quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

CHAMA DE ORAÇÃO NA COVILHÃ

Desde sábado até ao 15 de Março, a CHAMA DE ORAÇÃO ilumina a Covilhã.
Passando por diversas paróquias e assinalada por diversas actividades a lamparina acolhida nas respectivas comunidades cristãs desafiará a uma maior consciencialização da nossa própria vocação: a de testemunhar e convocar outros para os caminhos de Deus.
Através de celebrações, encontros de formação e convívio queremos que todo o cristão se torne uma luz a brilhar diante dos homens, tal como Jesus no-lo pede (cf. Mt 5, 15).
Após a Páscoa será realizado um encontro “ADN” para jovens.

Aqui fica o “roteiro” vocacional da Chama de Oração:
De 9 a 16 de Fevereiro – Paróquia de S. José
De 17 a 23 de Fevereiro – Paróquia de Nª Srª da Conceição
De 24 de Fevereiro a 1 de Março – Paróquia de S. Pedro
De 2 a 8 de Março – Paróquia de Boidobra
De 9 a 15 de Março – Paróquia de Teixoso

Para saber do programa de cada paróquia é favor contactar o pároco ou a Equipa do Serviço Diocesano de Pastoral Vocacional.

Ao longo do percurso da Chama serão dados mais pormenores e retrospectivas das actividades.
Aparece e participa!

VOCAÇÃO DE BAPTIZADO


Não sei se estás recordado do aniversário do teu baptismo.
Por acaso, o meu é hoje. Já lá vai algum tempo…
Existem algumas fotografias. Poucas. Nem me reconheço. Não me lembro de me ver assim. Nem voltei mais ao lugar onde fui baptizado. É longe.
Mas tudo o resto, o essencial, está comigo. Está em mim.
Tornei-me filho de Alguém.
Para além dos meus pais biológicos, que nem sempre terei por perto nesta terra, tenho Alguém que me quis, me chamou e olha por mim: sem me evitar as minhas travessuras mas sem nunca deixar de me amar. Sou querido por Ele. Caminha comigo. Tenho valor aos seus olhos, lugar em seu coração e refúgio na palma da sua mão. Porém, Ele quer que eu seja os seus pés, seus olhos, seu coração e sua mão. Tudo sou por herança… porque sou Filho.

Mas há outros herdeiros com a mesma missão e mesma recompensa.
Desde hoje, há alguns anos para cá:
És tu minha irmã…
És tu meu irmão…

Agradeço-te que me ajudes a caminhar com Aquele que está em mim… em nós.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

LOURDES - 150 ANOS

Na fria madrugada de 11 de Fevereiro de 1858, a jovem Bernadette deixou a exígua e húmida habitação familiar para procurar um pouco de lenha para aquecer o lar. É na gruta de Massabielle, junto ao Gave, um dos muitos rios que descem dos Pirenéus franceses, que ocorrerá o imprevisível: Bernadette vê uma intensa luz sob a forma de uma jovem e bela mulher, vestida de branco, com uma cinta azul, rosário nas mãos e uma rosa dourada em cada pé. Tomada por um temor sobrenatural, mas cheia de alegria, Bernadette não ousa aproximar-se; instintivamente recita o terço com a Senhora. Até ao 16 de Julho do mesmo ano, por 18 vezes essa “Senhora” aparecerá à Bernadette. É no antepenúltimo encontro que será revelado, no dialecto da região, o seu nome: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
Loudres, significa hoje, 7000 curas inexplicáveis, entre as quais 66 são reconhecidas oficialmente pela Igreja como milagres (números de Dezembro de 2003). Mas mais importante que os fenómenos, é a mensagem. As palavras e gestos pedidos por Maria são, essencialmente, de penitência e conversão.
Não deixa de ser surpreendente a “escolha” de Maria ao aparecer nesse lugar. Na verdade, era na gruta de Massabielle que se guardavam porcos. Um pouco como o seu Filho que decide nascer num lugar pobre e anónimo, também a sua Mãe repete o mesmo simbolismo: Deus quer habitar entre os homens apesar e sobretudo junto à sua miséria e fraquezas. A própria Bernadette tem consciência de ter sido escolhida por ser “a mais pobre de Lourdes”. A nascente, que jorrará no fundo da gruta, recorda-nos que Deus purifica-nos, lava-nos de tudo quanto nos mancha e abate, ao mesmo tempo que sacia a nossa sede de remissão e felicidade.
Ao comemorar estes 150 anos da primeira aparição de Nossa Senhora em Lourdes, somos convidados a “regressar” ao Evangelho de Jesus, na escuta e compromisso da vontade de Deus para a salvação da Humanidade. Como Bernadette, posso ser “pequeno” e “pobre”, mas à sua semelhança, a missão de todo o cristão é dizer com palavras e afirmar com a vida que Deus olha por nós e, por isso, não pode ser esquecido.

LOURDES - 150º Aniversário

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

QUARESMA 2008


“Rasgai os vossos corações…
E voltai-vos para o Senhor”
Pela Quaresma, Deus chama-nos à conversão. É demasiado fácil fingir, parecer aquilo que se não é…
Neste tempo, Deus convida-nos à verdade, a destruir a mentira que existe em nós; a destruir a contradição entre o que dizemos e o que fazemos.
Neste tempo, Deus desafia-nos a sermos verdadeiros nas nossas palavras, mas sobretudo nas nossas acções.
Para isso, é necessário transformarmos a nossa vida, a nossa maneira de ver os outros: Um pouco mais de amor no olhar. Um pouco mais de vontade nos nossos propósitos. Um pouco mais de partilha com os irmãos, com todos os irmãos.
Rasgai os vossos corações e , talvez, compreenderemos melhor o apelo, o grito dos que estão próximos de nós e que não escutamos.
Este é o tempo da Quaresma: um tempo para sair de situações de egoísmo e de afastamento de Deus.
Um tempo para reencontrar a nossa identidade de filhos do mesmo Pai e de irmãos entre nós.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

CINZAS


Com vertida vida por converter,
Impeço ou peço peso com pesar?
Nada por nada me quero em nada
Zelo por não sê-lo. Mas Seu selo…
Aqui, por Ti, que pouco me senti:
Senhor, a minha dor, torna-a Amor.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

(DES)MASCARADOS

Hoje é carnaval.
Amanhã, cinzas.

É duro passar da folia da festa à rudeza do quotidiano.
Mas será a vida assim tão dura, ou ressentimo-nos pela dor de deixar a doce ilusão festiva?
Afinal, mais do que um disfarce de um dia, não andaremos mascarados o resto do ano?
É maior a minha alegria de desfile ou aquela que testemunho por ser cristão?
Rego a minha existência com alegria; ou é esta que precisa de ser regada?
Será a minha alegria desperta pelo exterior; ou brota ela do meu interior?
O carnaval é o meu dia de alegria; ou será mais um dia de alegria?
E a cinzas: fim da alegria ou tomada de consciência dela?
Encararei a quaresma da existência na expectativa do próximo carnaval, ou na esperança que é o meu dia a dia que revela a qualidade e autenticidade da minha alegria?
Hoje, que máscara retirarei?...

DAR MÚSICA AO UNIVERSO


A Nasa terá transmitido a música "Across the Universe" dos Beatles, para o espaço, esta meia-noite.
A transmissão foi orientada para a estrela Polaris, conhecida como a "Estrela do Norte", localizada a 431 anos-luz da Terra.
A canção viajou pelo universo em uma velocidade de 300 quilômetros por segundo.
Segundo a Nasa, a transmissão comemora o 40º aniversário da gravação da música dos Beatles e os 50 anos da fundação da Nasa, a agência espacial americana, criada em 1958.

Dar música ao espaço…
Comunicar com o universo…
Comunicar com algo ou alguém que não se conhece sequer se existe…
A ideia é, pelo menos, original. Nem é descabida de todo. O homem só se realiza na medida em que se comunica para fora de si mesmo. Então, porque não com o universo!?
Contactar com o desconhecido… o supostamente provável… o misterioso… o inacessível (por enquanto)… habilitamo-nos ao surpreendente… ao fascinante… ao imensamente maior que nós…
E fico-me a pensar porque razão a mesma humanidade revela tantas vezes reticências e, até, repugnância em contactar com Deus, só porque Ele é desconhecido… supostamente provável… misterioso… inacessível (por enquanto)…
Porque razão não O consideramos como interlocutor privilegiado? Ele que, afinal, até é surpreendente… fascinante… e imensamente maior que nós…
Sempre que contemplo o universo, através das estrelas, sinto que Alguém me olha e me pisca o olho pelos brilhos celestes. Então brota em mim uma melodia (não a dos Beatles, mas a minha) que Lhe responde com o que me vai no coração.
Aí eu sei: Alguém me escutou com atenção…

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

JEAN THIERRY, o menino que queria ser Jesus

Jean Thierry nasceu a 4 de Fevereiro de 1982 nos Camarões. Filho de um casal de cristãos convictos e fervorosos, desde pequeno manifesta o desejo de ser sacerdote que, para ele, significava converter-se em Jesus.
Para ajudar a família, prepara todos os dias 20 litros de sumo de limão gelado para vendê-lo no mercado. Volta para casa sob um sol escaldante e com a garganta mais do que seca.
De carácter sociável, alegre e cheio de humor, conquista os seus companheiros. Inteligente e sempre o primeiro da turma não se esquiva de ajudar aqueles que eram menos dotados. Compunha poesias e um exímio animador de festas. Era muito activo na paróquia.
Um dia, à sua mãe que o via rodeado de raparigas, prevendo outras perguntas, Jean Thierry desfez toda a suspeita dizendo-lhe: “Sei o que estás a pensar, mas posso dar-te a certeza absoluta que guardo intacta a minha pureza. Pedi a Jesus que me conceda o dom da castidade e não tenho dúvida nenhuma de que serei escutado… Quero ser sacerdote e quero chegar puro ao sacerdócio…”
A 28 de Julho de 2003, entra no Carmelo teresiano. Aí, Jean Thierry descobre com muita alegria que é no Carmelo que Deus o quer. A vida fraterna, o estudo, o apostolado e o trabalho manual, elementos essenciais do carisma teresiano masculino encontram nele um postulante fervoroso, inclinado para o essencial.
A 29 de Junho de 2004 é admitido no Noviciado e destinado a ir, com os outros companheiros a Burkina Faso. Mas algumas semanas depois, manifesta-se um tumor no joelho direito impedindo-o de partir. Começam os tratamentos e o seu caminho doloroso de hospital em hospital. A 18 de Novembro sofre a amputação da perna direita. Jean aceita com alegria essa prova para contribuir com o seu sacrifício ao nascimento de novas vocações religiosas e sacerdotais no Carmelo e para toda a Igreja. Ele mesmo consola o Superior de formação e orientador espiritual, afirmando que “ao fim de contas, o Senhor só me pede o dom de uma perna que já não serve para nada…”
Em Agosto de 2005, os seus superiores decidem enviá-lo para Itália para que inicie lá o seu noviciado ao mesmo tempo que beneficiava de maior assistência médica, depois de lhe ter sido aplicada uma prótese na perna direita. Mas as primeiras observações no hospital de Milão revelam imediatamente a gravidade da situação: a doença progride. Entra na última etapa da sua jovem vida, pois qualquer tratamento é inútil…
A 8 de Dezembro de 2005, obtida a necessária dispensa, Jean Thierry terá a alegria de realizar a sua Profissão Solene como carmelita, na presença da sua mãe. O seu quarto de hospital tornou-se um templo durante aqueles dias. Centenas de pessoas, sobretudo jovens, são atraídas pela serenidade e pela alegria do Jean.
A 5 de Janeiro de 2006, Jean Thierry, Carmelita Descalço, ainda sem ter completado 24 anos, parte para o Céu…
O seu funeral em Milão a 11 de Janeiro conheceu uma imensa multidão, mas foi sobretudo na sua terra nos Camarões que a sua chegada foi assinalada pela alegria e triunfo. Uma grande multidão o acolheu e durante dois dias centenas e centenas de pessoas passaram por ele.
Numa determinada ocasião, terá dito: “Eu não serei como Santa Teresinha que prometeu uma chuva de rosas desde o céu… Não, quanto a mim, quando estiver no céu farei chover um dilúvio de vocações para o Carmelo e toda a Igreja”.


Jean Thierry com a sua mãe,
no dia da sua profissão religiosa

domingo, 3 de fevereiro de 2008

BEM AVENTURADOS... deles é o Reino

SÊ BEM AVENTURADO
À MANEIRA DE JESUS CRISTO.
Para além do visível aparente, das emoções provisórias, da sorte aleatória, do bem estar momentâneo, das tendências da moda subjugante...
Descobre a sede de felicidade cuja fonte se esconde no teu interior. Se não encontrares em ti àquele que gera paz e felicidade, nada do exterior te poderá encher. Em Cristo e com Cristo, tudo ganha novo sentido, novo valor.
Descobre-te feliz, independentemente das circunstâncias passageiras. Reconhece-te como alguém amado e capaz de amar. Essa será a fonte da tua força, esperança e consequente alegria.
COM CRISTO... VIVE AS BEM AVENTURANÇAS.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

DIA do CONSAGRADO (II)


A consagração religiosa, por si mesma, é uma forma de participar, em profundidade, na missão salvífica de Cristo. Recordai-vos da oração sacerdotal de Jesus: "Pai Santo... assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os envio ao mundo. Eu consagro-Me a eles, para eles serem também consagrados na verdade" (Jo 17, 18-19).

Esta consagração significa santificação, oferta sacrificial e espiritual, disponibilidade total à vontade do Pai, a fim de que, mediante esta doacção completa, a salvação atinja todos os homens. Do mesmo modo, as almas consagradas oferecem-se a Cristo na oração e no apostolado para que progrida a obra missionária, cujo fim é a adesão à fé e à conversão.

João Paulo II

DIA DO CONSAGRADO

VIDA CONSAGRADA: da EUCARISTIA à MISSÃO

Passagens retiradas da mensagem para o Dia do Cansagrado 2008, de D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro e Presidente da Comissão Episcopal para as Vocações e Ministérios:
Para ser fonte permanente e profética de esperança para o mundo, a vida consagrada alimenta-se da Eucaristia e daí parte para a missão.
Em cada Eucaristia revivemos a experiência do encontro dos discípulos com Cristo: “ Mestre, onde moras? (Jo 2,38).
Em cada Eucaristia descobrimos as razões da alegria e da esperança e sedimentamos a beleza da fidelidade, deste modo de seguir o Mestre, na radicalidade e na verdade de uma vida de consagração.
Aí se fortalece a nossa vocação e se identifica a nossa vida com a vida de Cristo e com o seu mistério de amor e de oferta ao Pai para a salvação de todos (…)
A Eucaristia torna-se fecunda, pela Palavra que se acolhe, pelo Pão que se reparte, pela Vida de Jesus, o Mestre, que se oferece. (…)
Unir a vocação, a fidelidade e a missão implica aprender diariamente a seguir o Mestre que, dócil ao Pai e animado pelo Espírito, nos propõe viver em pobreza, castidade e obediência. (…)
Os consagrados são um belo e visível sinal deste mistério de amor, celebrado na Eucaristia e daí transportado para a vida e para a missão.