segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO...


«Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo»
cf. Mc 1,14-20

O homem actual está a caminho de um desenvolvimento mais pleno da própria personalidade e de uma maior descoberta e afirmação dos próprios direitos. Tendo a Igreja, por sua parte, a missão de manifestar o mistério de Deus, último fim do homem, descobre ao mesmo tempo ao homem o sentido da sua existência, a verdade profunda acerca dele mesmo.

A Igreja sabe muito bem que só Deus, a Quem serve, pode responder às aspirações mais profundas do coração humano, que nunca se satisfaz plenamente com os alimentos terrestres. Sabe também que o homem, solicitado pelo Espírito de Deus, nunca será totalmente indiferente ao problema religioso, como confirmam, não só a experiência dos tempos passados, mas também inúmeros testemunhos do presente.

Com efeito, o homem sempre desejará saber, ao menos confusamente, qual é o significado da sua vida, da sua actividade e da sua morte. E a própria presença da Igreja lhe traz à mente estes problemas. Mas só Deus, que criou o homem à Sua imagem e o remiu, dá plena resposta a estas perguntas, pela revelação em Cristo, Seu Filho, feito homem. Aquele que segue Cristo, o Homem perfeito, torna-se mais homem. [...]

Com efeito, o próprio Verbo de Deus, por Quem tudo foi feito, fez-Se homem para, Homem perfeito, a todos salvar e tudo recapitular. O Senhor é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do género humano, a alegria de todos os corações e a plenitude das suas aspirações.

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática «Gaudium et Spes»,
sobre a Igreja no mundo contemporâneo, §§ 41, 45

in evangelhoquotidiano.org

domingo, 11 de janeiro de 2009

PARA AGRADECER O NOSSO BAPTISMO


Nós Vos louvamos e damos graças
porque nos criastes para sermos felizes
e nos entregastes um mundo para transformar
com o nosso esforço e trabalho.

Nós Vos louvamos e damos graças
porque pelo Baptismo nos destes uma vida nova
e fizestes de nós vosso filhos muito amados.

Nós Vos louvamos e damos graças
porque pelo Baptismo fizestes de nós um Povo
com uma só fé, um único Senhor, uma única esperança:
somos a Vossa Igreja!

Nós Vos louvamos e damos graças
porque o Baptismo deu sentido à nossa vida.
Por ele caminhamos na certeza
de ir ao encontro de uma Vida em plenitude.

Nós vos louvamos e damos graças
porque um dia fareis novas todas as coisas
e surgirão uns novos céus e uma nova terra
sem lágrimas, nem morte, nem luto, nem dor.

in “Marcos - este homem era Deus” de Lopes Morgado

sábado, 10 de janeiro de 2009

REZANDO PELA PAZ NA PALESTINA

Presumo que percebam tanto árabe quanto eu.
Então, porquê este vídeo com cântico árabe?
Simplesmente, porque o Natal de Jesus é universal e muitos irmãos de língua árabe são cristãos, nomeadamente na Palestina. Todos acompanhamos, pelos meios de comunicação social, o drama que sucede na faixa de Gaza. Diz-se que Natal é tempo de paz. Porém, de longa data, não o tem sido na terra de Jesus.
Independentemente da simpatia por qualquer um dos lados implicados, importa pedir a Deus que a Paz vença progressivamente, em cada coração humano, as razões que levam ao ódio e à vingança.

Propõe-se que acompanhemos as imagens do vídeo e a melodia do cântico rezando em favor do entendimento desses povos, ambos descendentes de Abraão. Que Judeus, muçulmanos e cristãos possam um dia perceber que o único Deus, criador e redentor de todos, espera de nós que antecipemos o céu na terra, comprometendo-nos na Paz como homens de boa vontade.

Ao despedirmo-nos deste tempo de Natal, fique gravado em nós esse compromisso pela Paz ao longo deste 2009.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

SENHOR, SE QUISERES, PODES CURAR-ME!


"Sim, quero. Fica curado!"
cf. Mc 1, 40-45

Senhor, se quiseres podes curar-me!
Eu creio!
Toca-me, Senhor!

Cura-me da minha lepra:
Quero amar-Te só a Ti
mas todo o meu ser é-Te infiel.
Cura-me da minha cegueira:
Quero descobrir-Te ao meu redor
e só me encontro a mim.
Cura-me da minha surdez:
Quero ouvir o eco da Tua Palavra
mas são outras as vozes a povoarem o meu silêncio.
Cura-me da minha mudez:
Quero responder ao Teu chamamento
mas esqueço que esperas o meu “sim” cada dia.
Cura-me da minha paralisia:
Quero seguir os Teus caminhos
mas confundo-me em falsos cruzamentos.
Cura-me da minha hipocrisia:
Quero ser só Teu
e resisto em dar-me todo a Ti.
Cura-me do meu vazio:
Quero estar repleto da Tua presença
mas, por vezes, não te deixo entrar.

Senhor, se quiseres, podes curar-me!
Eu creio!
Toca-me, Senhor!
Cura-me!
Quero sentir a Tua mão tocar-me.
Quero ouvir a Tua voz dizer-me:
“Sim, quero. Fica curado!”

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

JESUS, NOSSO NORTE


«Tende confiança, sou Eu. Não temais!»
cf. Mc 6,45-52

Todas as embarcações têm uma bússola marítima, cuja agulha magnética aponta sempre a direcção da estrela polar e, ainda que a barca parta do sul, a sua bússola nunca deixa de indicar o norte.

Que, do mesmo modo, o fino ponteiro do espírito indique sempre a direcção de Deus, que é o seu norte [...]. Ides para o mar alto deste mundo; para tal não mudeis de mestre, nem de mastro, nem de vela, âncora ou vento. Tende sempre a Jesus Cristo por mestre, a sua cruz por árvore, nela pondo as vossas resoluções, como quem as estende numa vela; que a vossa âncora seja uma profunda confiança n'Ele, e ide, sim, em boa hora. Queira o vento propício das inspirações celestes enfunar as velas do vosso barco, mantendo-as sempre pandas, e fazer-vos chegar, em felicidade, ao porto da santa eternidade [...].

Que no meio do desnorte tudo encontre o sentido certo, não o digo apenas relativamente ao que está ao redor de nós, mas ao que está mesmo em nós, isto é, quer a nossa alma esteja triste ou alegre, em tranquilidade ou em amargura, em serenidade ou em tribulação, na claridade ou nas trevas, em tentação ou em repouso, em alegria ou em desgosto, em tibieza ou em ternura, quer o sol a queime, quer o orvalho a refresque, ah, é preciso porém que o ponteiro deste nosso coração, do nosso espírito, da nossa superior vontade, que é a nossa bússola, vele sempre, e se guie, incessante e perpetuamente, pelo amor de Deus.

São Francisco de Sales (1567-1622),
Bispo de Genebra e Doutor da Igreja


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

EMMANUEL de la RONCIÈRE, alcançar a felicidade pela santidade


“O futuro incomoda-me. Tenho um temperamento inquieto, instável, a minha adolescência prolonga-se. Irá terminar aos 40 anos? Desejo que sim, para estar sempre insatisfeito (pois isso é um privilégio).
Encaro a hipótese de ser artista, poeta, monge, filósofo, médico… O meu sonho era atingir a felicidade pela santidade.”
O rapaz que sonha com a santidade chama-se Emmanuel de la Roncière. Nasceu a 25 de Março de 1954, em França e faleceu no dia 7 de Janeiro de 1975. É um jovem cheio de vida, turbulento, brincalhão, mas, no dizer dos seus pais, “adopta cedo os valores mais fundamentais: sinceridade, pureza, renúncia à vulgaridade, ao tédio, sentido de generosidade e de oração”.
“A adolescência será para ele uma prova, trazendo à luz a sua insatisfação, as suas aspirações fervorosas ao amor total, a uma amizade perfeita. Sentir-se-á tentado pela droga, pelo movimento «hippie» (muito em voga na época), pelo «psicadelismo» (tem 15 anos pouco depois de 68). Esses movimentos atraem-no pela sua recusa do conformismo, pela procura de novos modelos de vida, de amor, de expressão artística. Mas é demasiado sensível e íntegro para não se aperceber dos excessos e perigos que contêm.”
Porém, Emmanuel cresce, reflecte, confronta-se com a vida e a realidade que o rodeiam. Uma prima dirá dele: “Tive a graça de conhecer Emmanuel este verão (1972)… e de admirar a sua maturidade de reflexão, uma sabedoria feita, já então, de renúncia de amor pelos outros, de Deus e, sobretudo, de esquecimento de si próprio. Como se tivesse já compreendido que o essencial não é existirmos para nós mesmos, mas para um imenso Universo… Penso que ele estava mais perto da Verdade que a maior parte de nós.”
Viver para o Essencial
Para além da sua paixão pela vida, quem o conheceu destaca a sua fé, hesitante no início mas que se aprofunda no final da sua vida, centrando-se em Deus como o seu Essencial. Aproxima-se dos sacramentos, nomeadamente da eucaristia e da comunhão. “A sua alma contemplativa chega a Deus através da beleza – das paisagens, do mar, do céu -, mas também por uma relação directa, uma experiência íntima e pessoal… A sua experiência espiritual não o leva a esquecer a vida sobre a Terra, com os seus problemas, os seus sofrimentos e também as suas alegrias, nas quais se detém brevemente, mas com entusiasmo”.
Quando lhe perguntam que virtude escolheria se tivesse possibilidade disso, responde: “Penso que escolheria a perfeita atenção aos outros… Creio que é uma forma de santidade”.

É no final de uma última e longa viagem solitária de bicicleta que será colhido por um carro.
Por fim, um último testemunho, o de uma amiga, agora consagrada: “Nada na Terra satisfazia a sua sede de absoluto. Deus, que o atraía misteriosamente, levava-o a queimar as etapas, para o conduzir mais depressa à plenitude da Vida…
Com quanta força e segurança atingiu ele o seu alvo! Como é belo passar, num instante, sem angústia, sem agonia, do desejo à posse, da sede à saciedade, das sombras da fé à luz da contemplação… Que deslumbramento!”

BENDITO SEJAS


Última oração de Emmanuel de la Roncière, gravada numa cassete encontrada depois da sua morte:.

Pela angústia que me abrasa os olhos e o pensamento,
Bendito sejas, meu Deus, bendito sejas.
Pela maçã que me refresca as entranhas,
Pelo leite que sacia a minha boca,
Bendito sejas mil vezes, Rei de amor.
Pela fria solidão que escurece a minha vida,
Pela insatisfação que me enlaça o ser,
Oh! Como te bendigo, meu doce Cristo!
Pela terra luminosa, banhada de sol
Que eu quereria absorver e possuir completamente,
Bendito sejas de novo, meu Tudo!
Pela minha vida que se consome em amor perdido,
Que se retira lentamente como um longo espinho,
Bendito sejas, louvado sejas, adorado sejas!

Pela angústia, pela ansiedade que me prende os pulmões,
Pelos dias frios e cinzentos,
Pelas pessoas frias e cinzentas,
E pelos contactos humanos frios e cinzentos;
Enfim, pelo mundo frio e cinzento em que choro,
Sê o meu sol e meu perfume,
O meu regato, o meu pássaro.
Sê a minha valsa ligeira,
Sê o meu riso fresco, infinito, multicolor.
Pela ferida de angústia que me faz respirar com mais força
Bendito sejas, louvado sejas, adorados sejas
Meu Tudo, meu Rei, meu Amor.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

UM DEUS QUE NOS SACIA


«A hora já ia muito adiantada [...].
Comeram até ficarem saciados»
cf. Mc 6,34-44

O meu Bem-Amado é como a noite tranquila,
Semelhante ao nascer da aurora,
A silenciosa melodia,
E a solidão sonora,
A ceia retemperadora, que inflama o amor.


Na Sagrada Escritura, o repouso da noite designa a visão de Deus. Tal como a ceia marca a conclusão dos trabalhos do dia e o princípio do repouso da noite, também a alma saboreia, nesta notícia pacífica de que falamos, uma antecipação do fim dos seus males e a garantia dos bens que espera. Também por isto o seu amor a Deus é em muito aumentado. Para a alma, o amor de Deus é realmente «a ceia retemperadora» que lhe anuncia o fim dos seus males, e que «inflama o amor», assegurando-lhe a posse de todos os bens.

Para melhor podermos compreender quão deliciosa é de facto esta ceia para a alma - pois, como o temos dito, a ceia é afinal o próprio Bem-Amado -, recordemos as palavras do Esposo, no Apocalipse: «Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele Comigo» (Ap 3, 20). Já aqui Ele nos dá a entender que traz a ceia consigo, isto é, o sabor e as delícias com que Ele próprio Se alimenta e que comunica à alma ao unir-Se-lhe, para que também esta se alimente do mesmo. É este o sentido das suas palavras: «Cearei com ele, e ele Comigo», e é este o efeito produzido pela união da alma com Deus: os mesmos bens de Deus tornam-se comuns a Ele e à alma Esposa, porque Ele comunica-lhos gratuitamente e com soberana liberalidade. Deus é em Si mesmo esta «ceia retemperadora, que inflama o amor». Ele retempera a Esposa com a sua liberalidade, e inflama-a de amor com a sua benevolência.

S. João da Cruz (1542-1591),
carmelita, Doutor da Igreja,
in Cântico espiritual


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

JEAN THIERRY, tudo por Jesus

Faz, hoje, tão somente 3 anos que faleceu Jean Thierry, jovem carmelita originário dos Camarões. A sua vida foi tão fugaz mas vivida intensamente, na simplicidade e abandono a Jesus que ele tanto amava e queria imitar. Prometeu, antes de morrer, que passaria o seu céu fazendo “chover um dilúvio de vocações para o Carmelo e toda a Igreja”.

POEMA PARA HOJE


São os teus olhos
que enfeitam o jardim bonito.

É o teu gosto de subir
que faz admirável a montanha.

É o teu optimismo
que dá alegria à vida.

É o teu sentido poético
que torna belo o meu poema.

É o teu andar
que dá movimento às coisas.

É o teu coração contente
que faz aquele pássaro encantar.

É a tua paz interior
que dá serenidade ao mar.

É a tua vida que
dá sentido à morte.


M. Rito Dias

domingo, 4 de janeiro de 2009

ROSELLA STALTARI, a pequena vida de uma grande alma


Rosella Staltari nasceu em 1951 numa região dura e pobre da Itália. Os seus pais são camponeses modestos, arruinados pelas inundações que ocorreram no Outono em que nasceu a nossa jovem. Com apenas dois anos, perde a mãe e o pai, não podendo sustentá-la entrega-a à avó. Mas também esta, confrontada à miséria, decide confiar Rosella a um orfanato cuidado pelas religiosas Filhas de Nossa Senhora do Calvário.

As feridas da vida
Junto das religiosas, Rosella sofre da ausência de um verdadeiro lar. A assistente social classifica-a de “tímida e introvertida, sofrendo de uma carência e equilíbrio afectivos”. Demasiado numerosas, as meninas não podem usufruir de uma relação personalizada por parte das religiosas.
Rosella ressente-se dessa carência afectiva e relacional. Fecha-se nela própria, até porque os métodos educativos da altura eram rígidos e austeros. No entanto, e tal como ela própria reconhece, “o sofrimento fez-me amadurecer para além da minha idade”.
A todas essas contrariedades, reage com uma força interior baseada numa profunda devoção a Nossa Senhora. Essa confiança irá frutificar em alegria e humildade pouco comuns, juntamente com uma apurada sensibilidade para com a beleza da natureza e uma bondade delicada para com os outros. A sua vida é um paradoxo.

Em busca do amor
Em 1965, o seu pai inscreve-a num instituto dirigido pelas Filhas de Maria Co-redentora, uma jovem congregação fundada a pouco. A adolescente, agora com 14 anos, adapta-se muito bem a esse ambiente mais familiar, simples e caloroso da comunidade. Corresponde dando o melhor de si mesma, atenta a tudo, serviçal, obediente, sensível à arte e ao bem e extremamente reconhecida. Sem pensar em consagração decide tornar-se professora. Mas não será fácil devido a sua dificuldade na comunicação.
A fundadora da congregação sugere-lhe que escreva um diário para vencer a sua inibição. É através dos seus escritos que se revelará a profundidade da sua vida de fé. Aí, interroga-se sobre o mistério do amor: “Desejo que me ajudem a tornar-me boa, porque quero amar Jesus… Tenho um grande desejo de me dar a Ele, mas a minha vontade não está ainda discernido… Esse desejo está em mim, é certo, mas ainda pequeno e inconstante.”
Através dos retiros descobre S. João da Cruz, meditando os seus escritos. Sente-se conquistada pelo absoluto do amor: “Sofrer por Jesus, que tanto sofreu por mim! Ajudai-me a sofrer somente por amor, sem nunca me arrepender… Só tenho medo da minha fraqueza e assusto-me porque a minha formação ainda não está completa.”

O apelo do Amor
Aos 18 anos, obtém o seu diploma para o ensino básico, começando logo a trabalhar.
De forma quase imprevisível, Rosella entrevê e acolhe o chamamento de Cristo para se entregar a Ele. O seu coração caminha a passos largos no amor a Cristo: “Como fazer para conhecer Jesus e acolher verdadeiramente o seu amor? Não posso mais perder tempo, pois já perdi demasiado.”
Devidamente acompanhada pelos fundadores, as suas feridas afectivas curam-se à luz do amor de Deus.
Às dificuldades da vida comunitária responde com generosidade pois já só quer viver o absoluto do amor.
Professa solenemente o dia 2 de Julho de 1973. Aceita uma nova missão noutra comunidade: “Eis-me, ó Jesus, para fazer a tua vontade. Somente de Ti espero graça e fé, amor e força.” Executa todas as coisas, mesmo as mais insignificantes, com uma simplicidade e transparência que tocam os que a rodeiam.
O dia 2 de Janeiro de 1974 arruma cuidadosamente todos os seus afazeres e o 4 de manhã descobrem-na morta, deitada e com um sorriso nos lábios. Ainda não tinha 23 anos.
O seu diário, uma jóia da espiritualidade do séc. XX, confirmará o que pensam as irmãs: morreu de amor, transfigurada pelo abandona à graça de Deus.
A reputação da sua santidade não deixou de crescer e em 2003 foi introduzida a causa da beatificação.
Se quiseres saber mais sobre Rosella: