Deus; pelo contrário, Ele está a dar-te uma prova do Seu amor, do Seu grande amor. Deves agradecer-Lho e resignar-te a beber o cálice do Getsemani.
Por vezes, o Senhor faz-te sentir o peso da cruz. Esse peso parece-te insuportável e, contudo, tu carrega-lo porque o Senhor, que é cheio de amor e de misericórdia, te estende a Sua mão e te dá as forças de que precisas. Perante a falta de piedade dos homens, o Senhor tem necessidade de pessoas que sofram com Ele.
Por vezes, o Senhor faz-te sentir o peso da cruz. Esse peso parece-te insuportável e, contudo, tu carrega-lo porque o Senhor, que é cheio de amor e de misericórdia, te estende a Sua mão e te dá as forças de que precisas. Perante a falta de piedade dos homens, o Senhor tem necessidade de pessoas que sofram com Ele.São Pio de Pietrelcina
(1887-1968)
capuchinho
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PARA MEDITAR
CLARA DE ASSIS, a alegria de existir
Clara nasceu em Assis, Itália, por volta de 1193 no seio de uma rica família aristocrática. Ainda criança, Clara parecia já devotada à oração e desejosa de uma vida mais espiritual. Aos 18 anos, inspirada por São Francisco, Clara pediu-lhe em privado para a ajudar a viver uma vida de humildade e dedicada a Jesus.
Na noite de Domingo de Ramos de 1212, ela fugiu de casa, pois a sua família queria obrigá-la a casar. Revestiu o hábito pobre dos companheiros de Francisco e cortou o cabelo como sinal de consagração a Deus.
Francisco confiou Clara às Beneditinas de um convento próximo. Clara resistiu aos intentos dos seus familiares que a queria retirar pela força. Mais tarde, juntamente com mais algumas jovens e mulheres que quiseram seguir o seu exemplo, incluindo a sua irmã Inês, Clara deslocou-se para São Damião, Igreja que Francisco restaurara nos arredores de Assis.
Uma vida simples e santa
Francisco nomeou Clara superiora daquilo que se tornaria a primeira comunidade das Damas pobres, conhecidas hoje por Clarissas. Sob a orientação e exemplo de Clara, a comunidade viveu austeramente: jejuavam frequentemente, andavam descalças, dormiam no chão, e viviam no recolhimento e silêncio. A comunidade recusou-se a possuir propriedades e rendas para subsistência, honrando os princípios franciscanos de pobreza. Apesar da dureza desta vida Clara e suas irmãs viviam do seu próprio trabalho e, sobretudo, num espírito fraterno e alegre. Dos papas, Gregório IX e Inocêncio IV não aceitou ajudas económicas, apenas pedia que lhe fosse reconhecido o “privilégio” da Pobreza.
Clara manteve-se à frente da sua comunidade até à sua morte, quase 40 anos mais tarde, coincidindo com a tão desejada autorização de viver a pobreza.
Clara ainda teve a alegria de acolher junto de si outra irmã, Beatriz, a sua mãe e sua tia. Foi ainda testemunha da fundação de novas fraternidades em toda a Europa.

Clara é a padroeira da televisão. Segundo a tradição, uma noite de Natal, encontrando-se doente, não pôde deslocar-se até à Igreja. Porém, Deus concedeu-lhe a graça de, em visão, acompanhar a celebração da eucaristia. Outros sinais prodigiosos aconteceram na vida de Clara. Todavia, o maior sinal é, sem dúvida, a do seu exemplo: sendo rica e bonita e, consequentemente, prometida a uma vida folgada, preferiu às ilusões da riqueza e da fama a verdadeira felicidade de quem vive livre de todas as amarras, abandonada totalmente ao amor de Cristo. Com frequência, apelava a que se olhasse para o crucifixo como um espelho, no qual todos deveriam contemplar Cristo. A nossa beleza é Deus em nós.
A sua vida continua a chamar jovens que apostam a vida na coragem de amar na humildade e simplicidade.
Na noite de Domingo de Ramos de 1212, ela fugiu de casa, pois a sua família queria obrigá-la a casar. Revestiu o hábito pobre dos companheiros de Francisco e cortou o cabelo como sinal de consagração a Deus.
Francisco confiou Clara às Beneditinas de um convento próximo. Clara resistiu aos intentos dos seus familiares que a queria retirar pela força. Mais tarde, juntamente com mais algumas jovens e mulheres que quiseram seguir o seu exemplo, incluindo a sua irmã Inês, Clara deslocou-se para São Damião, Igreja que Francisco restaurara nos arredores de Assis.
Uma vida simples e santa

Francisco nomeou Clara superiora daquilo que se tornaria a primeira comunidade das Damas pobres, conhecidas hoje por Clarissas. Sob a orientação e exemplo de Clara, a comunidade viveu austeramente: jejuavam frequentemente, andavam descalças, dormiam no chão, e viviam no recolhimento e silêncio. A comunidade recusou-se a possuir propriedades e rendas para subsistência, honrando os princípios franciscanos de pobreza. Apesar da dureza desta vida Clara e suas irmãs viviam do seu próprio trabalho e, sobretudo, num espírito fraterno e alegre. Dos papas, Gregório IX e Inocêncio IV não aceitou ajudas económicas, apenas pedia que lhe fosse reconhecido o “privilégio” da Pobreza.
Clara manteve-se à frente da sua comunidade até à sua morte, quase 40 anos mais tarde, coincidindo com a tão desejada autorização de viver a pobreza.
Clara ainda teve a alegria de acolher junto de si outra irmã, Beatriz, a sua mãe e sua tia. Foi ainda testemunha da fundação de novas fraternidades em toda a Europa.

Clara é a padroeira da televisão. Segundo a tradição, uma noite de Natal, encontrando-se doente, não pôde deslocar-se até à Igreja. Porém, Deus concedeu-lhe a graça de, em visão, acompanhar a celebração da eucaristia. Outros sinais prodigiosos aconteceram na vida de Clara. Todavia, o maior sinal é, sem dúvida, a do seu exemplo: sendo rica e bonita e, consequentemente, prometida a uma vida folgada, preferiu às ilusões da riqueza e da fama a verdadeira felicidade de quem vive livre de todas as amarras, abandonada totalmente ao amor de Cristo. Com frequência, apelava a que se olhasse para o crucifixo como um espelho, no qual todos deveriam contemplar Cristo. A nossa beleza é Deus em nós.
A sua vida continua a chamar jovens que apostam a vida na coragem de amar na humildade e simplicidade.
A todas as irmãs clarissas, um feliz dia de Stª Clara.
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NOSSOS AMIGOS OS SANTOS
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
JEAN MARIE VIANNEY, Santo Cura de Ars

Três anos antes da Revolução Francesa nascia João. O novo governo francês tendo proibido toda a actividade religiosa, o pequeno João frequentava a eucaristia em segredo. Trabalhava como pastor na quinta da família que necessitava da sua ajuda. Assim, só pôde iniciar a sua aprendizagem intelectual aos 20 anos, tendo muitas dificuldades, especialmente em latim.
Quando em 1810 o clima político mudou, João entrou para o seminário. Mais uma vez, sentiu dificuldades porque todo o curso era leccionado em latim. Inicialmente recusaram-lhe a ordenação, mas atendendo às suas qualidades humanas e por ser um homem muito piedoso e de fé, o vigário geral da diocese decidiu que ele avançasse: “deixem que seja ordenado. A graça de Deus fará o resto”.
Cura de Ars
Após a ordenação e a breve passagem por uma paróquia, João foi enviado, em 1817, para uma pequena aldeia distante, Ars-en-Dombes. O nível moral na sua nova paróquia era baixo, mas João estava determinado em mudá-lo. Não possuía grande ciência, nem muita saúde, nem dinheiro, mas a sua santidade pessoal, a sua união com Deus fez o milagre. Começou por visitar todas as famílias da aldeia. João levava uma vida austera e passava muitas vezes os dias a rezar e em penitência pelos seus paroquianos. Cuidava também dos doentes e dos pobres e dava aulas de catecismo às crianças.
Confessor
João era muito dotado para a confissão. Mostrava grande simpatia e dedicava a cada penitente o tempo necessário para o guiar espiritualmente. A sua fama depressa se espalhou e em breve era procurado como confessor por pessoas vindas de longe. Por vezes, passava mesmo 16 horas por dia a ouvir confissões.
Certa vez, perguntaram a um advogado de Lyon que regressava de Ars o que tinha lá visto. Ele respondeu: “Vi Deus num homem”. Na verdade, é o que deveria ser dito de cada cristão, sobretudo de cada sacerdote.
Quando em 1810 o clima político mudou, João entrou para o seminário. Mais uma vez, sentiu dificuldades porque todo o curso era leccionado em latim. Inicialmente recusaram-lhe a ordenação, mas atendendo às suas qualidades humanas e por ser um homem muito piedoso e de fé, o vigário geral da diocese decidiu que ele avançasse: “deixem que seja ordenado. A graça de Deus fará o resto”.
Cura de ArsApós a ordenação e a breve passagem por uma paróquia, João foi enviado, em 1817, para uma pequena aldeia distante, Ars-en-Dombes. O nível moral na sua nova paróquia era baixo, mas João estava determinado em mudá-lo. Não possuía grande ciência, nem muita saúde, nem dinheiro, mas a sua santidade pessoal, a sua união com Deus fez o milagre. Começou por visitar todas as famílias da aldeia. João levava uma vida austera e passava muitas vezes os dias a rezar e em penitência pelos seus paroquianos. Cuidava também dos doentes e dos pobres e dava aulas de catecismo às crianças.
Confessor
João era muito dotado para a confissão. Mostrava grande simpatia e dedicava a cada penitente o tempo necessário para o guiar espiritualmente. A sua fama depressa se espalhou e em breve era procurado como confessor por pessoas vindas de longe. Por vezes, passava mesmo 16 horas por dia a ouvir confissões.
Certa vez, perguntaram a um advogado de Lyon que regressava de Ars o que tinha lá visto. Ele respondeu: “Vi Deus num homem”. Na verdade, é o que deveria ser dito de cada cristão, sobretudo de cada sacerdote.

João manteve-se em Ars, dedicado à sua gente, até à sua morte aos 73 anos.
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NOSSOS AMIGOS OS SANTOS
AMO-TE...
Amo-Te, ó meu Deus e o meu único desejo
é amar-Te até ao último suspiro da minha vida;
só uma graça Te peço:
a de amar-Te eternamente.
Meu Deus, se a minha boca não puder dizê-lo,
em cada instante, que Te amo,
quero que o meu coração
o repita tantas vezes quantas eu respiro.
Amo-Te, ó meu divino Salvador,
porque foste crucificado por mim;
amo-Te, ó meu Deus,
porque me manténs na terra crucificado por ti…
Meu Deus, concede-me a graça
de morrer amando-Te e sentindo que Te amo.
Meu Deus, à medida que me aproximo do fim,
dá-me a graça de aumentar o meu amor
e de torná-lo perfeito.
é amar-Te até ao último suspiro da minha vida;
só uma graça Te peço:
a de amar-Te eternamente.
Meu Deus, se a minha boca não puder dizê-lo,
em cada instante, que Te amo,
quero que o meu coração
o repita tantas vezes quantas eu respiro.
Amo-Te, ó meu divino Salvador,porque foste crucificado por mim;
amo-Te, ó meu Deus,
porque me manténs na terra crucificado por ti…
Meu Deus, concede-me a graça
de morrer amando-Te e sentindo que Te amo.
Meu Deus, à medida que me aproximo do fim,
dá-me a graça de aumentar o meu amor
e de torná-lo perfeito.
S. João Maria Vianney
Cura de Ars
Cura de Ars
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PARA REZAR
domingo, 3 de agosto de 2008
DAI-LHES VÓS MESMOS DE COMER

"Dai-lhes vós mesmos de comer"
cf. Mt 14,13-21
cf. Mt 14,13-21
“O pão que Eu hei-de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo” (Jo 6, 51). Com estas palavras, o Senhor revela o verdadeiro significado do dom da sua vida por todos os homens; as mesmas mostram-nos também a compaixão íntima que Ele sente por cada pessoa.
Na realidade, os Evangelhos transmitem-nos muitas vezes os sentimentos de Jesus para com as pessoas, especialmente doentes e pecadores (Mt 20, 34; Mc 6, 34; Lc 19, 41). Ele exprime, através dum sentimento profundamente humano, a intenção salvífica de Deus que deseja que todo o homem alcance a verdadeira vida. Cada celebração eucarística actualiza sacramentalmente a doação que Jesus fez da sua própria vida na cruz por nós e pelo mundo inteiro. Ao mesmo tempo, na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim, à volta do mistério eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo, que “consiste precisamente no facto de eu amar, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer.
Isto só é possível realizar-se a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo”. Desta forma, nas pessoas que contacto, reconheço irmãs e irmãos, pelos quais o Senhor deu a sua vida amando-os “até ao fim” (Jo 13, 1).
Por conseguinte, as nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrifício de Jesus é por todos; e, assim, a Eucaristia impele todo o que acredita n'Ele a fazer-se “pão repartido” para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno. Como sucedeu na multiplicação dos pães e dos peixes, temos de reconhecer que Cristo continua, ainda hoje, exortando os seus discípulos a empenharem-se pessoalmente: “Dai-lhes vós de comer” (Mt 14, 16). Na verdade, a vocação de cada um de nós consiste em ser, unido a Jesus, pão repartido para a vida do mundo.
Na realidade, os Evangelhos transmitem-nos muitas vezes os sentimentos de Jesus para com as pessoas, especialmente doentes e pecadores (Mt 20, 34; Mc 6, 34; Lc 19, 41). Ele exprime, através dum sentimento profundamente humano, a intenção salvífica de Deus que deseja que todo o homem alcance a verdadeira vida. Cada celebração eucarística actualiza sacramentalmente a doação que Jesus fez da sua própria vida na cruz por nós e pelo mundo inteiro. Ao mesmo tempo, na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim, à volta do mistério eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo, que “consiste precisamente no facto de eu amar, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer.
Isto só é possível realizar-se a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo”. Desta forma, nas pessoas que contacto, reconheço irmãs e irmãos, pelos quais o Senhor deu a sua vida amando-os “até ao fim” (Jo 13, 1).
Por conseguinte, as nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrifício de Jesus é por todos; e, assim, a Eucaristia impele todo o que acredita n'Ele a fazer-se “pão repartido” para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno. Como sucedeu na multiplicação dos pães e dos peixes, temos de reconhecer que Cristo continua, ainda hoje, exortando os seus discípulos a empenharem-se pessoalmente: “Dai-lhes vós de comer” (Mt 14, 16). Na verdade, a vocação de cada um de nós consiste em ser, unido a Jesus, pão repartido para a vida do mundo.
Papa Bento XVI
Sacramentum caritatis, 88
Sacramentum caritatis, 88
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PARA MEDITAR
NÃO FORAS TU, SENHOR...

Não foras Tu, Senhor, não foras Tu,
No deserto da vida, imenso e nu,
Nenhuma fome encontraria pão.
Nenhuma sede encontraria fonte,
Nenhum olhar a luz de um horizonte,
Nenhum abraço os braços de um irmão!
No deserto da vida, imenso e nu,
Nenhuma fome encontraria pão.
Nenhuma sede encontraria fonte,
Nenhum olhar a luz de um horizonte,
Nenhum abraço os braços de um irmão!
MOREIRA DAS NEVES
A Tarde e o Céu
A Tarde e o Céu
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PARA REFLECTIR
QUANDO EU TIVER FOME…

Senhor, quando eu tiver fome,
dai-me alguém para alimentar.
Quando eu tiver sede,
dai-me alguém a quem saciar.
E quando eu tiver frio,
alguém a quem vestir.
Quando estiver por terra,
alguém a quem levantar.
Quando o meu fardo pesar,
carregai-me com o dos outros.
E quando eu precisar de ternura,
que alguém recorra à minha.
dai-me alguém para alimentar.
Quando eu tiver sede,
dai-me alguém a quem saciar.
E quando eu tiver frio,
alguém a quem vestir.
Quando estiver por terra,
alguém a quem levantar.
Quando o meu fardo pesar,
carregai-me com o dos outros.
E quando eu precisar de ternura,
que alguém recorra à minha.
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PARA REZAR
sábado, 2 de agosto de 2008
AO SENHOR DA CRIAÇÃO...
Ao ler a Bíblia nos seus primeiros capítulos, descubro um Deus que desejou a existência de tudo (e a minha também). O seu desejo torou-se realidade porque Ele se comprometeu (pessoalmente) na concretização desse sonho dando ao universo a sua própria vida.
Pela ciência, descubro um Deus infinitamente inteligente que respeitou a própria liberdade de tudo quanto criou mas sem nada deixar ao acaso. Um Deus que não "despachou" o serviço em poucos dias mas previu um lento crescimento em milhões e milhões de anos. De outra forma, teria sido um desperdício de inteligência e a revelação de uma reguiça humana que não exite em quem é Deus.
Importa é descobrir, contemplar e maravilhar-se com as verdades que a Bíblia e a ciência nos oferecem: uma porque nos revela os sonhos de Deus em relação à humanidade e a outra, dom do mesmo Deus, que nos revela como Ele realizou (e continua a realizar connosco) os seus desejos.
Neste verão desfruta as maravilhas de Deus, escritas no Livro Sagrado e na Natureza.
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PARA VER E OUVIR
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
S. AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, advogado de Deus

Afonso nasceu em 1996, perto de Nápoles, filho de um oficial da marinha. A sua mãe era uma mulher piedosa, mas o seu pai era um homem severo que tinha grandes expectativas que o seu filho seguisse uma carreira brilhante.
Amante dos estudos, aos 19 anos já era advogado, avançando com sucesso. Mas a sua vida mudou radicalmente quando percebeu a fragilidade dos julgamentos humanos, defendendo culpados e condenando inocentes. Sentindo que Deus o desafiava a reconsiderar as suas opções, aos 30 anos fez-se sacerdote, contra o desejo do pai.
Passava os seus dias junto aos mendigos da periferia de Nápoles e dos camponeses. Em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor (padres redemptoristas), para concretizar o anúncio do Evangelho: "fui enviado para evangelizar os pobres". Entregou-se de corpo e alma a promover a verdadeira vida cristã no meio dos fiéis, especialmente dos mais necessitados.

Escreveu várias obras ascéticas e teológicas. Entre as mais conhecidas temos "A Prática do amor a Jesus Cristo". A sua obra mais importante versa sobre teologia moral, assunto no qual é considerado um mestre. Hoje, os seus escritos estão traduzidos em dezenas de línguas.
Em 1762, foi eleito bispo de Santa Ágata dos Godos, por Clemente XIII, mas devido à idade e ao seu débil estado de saúde abdicou do lugar após ter renovado espiritualmente a diocese. Sofreu muitas contrariedades no fim da vida: criticado pelos seus escritos e até mesmo expulso de sua própria Congregação, por causa da má interpretação daquilo que desejava para seus seguidores.
Afonso, um homem apaixonado que dedicou sem reservas a sua vida a Deus, morreu em 1787 com cerca de 91 anos.
Amante dos estudos, aos 19 anos já era advogado, avançando com sucesso. Mas a sua vida mudou radicalmente quando percebeu a fragilidade dos julgamentos humanos, defendendo culpados e condenando inocentes. Sentindo que Deus o desafiava a reconsiderar as suas opções, aos 30 anos fez-se sacerdote, contra o desejo do pai.
Passava os seus dias junto aos mendigos da periferia de Nápoles e dos camponeses. Em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor (padres redemptoristas), para concretizar o anúncio do Evangelho: "fui enviado para evangelizar os pobres". Entregou-se de corpo e alma a promover a verdadeira vida cristã no meio dos fiéis, especialmente dos mais necessitados.

Escreveu várias obras ascéticas e teológicas. Entre as mais conhecidas temos "A Prática do amor a Jesus Cristo". A sua obra mais importante versa sobre teologia moral, assunto no qual é considerado um mestre. Hoje, os seus escritos estão traduzidos em dezenas de línguas.
Em 1762, foi eleito bispo de Santa Ágata dos Godos, por Clemente XIII, mas devido à idade e ao seu débil estado de saúde abdicou do lugar após ter renovado espiritualmente a diocese. Sofreu muitas contrariedades no fim da vida: criticado pelos seus escritos e até mesmo expulso de sua própria Congregação, por causa da má interpretação daquilo que desejava para seus seguidores.
Afonso, um homem apaixonado que dedicou sem reservas a sua vida a Deus, morreu em 1787 com cerca de 91 anos.
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