sábado, 31 de janeiro de 2009

S. JOÃO BOSCO, o apóstolo da juventude


João Bosco nasceu no seio de uma família pobre, o que o tornou ainda mais engenhoso. Caminhava 6 quilómetros para ir à escola da paróquia e fazia pequenos trabalhos ocasionais ao mesmo tempo que ajudava na quinta da família.
Aprendeu acrobacias e malabarismo num circo local e com isso entretinha os amigos. Mas o seu amor a Deus era tal que depois de cada espectáculo repetia de cor o sermão que ouvira na igreja.
Era bom aluno e foi ordenado sacerdote aos 26 anos. Enviado para uma igreja em Turim, João ficou comovido com as condições das crianças desamparadas que viviam na cadeia e as que estavam na miséria.
Decidiu ajudar essas crianças e ofereceu-lhes abrigo e instrução na sua igreja. A reputação de bondade espalhou-se e, em breve, havia centenas de rapazes que procuravam o seu auxílio.

A regra do amor
À medida que o seu rebanho crescia, Dom Bosco, como era conhecido, colocava os rapazes em grandes dormitórios. Levava-os em passeios pelo campo, ensinava-lhes música para poderem tocar em bandas e também abriu uma escola nocturna para jovens operários. Em vez de punir, procurou “conquistar o amor em vez do medo”.
Muitas pessoas pensavam que era loucura tentar redimir os marginalizados da sociedade, ao ponto de terem tentado internar Dom Bosco num manicómio. Pouco a pouco, as autoridades começaram a ver o valor do seu trabalho. em 1859, fundou os Salesianos, uma Ordem religiosas de sacerdotes dedicados à educação de rapazes pobres. Mais tarde, também fundou as Filhas de Maria Auxiliadora.
Quando faleceu, existiam 250 casas Salesianas, servindo 130.000 crianças em todo o mundo.

Os Salesianos, hoje
A sua obra de S. João Bosco continua viva e actuante. A missão dos Salesianos é desenvolvida em três direcções específicas: a missão juvenil, através da obra educativa dirigida aos jovens, sobretudo pobres e abandonados; a missão popular, através da obra pastoral em ambientes populares; a acção missionária, para anunciar o Evangelho nos países onde Cristo não é conhecido.
Em Portugal, os Salesianos chegaram em 1894, instalando-se no colégio de S. Caetano. Dois anos depois abriram as Oficinas São José, em Lisboa. É muito conhecida e divulgada a editora salesiana, com principal preocupação na acção pastoral entre os jovens.
in “Pessoas comuns, Vidas extraordinária”

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

MAHATMA GANDHI, a força de um crente


Mohandas Karamchand Gandhi, “pai da nação indiana” foi assassinado nesta data de 30 de Janeiro de 1948 por um extremista hindu durante a uma oração pública. Dois milhões de Indianos participaram no seu funeral.

A não-violência como lema de vida
Esta figura mundialmente conhecida por Mahatma Gandhi (Mahatma significa “grande alma”) professava a não-violência, denominada por ele como “ahimsa” e a resistência passiva perante o ocupante britânico. Porém, esta não-violência não pode ser confundida com o simples pacifismo de quem recusa a guerra mas sem se comprometer na luta dos problemas reais. A opção de Gandhi é violenta, não contra os outros, mas contra si próprio na medida em que implica total compromisso em não abdicar da luta mas sem nunca ferir o outro. Assim o esclarece uma das suas frases mais conhecidas: “Não existe um Caminho para a PAZ. A PAZ é o Caminho.” Por outras palavras, não podemos esperar que a paz venha dos outros e da ausência de conflito. Ela é, antes de mais, uma atitude e compromisso interiores.

A força de um crente
Deste grande homem importa recordar a sua coerência de vida entre o que pensava, dizia e fazia. Por opção escolheu viver pobremente quanto ao vestuário e à subsistência vivendo do fruto de trabalhos manuais, ele que se tinha formado em direito na Inglaterra.
Embora não fosse cristão, deixa-nos o exemplo de um grande crente em Deus, no homem e na vida. Nele não havia espaço para maus sentimentos: “O amor é a força mais subtil do mundo.”
“Uma vida sem religião é como um barco sem leme.”
Grande apaixonado do mundo religioso e leitor do Novo Testamento, reconhece-se facilmente o que diz S. Paulo sobre a caridade (1 Cor 13, 4-7) nesta afirmação de Gandhi: “O amor nunca faz reclamações; dá sempre. O amor tolera; jamais se irrita e nunca exerce vingança.” Jesus Cristo é, para ele, fonte de inspiração. Infelizmente não o foram os cristãos. “Eu seria cristão, sem dúvida, se os cristãos o fossem vinte e quatro horas por dia.” Que fique registada esta interpelação para cada um de nós. Como dizia ele, “é melhor que fale por nós a nossa vida, que as nossas palavras.”

Eis um pequeno texto seu:
"Ensaia um sorriso e oferece-o a quem não teve nenhum. Agarra um raio de sol e desprende-o onde houver noite. Descobre uma nascente e nela limpa quem vive na lama. Toma uma lágrima e pousa-a em quem nunca chorou. Ganha coragem e dá-a a quem não sabe lutar. Inventa a vida e conta-a a quem nada compreende. Enche-te de esperança e vive á sua luz. Enriquece-te de bondade e oferece-a a quem não sabe dar. Vive com amor e fá-lo conhecer ao Mundo."
Para nós, cristãos, esse raio de sol, essa nascente e esse amor tem um nome: Jesus Cristo.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

FÉ & CARIDADE


«Não há nada escondido que não venha a descobrir-se»
cf. Mc 4, 21-25

Não ignorareis nenhuma destas verdades, se tiverdes por Jesus Cristo uma fé e uma caridade perfeitas. Estas duas virtudes são o princípio e o fim da vida: a fé é o seu princípio, a caridade a sua perfeição; a união das duas, o próprio Deus; todas as outras virtudes as seguem em procissão para conduzir o homem à perfeição. A profissão da fé é incompatível com o pecado e a caridade com o ódio.
«É pelos frutos que se conhece a árvore» (Mt 12,33); da mesma forma, é pelas suas obras que se reconhecem os que fazem profissão de pertencer a Cristo. Pois, neste momento, para nós, não se trata apenas de fazer profissão da nossa fé, mas efectivamente de a pôr em prática com perseverança, até ao fim.

Mais vale ser-se cristão sem o dizer, do que dizê-lo sem o ser. Fica muito bem ensinar, desde que se pratique o que se ensina. Nós temos, portanto, um só Mestre (Mt 23,8), Aquele que «disse, e tudo foi feito» (Sl 32,9). Mesmo as obras que realizou em silêncio são dignas do Pai. Aquele que compreende verdadeiramente a palavra de Jesus pode até ouvir o Seu silêncio; será então perfeito: agirá através de Sua palavra e manifestar-se-á pelo Seu silêncio. Nada escapa ao Senhor; mesmo os nossos segredos estão na Sua mão. Façamos portanto todas as nossas acções com o pensamento de que Ele habita em nós; seremos então nós mesmos Seus templos, e Ele será o nosso Deus, que habita em nós.

Santo Inácio de Antioquia ( ?-c. 110),
bispo e mártir, Carta aos Efésios, §§ 13-15

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

CRISÓSTOMO CHANG e os mártires chineses


Neste dia 28 de Janeiro de 1948, foram fuzilados seis monges cistercienses chineses de uma comunidade dizimada ao longo de meses. Apesar da escassez dos dados relativos aos seus nomes e circunstâncias de morte, importa fazer memória destes mártires de um regime que, ainda actualmente, dificulta e persegue de forma camuflada os cristãos.

Mosteiro de Nossa Senhora da Consolação
Fundado em 1883 por monges vindos de Tamié (França), o mosteiro de Nossa Senhora da consolação era a mais velha comunidade cisterciense do Extremo Oriente. Os monges são amados e respeitados pela população local que, durante mais de sessenta anos beneficiou da sua presença e da sua ajuda material junto dos mais necessitados. Enriquecidos por muitas vocações ao longo das décadas, a comunidade contava então com 75 religiosos, na sua maioria chineses.
O mosteiro foi alvo de fogo cruzado durante o conflito que opôs japoneses e chineses de 1938 a 1945. A partir desse último ano a perseguição contra os católicos é programada de forma metódica pelo regime comunista seguindo fases predefinidas que desembocam nos famosos “julgamentos populares” em público. Insultos, golpes e vexações distribuídos pelos acusados que, infalivelmente eram reconhecidos culpados e castigados. Quando não eram torturados fisicamente, os padres chineses eram obrigados a assistir às aulas de marxismo, seis a oito horas por dia levando-os a um desgaste psicológico intenso.
O primeiro julgamento dos monges trapistas (um dos ramos cisterciense) decorreu em meados de Agosto de 1947, depois de terem celebrado pela última vez a eucaristia, conscientes que a sua vida se tornaria num sacrifício eucarístico. O veredicto final condenou alguns monges à morte, acusados falsamente de conivência com os japoneses, depois de colaboração com o governo nacionalista. Um destes monges tinha oitenta anos, Bruno Fu.

A marcha da morte
Os comunistas incendiaram o mosteiro o dia 30 de Agosto levando consigo a restante comunidade. Iniciou-se assim aquela que ficaria conhecida como a longa “caminhada da morte”. Partiram com as mãos atadas atrás das costas, meios despidos e carregando com as bagagens dos seus algozes. No decorrer de todo o percurso estiveram sujeitos a terríveis torturas. Ao longo dos meses, os prisioneiros foram arrastados sob sol intenso, depois sob as chuvas torrenciais de Outono e, finalmente, através do frio glaciar do inverno. Estavam proibidos de fazer sinais, rezar ou simplesmente mexer os lábios. Presos uns aos outros com correntes, os pulsos ligados com arames que cavam neles profundas chagas, subalimentados, golpeados, os monges sobreviveram à custa da fé que se tornou para eles a força que lhes preservava alguma dignidade e liberdade interiores.

Crisóstomo Chang
Os mais jovens sustentavam os mais velhos, por vezes carregando-os, pois todo aquele que caia exausto era abatido e deixado na lama à beira do caminho. Vão falecendo até três por dias. Alguns morrem de forma inexplicável, provavelmente envenenados. O prior, depois o abade sucumbem. O que resta da comunidade – menos de metade (trinta e oito ficaram pelo caminho) – escolheu o jovem Crisóstomo Chang como novo responsável.
Com apenas 28 anos, Crisóstomo rentabiliza perante as circunstâncias as qualidades que todos lhe conheciam: homem de oração, contemplativo era também um líder: apesar do seu esgotamento e dos perigos a que se expunha, não se poupou ao encorajar os seus irmãos, amparando-os, ajudando os mais velhos e animando os mais fracos. Manteve, contra tudo e contra todos, o espírito de oração no grupo.
A sua influência incomodava, apesar de discreta. Convocou-se um novo julgamento popular com acusações forjadas para ele e mais outros cinco religiosos. Todos foram condenados à morte por fuzilamento. Antes de morrer, nesta data de 28 de Janeiro de 1948, Crisóstomo exortou uma derradeira vez os seus companheiros: “Morremos por causa de Deus. Elevemos uma última vez o nosso coração para Ele, na dádiva total de todo o nosso ser!”
Muitos outros sofreram torturas e o martírio. Crisóstomo Chang é a penas a figura de proa dos mártires chineses do século XX que testemunharam com a sua vida e morte a fidelidade a Cristo na dedicação aos seus irmãos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

TUDO O QUE PRECISO É DE TI

Se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos terminou, não podemos dar por acabada a necessidade de viver a unidade. Para recordá-lo, deixamos aqui este vídeo de um grupo evangélico australiano, Hillsong United. Transcrevemos a letra em inglês para quem quiser acompanhar cantando e rezando.

Na verdade, para construir o teu Reino na unidade, TUDO O QUE PRECISAMOS, É DE TI SENHOR...

"All I Need Is You" – HILLSONG United
Left my fear by the side of the road
Hear You speak
Won't let go
Fall to my knees as I lift my hands to pray
Got every reason to be here again
Father's love that draws me in
And all my eyes wanna see is a glimpse of You

All I need is You
All I need is You Lord
Is You Lord

One more day and it's not the same
Your Spirit calls my heart to sing
Drawn to the voice of my Saviour once again
Where would my soul be without Your Son
Gave His life to save the earth
Rest in the thought that You're watching over me

All I need is You
All I need is You Lord
Is You Lord

You hold the universe
You hold everyone on earth
You hold the universe
You hold
You hold

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O MAIOR DIAMANTE

O diamante encontrado
Em 1905, nesta data de 26 de Fevereiro, foi descoberto o maior diamante natural do mundo. A pedra preciosa foi encontrada numa mina, perto de Pretória, na África do Sul. De 3106 carates, pesava 637 gramas, recebendo o nome do proprietário da mina, “Cullinan”.
O diamante foi, num primeiro tempo, talhado em nove partes distintas. Posteriormente foi trabalhado para a coroa de Inglaterra em 105 peças, a maior das quais chamada a “Estrela de África” que ornará o ceptro do rei Eduardo VII.

Não sendo eu grande apreciador de jóias, não deixei de fazer a ligação com o texto bíblico referente a pedras preciosas, nomeadamente Mt 13, 45-46: “O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas. Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.”
Todos andamos, consciente ou inconscientemente, à procura do tesouro ou do diamante que possa enriquecer a nossa vida de felicidade. Mas, como diz o povo, “nem tudo o que reluz é ouro”. Por outras palavras, nem tudo o que tem (supostamente) valor valoriza (verdadeiramente) a vida.


O diamante partilhado
Existem tesouros que não se pesam, medem ou avaliam. Tesouros que são nossos sem serem possuídos e que, por isso, não podem ser roubados. Só as coisas materiais podem ser furtadas. Segundo consta, encontrou-se num epitáfio a seguinte inscrição: “O que ganhei, perdi-o; o que guardei, deixei-o aos outros; mas o que dei ainda é meu”. Como não reconhecer aqui a palavra de Jesus quando afirma: “Quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, há-de salvá-la.” (Mc 8, 35)?
Na verdade, a pérola de que nos falava a parábola, acima referida, e pela qual vale a pena deixar tudo é o Reino de Deus. Sempre que em nome de Jesus actuarmos, falarmos, tomarmos opções em favor dos outros, construindo um mundo mais justo e fraterno, é o Reino de Deus que estamos a dar. Simultaneamente, encontra-lo-emos em nós. “É dando que se recebe” dizia Franciso de Assis.
Tesouros assim, diamantes do tamanho do Reino de Deus, quanto mais partilhado com os outros maior será a nossa riqueza. É a “melhor parte” que não nos será tirada (Lc 10, 42), Cristo e a sua Palavra em nós, a orientar a nossa vida.

Desejo que encontres, diariamente, esse diamante a fim de embelezar o mundo com as joías do teu amor, alegria e esperança, ao mesmo tempo que enriquecerá a tua coroa de santidade.

domingo, 25 de janeiro de 2009

SEMANA DA UNIDADE (VIII)


8º dia - Num mundo dividido, os cristãos proclamam a esperança
“Farei vir sobre vós um sopro para que vivais”. A fé bíblica baseia-se na esperança fundamental de que a última palavra da História pertence a Deus; esta sua última palavra não será um juízo condenatório, mas uma palavra vivificante que estabelece a “nova criação”. Como vimos nas meditações anteriores, os cristãos vivem num mundo marcado por diferentes tipos de divisão e de separação. Apesar disso, a Igreja Cristã conserva a sua esperança, ancorada não no que o ser humano pode fazer, mas na potência e no desejo fiel de Deus de transformar a divisão e o esfacelamento em unidade, o ódio mortal em amor gerador de vida.
A esperança cristã tem o êxito de sobreviver mesmo entre grandes sofrimentos, pois brota do amor fiel de Deus que nos foi revelado na cruz do Senhor. A esperança ressuscita do túmulo com Jesus: assim a morte e as potências da morte são vencidas. A esperança espalha-se no dia de Pentecostes pelo envio do Espírito Santo que renova a face da terra. O Cristo ressuscitado é o começo de uma vida nova e autêntica. A sua ressurreição anuncia o fim da antiga ordem e lança as sementes de uma “nova criação” que será eterna, na qual todos serão reconciliados n’Ele e Deus será tudo em todos.
“Eis que faço novas todas as coisas”. A esperança cristã começa com a renovação da criação, que leva a cumprimento o projecto original de Deus Criador. Em Apocalipse 21, Deus não diz “eu faço novas as coisas”, mas “eu faço novas todas as coisas”. A esperança cristã não significa o aguardar passiva e longamente o fim do mundo, mas o desejo desta renovação que já se vem realizando desde o dia da Ressurreição e do Pentecostes. Não se trata de aguardar uma conclusão apocalíptica da História, provocando o desabamento do mundo, mas a esperança de uma transformação fundamental e radical do mundo que nós conhecemos. O novo começo instaurado por Deus põe fim ao pecado, às divisões e à finitude do mundo, e transforma a criação de modo que possa participar da glória eterna de Deus.
Quando os cristãos se reúnem para rezar pela unidade, é esta esperança que os motiva e os apoia. A oração pela unidade tem uma força específica: a que brota da renovação da criação gerada por Deus; a sua sabedoria é a do Espírito Santo que infunde a vida nova sobre os ossos ressequidos e os devolve à existência; a sua autenticidade, é a nossa disponibilidade a abrir-nos totalmente à vontade de Deus, deixando-nos transformar em instrumentos da unidade que Jesus quis para seus discípulos.

Oração
Deus misericordioso, tu estás sempre perto de nós, no meio de nossos sofrimentos e de tribulações. Tu estarás até o fim dos tempos connosco. Ajuda-nos a ser um povo repleto de esperança; um povo que vive as Bem-aventuranças e se coloca ao serviço da unidade que tu desejas.
Ámen.
Adaptado do Guião para esta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos elaborado pelo PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PROMOÇÃO DA UNIDADE DOS CRISTÃOS

ORAÇÃO A S. PAULO


Senhor Jesus Cristo,
que deste à Igreja São Paulo Apóstolo,
pregador da Verdade e doutor dos gentios,
que em tudo foi original e criativo
o ser o impulsionador do Evangelho no seu tempo,
permite que sejamos também nós teus missionários.

Pedimos-Te, Senhor,
que a exemplo do santo Apóstolo,
seja possível que em nós morra o “homem velho”
e nasça o “homem novo”
e assim possamos evangelizar nos dias de hoje,
com o nosso exemplo de vida,
as pessoas de hoje,
com os meios de hoje.
Ámen.

sábado, 24 de janeiro de 2009

SEMANA DA UNIDADE (VII)


7º dia - Os cristãos e o pluralismo religioso
Quase todos os dias, ouvimos falar da violência que, em várias regiões do mundo, opõem fiéis de religiões diferentes.
Num grande hino de louvor, o profeta Isaías anuncia que Deus enxugará todas as lágrimas e preparará um rico banquete para todos os povos e nações! Um dia – diz o profeta – todos os povos da Terra glorificarão a Deus e exultarão, visto que Ele os terá salvado. O Senhor que nós esperamos é o hóspede do banquete eterno do qual fala Isaías, na sua acção de graça.
Quando Jesus encontra a mulher não israelita que lhe pede para curar a sua filha, Ele primeiramente responde de maneira surpreendente e recusa-se ajudá-la. A mulher insiste no mesmo tom: “Mas os cachorrinhos, sob a mesa, comem as migalhas dos filhos”. Jesus reconhece a sagacidade desta mulher, pois ela compreendeu que a missão de Cristo se dirige a judeus e aos não-judeus (hoje podemos dizer: a cristãos e não cristãos) e aconselha-a a retornar para casa tranquila, assegurando-lhe que a sua filha está curada.
As Igrejas têm estado empenhadas no diálogo com outros cristãos, em benefício da unidade entre os discípulos de Jesus. Ao longo dos últimos anos, o diálogo estendeu-se, firmando-se também entre os fiéis de outras religiões, em particular as chamadas “religiões do Livro” (Judaísmo e Islamismo). Os encontros realizados, além de enriquecedores, contribuíram significativamente para promover maior respeito e boas relações entre uns e outros, ajudando a estabelecer a paz em zonas de conflito. Se nós, cristãos, estivermos unidos entre nós para testemunhar contra preconceitos e violências, tal testemunho será seguramente eficaz. E, se ouvíssemos atentamente os irmãos das religiões não-cristãs, não aprenderíamos ainda mais sobre a universalidade do amor de Deus e de seu Reino?
O diálogo com os demais cristãos não significa uma perda da nossa respectiva identidade cristã: deveríamos, ao contrário, alegrar-nos por obedecer à oração de Jesus “para que todos sejam um” como Ele e o Pai são um. A unidade não se fará de um dia para o outro. Trata-se antes de uma peregrinação que nós palmilhamos com os outros fiéis, conduzindo-nos para um destino universal de amor e salvação.

Oração
Senhor Deus, nós te agradecemos pela sabedoria que nos transmitem as tuas Escrituras. Dá-nos a coragem de abrir o nosso coração e o nosso espírito ao próximo. Seja ele um fiel de outra Confissão cristã, seja ele um seguidor de outra religião. Ensina-nos a superar as barreiras da indiferença, dos preconceitos e do ódio. Revigora a nossa visão dos últimos dias, quando todos os cristãos se dirigirão unidos para o banquete final, quando toda a lágrima e desacordo serão vencidos pelo amor.
Ámen.

Adaptado do Guião para esta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos elaborado pelo PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PROMOÇÃO DA UNIDADE DOS CRISTÃOS

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

BENEDETTA BIANCHI PORRO, o milagre de Deus


Benedetta Bianchi Porro nasce a 8 de Agosto de 1936, na Itália. É a segunda de 7 irmãos, profundamente apaixonada pela vida; aos 8 anos escreve no seu diário: “Como é maravilhoso viver!”
Mas bem cedo, a sua existência está sujeita às doenças. Logo ao nascer, teve uma hemorragia inesperada. Alguns meses depois, contrai poliemite que lhe deixa uma perna mais curta, o que a obriga a coxear. Esta diminuição será para ela fonte de muitas humilhações perante os outros.
Aos 12 traz um corpete apertado para corrigir uma escoliose provocada pela sua claudicação. No ano seguinte, sente uma dor obscura que a invade. Dar-se-á conta da sua situação quando começa a ficar surda.
Como de costume reage com coragem: “Talvez um dia, não perceberei mais o que os outros me dirão, mas ouvirei sempre a voz da minha alma: é o verdadeiro caminho que tenho de seguir”.
Acreditar e sonhar
A vida da sua família já tinha sido bem provada: a guerra obrigou ao êxodo de cidade em cidade; a pobreza consequente com a necessidade de cuidar de sete filhos. Corajosamente decide que as suas doenças não podem pesar mais sobre o lar. Esforça-se, pois, e sonha como todas as meninas: “Quero ser como os outros, e talvez mais. Quereria ser alguém importante… Quantos sonhos, quantas lágrimas, quanta nostalgia melancólica…” Pobre Benedetta!
A coragem tem os seus limites. Entra numa fase de depressão. “A ilusão faz-me tremer mais do que o desespero. Agito-me e luto em vão, porque não quero encontrar dor onde ainda espero achar paz: não tenho confiança suficiente em mim e nos outros… Os dias são tristes e monótonos, sem novidade, sem entusiasmo, com um pouco de resignação e muita infelicidade… parece-me que vou afundando lentamente, lentamente…” “Tenho medo desta minha indefinição, destas trevas: sinto-me tão falsa, tão inútil, tão vazia! Canso-me sempre de tudo… Desejo tanto a verdade, desejo apenas isso, mas a verdade é desconhecida de todos. Terei de recomeçar a ser nada entre tantos…”
Então aplica-se. É excelente na escola apesar das suas limitações. A fé tornou-se a sua força.
Em Setembro de 1953, apesar da sua surdez e de se apoiar numa bengala (com 17 anos!), Benedetta consegue entrar para a universidade de Milão. Aí, orienta-se para a medicina: quer ser missionária. Porém, aquilo que parece uma vitória é, pelo contrário, o princípio de muitas humilhações.
A cruz como caminho
Através dos seus estudos, segue a evolução do seu mal. Consegue diagnosticar-se antes dos próprios médicos. Tem de ser submetida a várias operações cirúrgicas. A primeira, na cabeça, corta o nervo facial esquerdo que lhe deixa metade do rosto paralisado: Benedetta não pode mais rir ou chorar sem esforço doloroso.
Em Agosto de 1959 (23 anos), uma operação à medula origina a paralisia das pernas: Benedetta desloca-se com muletas. Depois é uma gengivite que lhe faz cair os dentes. Perde o olfacto, o tacto, o paladar e sua voz enfraquece ao ponto de se tornar quase inaudível.
Mesmo assim, Benedetta prossegue os estudos até ao 5º ano de medicina.
No início do ano de 1963, começa a perder a vista. É operada. Quando acorda está totalmente cega. Tem de renunciar ao pouco que lhe restava e constituía a sua felicidade no meio das provas: a leitura, a música (tocava piano), a beleza da natureza à qual era tão sensível, os estudos quando estava a concluí-los. TUDO!
Está praticamente cortada do mundo exterior. Só lhe resta um fio de voz e a sensibilidade da mão direita com a qual aprendeu o alfabeto dos surdos-mudos

A luz de Deus, o maior milagre
Por ocasião de uma peregrinação a Lourdes é objecto de um milagre mais inesperado, afirma ela, do que a graça de uma cura: “A convicção que tenho da riqueza do meu estado só é cumulado pelo desejo que tenho em conservá-lo.” Parece masoquismo, mas não é: Antes a certeza - humanamente incompreensível e até escandalosa - de que a cruz é fonte de vida e alegria.
Quanto mais Benedetta mergulha na noite, mais ela é elevada na luz de Deus. Ela experimenta na cruz a união a Deus, através da contemplação, com uma alegria inefável e purificações radicais: “Por vezes, sofro como um bicho; quereria que parasse. Outras vezes, peço que sofra mais pois possuo a luz em mim, e somente posso balbuciar, tendo tantas coisas doces a dizer a Jesus. Digo-me a mim mesma, e com pavor, o quanto deve ser duro o ter medo de perder Deus. Isto aconteceu-me, somente o temor…”
Mas que alegria quando reencontra o sentimento da presença de Deus e a certeza do seu amor! “Eu senti-O, reencontrei-O, que alívio! Com Ele, sinto-me capaz de ir mais longe ainda, até ao fim do mundo se assim Ele o quiser… Não desejo nem pausa nem repouso: reencontrei o Senhor, escutei a sua voz; foi um colóquio tão doce, tão suave!”
Dela, diz a sua mãe: “Ela vive de oração, canta, dita cartas para os amigos, a sua existência é mais angélica do que humana. Cada noite, ela dá graças a Deus pelos males que a afligem, dizendo «Deus toma para dar». Ela é feliz de poder morrer sem ter cometido um só pecado mortal. E, mesmo neste estado, ela diz que ama a vida, o sol, as flores, a chuva. É de uma obediência e de uma humildade desconcertantes, que edificam…”

A sua vocação: Ser Luz para os outros
Benedetta oferece a sua vida triturada em favor dos outros, sem um olhar sobre si própria: “O meu dever consiste em amar o sofrimento daqueles que vêm à minha cabeceira e me concedem ou pedem o socorro de uma oração”. É que vêm visitá-la cada vez mais e, através dessas visitas, vai aprofundando a sua vocação: sendo cega, é ela que traz luz aos outros e, em luta constante com a miséria do seu corpo, ela quer ser despenseira de paz, ser fonte de alegria. As suas cartas transbordam de reconhecimento, de ternura e confiança. Assume-se como instrumento de amor, paz e de alegria junto dos irmãos.

Com o passar dos anos, o estado de Benedetta degrada-se inexoravelmente. Consciente dessa realidade, nem por isso esmorece no seu apostolado. Um bispo que a conheceu dirá dela: “Benedetta é o milagre pelo qual Deus quis manifestar-se ao nosso tempo”.
Eis um trecho do seu testamento espiritual: “Pai que nos amais mais do que nós próprios, sabes quanto e como erramos, ó Luz divina. Pai que és misericórdia, sabes tirar o bem do mal, que nós cometemos! O teu amor torna fecunda toda a flor. Ensina-nos a encontrar-Te nos outros, pois o nosso próximo é o Cristo que se fez pequeno para nos ajudar a encontrá-l’O. Os dias, por vezes, são iguais; por vezes, desejaria que acabasse a minha dor, e digo-Te sem vergonha: «Tenho medo, mas ajudar-me-ás, pois sei que existes». Um dia, compreenderemos o porquê de todas as coisas e, maravilhados, nos Te cantaremos, mas agora, Pai, abandonamo-nos ao teu amor fiel, como oração no caminho.”

Benedetta morre na paz e na alegria, o 23 de Janeiro de 1964, com 28 anos.
A causa de beatificação foi aberta em 1975, tendo sido declarada venerável em 1993.

ELISABETH MARIA KITAHARA SATOKO, a Serva da Aldeia das Formigas


Elisabeth Maria Kitahara Satoko morreu de tuberculose aos 29 anos, depois de ter consagrado os seus últimos nove anos (desde o seu baptismo) às crianças e habitantes de Arinomachi, um bairro de lata situado num dos lugares mais sinistrados de Tóquio, após a II Grande Guerra. Juntamente com o médico Paulo Nagai Takashi, é uma das figuras mais representativas do catolicismo japonês do século XX.

Pranto e ruínas
Kithara Satoko nasce a 22 de Agosto de 1929. É a filha mais nova de uma família aristocrata japonesa, descendente dos antigos samurais e de sacerdotes xintoístas. A sua infância passa-se tranquilamente. Mas, em 1940, com a entrada do Japão na Guerra a vida familiar perturba-se. O pai é enviado para a frente de combate, juntamente com um cunhado. O seu irmão mais velho é convocado para trabalhar na fábrica. Ela própria, após concluir os seus estudos secundários, irá lá trabalhar. Numa cidade continuamente bombardeada, o ritmo de vida passa a ser marcado pelas sirenes de alerta. À semelhança de milhões de concidadãos, Kitahara vive com os nervos a flor de pele. Milagrosamente, escapa ilesa de uma bomba que caiu no seu lugar de trabalho, embora profundamente chocada.
O país cai no traumatismo ao saber das bombas atómicas que varreram Hiroshima e Nagazaki e pela consequente e humilhante capitulação. Tóquio tornou-se um campo de ruínas. A população morre à fome, enfrentando dramática condições de sobrevivência. Eis a realidade de Kitahara, jovem adolescente de 16 anos. Por essa altura, o seu irmão, debilitado física e psicologicamente, sucumbe a uma pneumonia.

A busca da verdadeira beleza
A família acolhe uma quinzena de parentes que perderam os seus bens. Este é o maior problema que suporta o Japão no pós-guerra: refugiados, empurrados pelo desemprego, miséria e fome, afluem aos milhares nos grandes centros urbanos.
Por reacção, a jovem rapariga aspira a um ideal de beleza, de serenidade. Decide consagrar-se ao estudo, privilegiando a literatura. Simultaneamente, deseja fazer algo, como o médico Albert Schweitzer por quem tem grande admiração (ver http://sdpv.blogspot.com/2009/01/albert-schweitzer-nasceu-nesta-data-de.html). Como ele, abandona o sonho da música para se dedicar a algo mais essencial. Escolhe a medicina apesar de fazer os seus estudos em condições precárias: edifícios destruídos, materiais e aparelhos inexistentes. Os próprios livros passam a ser um luxo.
No decorrer dos estudos, Satoko recupera a alegria de viver. Procura um sentido para a sua vida, nomeadamente após obter o diploma em 1949. Ao frequentar as Irmãs da Misericórdia, interroga-se sobre o cristianismo. Sente-se atraída pela paz e o silêncio da capela, pela oração. Caminha discretamente. Encontra-se com o capelão, com as religiosas, com leigos católicos. Maravilha-se perante a eucaristia, descobre a Virgem Maria e encontra, finalmente, alegria e paz na oração.
Recebe o baptismo no dia 30 de Outubro de 1949, escolhendo os nomes de Elisabeth e Maria. Kitahara Satoko encontrou o seu porto de beleza à qual aspirava a sua alma.


A Aldeia das Formigas
Em 1950, Satoko conhece o frei Zenão, frade franciscano da missão da Imaculada, instituído por S. Maximiliano Kolbe. Este padre desenvolve um incansável apostolado junto dos marginais e necessitados de Tóquio, particularmente em Arinomachi, conhecido por Aldeia das Formigas por causa da sobrepopulação e da actividade permanente que aí reina. Os seus habitantes sobrevivem pela recolha e venda de materiais atirados ao lixo. Entre eles vivem muitas crianças e jovens.
Ao conhecer esse lugar, Kitahara decide, com a ajuda das Irmãs da Misericórdia, ajudar as crianças a preparar o Natal. É um sucesso. A população local é sensível ao esforço de Satoko por lhes devolver dignidade humana. Os mais novatos prendem-se a ela. Mas nem tudo é fácil. Satoko percebe que Deus quer mais dela.

Até ao dom extremo de si
Kitahara opta por viver como aquela gente. Ajuda na recolha e venda de materiais, organiza uma sala de estudo, um refeitório. Sustentada pela oração e uma confiante devoção a Nossa Senhora, dá-se com uma abnegação extraordinária neste apostolado. Mas a doença interrompe a sua entrega. Após uma longa convalescença, quando regressa encontra já outra jovem mulher a realizar o seu trabalho. Esta obra, já conhecida em todo o Japão beneficia de ajudas. Sente que já não é necessária. Humanamente parece ter fracassado em tudo. A sua saúde degrada-se, é agora inútil, não tendo realizado os belos sonhos a que aspirava. É a purificação íntima, com as tentações das dúvidas.
Com os conselhos de frei Zenão, pela confiança a Maria e pela oração, Kitaha mantém-se firme. Toma uma derradeira decisão: deixa os seus, o conforto da sua casa e instala-se na Aldeia das Formigas, despojada da sua própria vontade para entrar no “Querer de Deus “. Como Maria, assume-se como simples serva de Deus. Reza, oferece o seu sofrimento, a sua vida pela Aldeia. Pelo exemplo do seu despojamento, converte ao cristianismo muitas personalidades.
A sua missão foi cumprida. Kitahara Satoko morre a 23 de Janeiro de 1958, antes de completar 29 anos.

O modelo da Aldeia das Formigas, lugar de comunidade comprometida na dignidade do ser humano será imitado em diversos lugares em todo o Japão, depois, na Coreia. Em 1970, associam-se à Obra de Emaús do Abbé Pierre.
Em 1981 os católicos do Japão, apoiados pelos franciscanos conventuais introduzem a causa de beatificação de Elisabeth Maria Kitahara Satoko.

SEMANA DA UNIDADE (VI)


6º dia - Os cristãos diante da doença e do sofrimento
Quantas vezes Jesus encontrou os doentes e quis curá-los! Todas as nossas Igrejas, ainda que divididas, têm uma clara consciência da compaixão do Senhor pelos que sofrem. No que toca às doenças, os cristãos sempre procuraram seguir o exemplo do Mestre, cuidando dos enfermos, construindo hospitais e dispensários, não se preocupando apenas com “a alma”, mas também com os corpos dos pequeninos de Deus.
Contudo, isto nem sempre é tão evidente assim. As pessoas saudáveis tendem a considerar a saúde como uma conquista sua, e esquecem aqueles que não podem participar plenamente da comunidade por causa da sua enfermidade ou limitação. Quanto aos enfermos, muitos deles sentem-se esquecidos por Deus; distantes de sua presença, da sua graça e da sua força salvadora.
Se nossa relação com Deus é sincera, profunda, e se diz com palavras de fé e reconhecimento, ela poderá também expressar na oração, a nossa aflição, a nossa dor e até mesmo a nossa ira, quando esta última for necessária.
Os doentes não são apenas objecto de cuidados. Ao contrário, são sujeitos de viva experiência de fé, como descobriram os discípulos de Jesus certa vez (Mc 10, 46-52). Aconteceu que os discípulos queriam fazer seu próprio caminho ao seguir Jesus, ignorando o homem doente marginalizado pela multidão. Quando Jesus os interpela, Ele desvia-os dos seus objectivos individualistas. Connosco pode acontecer algo parecido: estamos dispostos a cuidar dos doentes, desde que eles não reclamem e nos perturbem. Os discípulos que antes queriam impedir o cego de se aproximar de Jesus são interpelados pelo mesmo Jesus a levarem-lhe a sua mensagem de cura; uma mensagem de amor que soa completamente nova: “Coragem! Levanta-te, ele te chama”.
Somente quando os discípulos conduzem o doente até Jesus é que eles finalmente entendem o que quer o Senhor: dedicar o tempo para encontrar-se com o doente, para lhe falar e ouvir, perguntando-lhe o que deseja e do que necessita. Uma comunidade de reconciliação só pode florescer quando os enfermos experimentam a presença de Deus nas suas relações com os irmãos e as irmãs em Cristo.

Oração
Senhor, escuta o teu povo quando este grita por Ti, aflito pela doença e pela dor. Que aqueles que são saudáveis se façam dom pelo bem-estar dos outros; que eles possam servir os que sofrem com coração generoso e mãos abertas. Senhor, dá-nos viver na tua graça e pela tua providência, tornando-nos uma comunidade de reconciliação onde todos te louvem unidos.
Ámen.
Adaptado do Guião para esta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos elaborado pelo PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PROMOÇÃO DA UNIDADE DOS CRISTÃOS