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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SANTA TERESA DO MENINO JESUS, Doutora da Igreja

Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si.
Parecia uma religiosa comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava, ouviu duas irmãs comentarem entre si, do lado de fora de sua cela: "Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida... O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a notícia da sua morte?"
Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo.
Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade. A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre "Pequena Via"), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja.
(in evangelhoquotidiano.org)

Conhece aqui a história desta jovem rapariga.
Ela percebeu que a santidade não exige grande feitos mas antes as pequenas coisas do quotidiano.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

PADRE PIO, vida de paixão por Cristo

Numa época marcada pelo ateísmo teórico e prático, Deus dignou-se conceder-nos através do Padre Pio um sinal revelador da sua presença. Durante meio século este frade capuchinho foi a testemunha da paixão de Cristo entre os seus irmãos, recordando a toda a humanidade que Jesus Cristo é o único Salvador do mundo.

Jovem franciscano

Francesco Forgione, assim baptizado, nasceu em 1887 em Pietrelcina, no sul da Itália. A sua infância é marcada por visões mas também pelas doenças que não mais o deixarão até à morte. No entanto, com dezasseis anos, ingressa no convento dos franciscanos capuchinhos onde assume o nome religioso de Pio e é ordenado sacerdote em 1910. Seis mais tarde, após uma longa convalescença em casa, fixa-se no convento de San Giovanni Rotondo, perto de Foggia.

Com 31 anos, recebe a graça dos estigmas, feridas sangrentas, nas mãos, no lado e nos pés, reproduzindo as chagas de Cristo na Cruz. Diariamente, perde o equivalente de um copo de sangue, durante cinquenta anos. Muitos médicos analisarão essas feridas tentando diversas explicações mas reconhecendo, na maior parte dos casos, que tal fenómeno ultrapassava a ciência médica. Mas os prodígios não ficam por aí. Em Maio de 1919, são conhecidos duas curas milagrosas atribuídas a esse jovem frade. A notícia, rapidamente espalhada, atrai cada dia três a cinco centenas de peregrinos e curiosos. Outro dom do Padre Pio é o de ler a mente dos seus penitentes.

Perdoar e orar

Este singular frade dedica-se, essencialmente, ao sacramento da reconciliação, ao qual dedica 15 a 17 horas por dia, qual novo cura d’Ars. Acolhe cada um de forma distinta, conforme as suas necessidades, ora abraçando-os ora repreendo-os chegando a negar a absolvição a alguns. Tal pedagogia tem sempre como fim a conversão autêntica, mostrando-se benevolente perante a sinceridade. O Padre Pio confessou ser o primeiro a sofrer da severidade que, por vezes, emprega a fim que “nenhum se perca”. O seu inimigo é o pecado com o qual jamais pactua pois este contraria a acção do amor de Deus.

Outra faceta de homem de Deus é a oração, na qual encontra a força divina necessária para combater o mal. Apesar dos sofrimentos e cansaços físicos, abandona-se à meditação durante quatro horas. O momento culminante do seu dia é a celebração eucarística. Configurado com Cristo através dos estigmas, o Padre Pio vive a missa em união íntima com a Paixão de Jesus. Muitos foram aqueles que ficaram profundamente marcados pela sua forma de celebrar. Ele rezava muito mas procurava levar os outros a orar. Sob a sua influência criaram-se centenas de grupos de oração.

Abraçando a cruz

Se o exemplo e apostolado do Padre Pio renovam a paróquia, muitos são aqueles que não vêem com bons olhos a súbita fama deste estigmatizado, nomeadamente algum clero local. Levantam-se calúnias e difamações. Roma intervém com medidas severas que restringem a acção do frade. Antes que a verdade seja restabelecida, o padre sofre em silêncio, tal como acontecerá mais tarde noutras “perseguições” que continuarão quase até à sua morte.

Pela sua experiência do sofrimento, o Padre Pio mantém-se atento aos mais necessitados. Assim, decide construir um hospital onde os doentes, sobretudo os mais pobres, possam beneficiar de hospitalidade e assistência qualificadas para o corpo e par o espírito. Em 1947, o sonho começa a realizar-se. Daí surgirá a “Casa Sollievo della Sofferenza” que se tornará um dos hospitais mais modernos de Itália com capacidade para mil doentes.

Até ao seu fim, o Padre Pio continua a sua missão de confessor e de sofredor. No seu penúltimo ano de vida, confessa até 70 pessoas por dia. Os milagres, as profecias, as conversões, as vocações religiosas multiplicam-se. Mas a sua vida espiritual desenrola-se na “noite da fé”, sem nunca possuir a certeza se age bem e conforme a vontade de Deus. Essa “secura” de alma é própria de muitos santos que se vêem obrigados a abandonar-se incondicionalmente na confiança em Deus.

No dia 23 de Setembro de 1968, o Padre Pio expira.

É canonizado por João Paulo II, a 16 de Junho de 2002.


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sábado, 5 de setembro de 2009

MADRE TERESA DE CALCUTÁ, santidade na caridade


Faz hoje 12 anos, Madre Teresa de Calcutá falecia, depois de uma vida gasta e dada pelos que nada tinham.

Agnes Gonxha Bojaxhiu (seu nome de baptismo) nasceu no dia 26 de Agosto de 1910 em Skopje, na actual Macedónia, de una família de origem albanesa. Adolescente empenha-se fervorosamente nas actividades paroquiais. Pela oração e reflexão, decide dar um sentido à sua vida, entregando-se ao serviço dos outros. Quer ser missionária. Aos 18 anos, Agnes entra no convento de Loreto em Dublin, na Irlanda, onde recebeu o nome de Teresa, como a sua padroeira, Santa Teresa de Lisieux.

A sua Congregação envia-a para Calcutá, na Índia, onde chega em Janeiro de 1929. Durante quase duas décadas dedica-se ao ensino, mas no dia 10 de Setembro de 1946, numa viagem de comboio percebe que Deus a desafia a um novo rumo: entregar-se totalmente ao serviço dos pobres. Desta forma, nasce a Congregação das Missionárias da Caridade. Como hábito, escolheu o sari (traje típico indiano), nas cores — justificou ela — "branco, por significar pureza e azul, por ser a cor da Virgem Maria".

Começando com as crianças ensinando-as, passando pela assistência às numerosas famílias que viviam na miséria, Madre Teresaorientou a sua acção em favor dos doentes e moribundos.


Actualmente, as Missionárias da Caridade exercem o seu ministério em centros de apoio a leprosos, idosos, carenciados e doentes com sida, em várias cidades de todo o mundo, bem como escolas, orfanatose trabalhos de reabilitação com presidiários…

O reconhecimento internacional pelo seu trabalho concretizou-se com o Nobel da Paz, em 1979.

Faleceu em 1997, aos 87 anos, mas a sua obra continua através da Irmã Nirmala, eleita como sua sucessora. Tratado como um funeral de Estado, numerosos foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para lhe prestar a sua homenagem.

A 19 de Outubro de 2003, o papa João Paulo II beatificou-a.

A força da santidade

Para além de toda a sua acção caritativa, importa percebeu a fonte da grande força e coragem que testemunhou enfrentando e vencendo tantas dificuldades e oposições que sofreu, não apenas por se encontrar num país de cultura e religião diferentes mas também perante o cepticismo de muitos cristãos.

Foi a docilidade à vontade de Deus, pela oração, fé e grande amor que Lhe tinha, que Madre Teresa se tornou verdadeiramente “filha do Seu Amor”. Tal era a sua confiança em Deus que escreveu: “Ninguém pode desobrigar-me de Deus – estou consagrada a Ele e como tal desejo morrer – (…) mas sei que Nosso Senhor nunca Se permitirá separar-Se de mim – nem permitirá que quem quer que seja me separe d’Ele.”

Tudo vivia e via à luz do Amor de Deus. “Quando vejo alguém triste, penso sempre que estará a recusar alguma coisa a Jesus”. Um dos seus conselhos mais frequentes elucida tudo: “Toma aquilo que Ele te der e dá tudo aquilo que Ele tomar com um grande sorriso”, pois “chegará um momento em que Deus encherá aquilo que esvaziou”.

Se hoje podemos admirar o maravilhoso testemunho de caridade de Teresa de Calcutá é porque ela se manteve fiel à promessa que fez a Deus, em Abril 1942, de “não Lhe recusar coisa alguma”.


E tu?

Serás capaz de recusar algo Àquele que nada recusou por ti?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

S. AGOSTINHO - "Tarde Te amei..."

Agostinho nasceu em Tagaste (norte de África), no ano de 354. Filho de pai pagão e de mãe cristã, era de espírito irrequieto, quer intelectualmente quer moralmente. A sua sede de verdade encaminhou-o por diversas correntes filosóficas e seitas, até chegar ao cristianismo, por volta do ano 387.

S. Ambrósio exerceu nele uma grande influência, baptizando-o em Milão. Mas foi sobretudo Santa Mónica, sua mãe, que trabalhou pela sua conversão, rezando e aconselhando desde sempre.

Agostinho decidiu, então, levar uma vida ascética. Eleito bispo de Hipona, durante trinta e quatro anos guiou o seu povo, ensinando-o e combatendo as heresias. Além das "Confissões", escreveu muitas outras obras. Constitui-se, assim, num dos mais profundos pensadores do mundo antigo. É por muitos considerado o pai do existencialismo cristão. Faleceu em Hippo Regius, no dia 28 de Agosto de 430.

Eis aqui um dos seus mais belos textos:

“Tarde Te amei,

beleza antiga e sempre nova,

tarde Te amei!

Tu estavas dentro de mim

e eu estava fora de mim.

Era nesse fora que eu Te procurava;

com o meu espírito deformado,

precipitava-me sobre as coisas formosas que criaste.

Tu estavas comigo,

mas eu não estava contigo…

Retinha-me longe de Ti

aquilo que não existiria se não existisse em Ti.

Chamaste, gritaste

e rompeste a minha surdez.

Brilhaste, resplandeceste

e dissipaste a minha cegueira.

Exalaste sobre mim o Teu perfume:

aspirei-o profundamente e, agora, suspiro por Ti.

Saboreei-Te, e tenho fome e sede de Ti.

Tocaste-me e agora desejo ardentemente a tua paz.

Uma vez unido a Ti com todo o meu ser,

não haverá mais, para mim,

nem dor nem trabalho:

a minha vida será toda cheia de Ti.”







domingo, 23 de agosto de 2009

Santa ROSA de LIMA, a beleza do ser

Santa Rosa foi chamada Isabel quando nasceu em Lima, no Peru, em 1586. Porém, por ser uma bebé tão bonita a sua família considerou-a como um tesouro e decidiu alterar-lhe o nome para Rosa.

Durante a infância e a juventude, a sua beleza chamava a atenção de todos. Mas desde a mais tenra idade, Rosa dedicou a sua vida a Deus. Era igualmente obediente aos seus pais em tudo quanto eles lhe pediam, excepto numa coisa: recusou casar-se porque queria entregar-se totalmente a Deus. "O prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto".

Na verdade, Rosa lamentava muito que todos à sua volta só estivessem interessadas na sua aparência exterior. Como resposta, esfregava pimenta na cara até a pele ficar cheia de bolhas, vestia-se com roupas ásperas, e cortou os cabelos para que ninguém fosse tentado por ela e para que ela mesma não sucumbisse à vaidade.

Apesar de apreciar fortemente a oração, Rosa gastava muito tempo em trabalhos de bordados e costura para sustentar a família.

Finalmente, acabou por professar como terciária dominicana, retirando-se para uma pequeno ermitério que construiu no fundo do quintal familiar, onde rezava não se poupando a jejuns e outros sacrifícios. Dizia: “Senhor, a sua cruz é muito mais cruel que a minha!”

Foi extremamente bondosa e caridosa para com todos, especialmente para com os índios e negros, aos quais prestava os serviços mais humildes em caso de doença.

Atormentada ela própria por muitos males, oferecia os seus sofrimentos ao Senhor com alegria, pois não queria que a angústia das dores superasse o seu amor por Deus. "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência".

Pela sua fidelidade, foi recompensada com muitos êxtases de paz e júbilo. Num deles, teve a visão do Menino Jesus que quis repousar em seus braços e a coroou com uma grinalda de rosas.

Faleceu a 24 de Agosto de 1617, com 31 anos de idade. As suas últimas palavras forma “Jesus está comigo!”

Foi a primeira santa canonizada da América Latina, em 1671.

Dela disse o então Cardeal Ratzinger, em 1986 no santuário a ela dedicada em Lima: “De certa forma, essa mulher é uma personificação da Igreja da América Latina: imersa em sofrimentos, desprovida de meios materiais e de um poder significativo, mas tomada pelo íntimo ardor causado pela proximidade de Jesus Cristo”.

Para rezar:

Ó Deus,

que inspirastes a

Santa Rosa de Lima,

inflamada de amor,

deixar o mundo e vos servir

através de uma vida simples e austera,

concedei-nos, por sua intercessão,

seguir na terra os vossos caminhos e participar,

junto com Sta Rosa e todos os santos,

do vosso convívio no céu.

Por Cristo, nosso Senhor. Amén.






quarta-feira, 19 de agosto de 2009

S. JOÃO EUDES, apóstolo do Coração de Jesus



São João Eudes, nasceu em França, no ano de 1601. Ordenado sacerdote, dedicou-se à pregação. Quando a epidemia da peste se propagou na Normandia João prontificou-se para prestar assistência aos doentes, não temendo ser contaminado.
O Século XVII, marcado pelo jansenismo e novas filosofias torna-se uma época de muita desconfiança, de esquecimento e de desprezo no que se refere à espiritualidade cristã. No entanto, como reacção, promovem-se uma grande renovação da piedade e da devoção. João Eudes foi um autêntico apóstolo do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado coração de Maria.

No ano de 1643, João Eudes fundou a Congregação de Jesus e Maria, cuja finalidade principal era a preparação espiritual dos candidatos ao sacerdócio e a pregação das missões ao povo. Paralelamente a esta, surgiu a congregação feminina chamada Refúgio de Nossa Senhora da Caridade, da qual derivará, mais tarde, a Congregação do Bom Pastor.


São João Eudes faleceu no dia 19 de Agosto do ano 1680, com setenta e nove anos de idade, sendo canonizado em 1925.



Vale a pena ler e meditar este texto por ele escrito e referente à estreita relação de devemos manter com Cristo:

“Tudo o que é d’Ele é teu: o espírito, o coração, o corpo, a alma, e todas as faculdades. Deves usar de todas elas como se fossem realmente tuas, para servir, louvar, amar e glorificar a Deus. Tu és para Ele como um membro em relação à cabeça; e por isso também Ele deseja ardentemente servir-Se de todas as tuas faculdades como se fossem suas, para servir e glorificar o Pai.

Cristo não somente é para ti, mas quer também estar em ti, viver e dominar em ti, como a cabeça vive e reina nos seus membros. Quer que tudo quanto n’Ele existe viva e reina em ti: o seu espírito no teu espírito, o seu coração no teu coração, todas as faculdades da sua lama nas faculdades da tua alma, de modo que se realizem em ti aquelas palavras: Glorificai e trazei a Deus no vosso corpo, e a vida de Jesus se manifeste em vós… Fora d’Ele não encontrarás a vida verdadeira, porque Ele é a única fonte de vida verdadeira…”

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

S. MAXIMILIANO KOLBE, mártir da caridade


“Basta um segundo para fazer um herói;

é preciso uma vida para fazer uma pessoa de bem.”

Este pensamento ilustra bem a figura e a vida de Maximiliano Kolbe, padre franciscano polaco, morto em Auschwitz. Nesse campo de concentração, tudo estava planeado para matar, incluindo o desejo de viver.

A atitude notável de Maximiliano em querer tomar o lugar de um pai de família, condenado à morte pela fome, é muito mais do que um simples acto heróico. Num contexto tão desumanizante como um campo de extermínio, este homem provou que o amor, por si só, pode quebrar toda a engrenagem de morte, que o instinto de sobrevivência pode ser sublimado pela caridade.

São esses mesmos sentimentos que o animará e reavivará o grupo de condenados, privados de luz, comida e água, expostos às condições degradantes. Pela oração e pelos cânticos, transformarão o calaboiço numa cripta de Igreja, até sucumbirem. Espantosamente só Maximiliano, minado por tuberculose há longa data e com apenas um pulmão a funcionar, resistiu para além de quinze dias. Tiveram de acabar com ele injectando-lhe ácido.

Quem testemunhou, não esqueceu jamais que o amor mantém e eleva a dignidade humana.


Para conheceres melhor a história de S. Maximiliano Kolbe, clica abaixo:

http://sdpv.blogspot.com/2008/08/s-maximiliano-kolbe-mrtir-da-caridade.html

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Santa CLARA de ASSIS, livre e feliz

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É a noite de 28 para 29 de Março de 1211, em Assis.
Uma jovem, de apenas dezoito anos, sai de casa, pela calada da noite. Vai só, pois a empresa é demasiada arriscada para implicar outras pessoas. Era proibido sair para além das muralhas sem autorização expressa.

A jovem chama-se Clara de Favarone de Offreduccio, a mais bela e desejada da nobreza da cidade. Mas o seu desejo é outro. Nessa mesma noite, tornar-se-á para sempre Clara de Assis, a jovem que deixou honras, riqueza e segurança por Cristo Jesus.

Esse dia tinha sido o Domingo de Ramos. Na catedral, durante a celebração, o bispo D. Guido tomara a iniciativa de entregar pessoalmente o ramo de oliveira nas mãos de Clara. Para ela, é o sinal claro: Deus entrega-se-lhe e espera o mesmo dela.

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A nobreza do amor a Deus

No dia seguinte, é o escândalo e a afronta para a família Offreduccio. Clara desapareceu e ninguém lhe sabe o paradeiro. Para onde foi Clara?

O seu sonho brotara há muito em seu coração. No silêncio do recolhimento deixou-se tocar e seduzir pelo mais belo e perene dos príncipes, o único capaz de a amar e encher sem medida os anseios do seu íntimo: Jesus Cristo. O exemplo de outro jovem de Assis, Francisco Bernardone, que deixara as glórias da cavalaria e as riquezas do negócio burguês do pai e agora vivia de esmolas e evangelho, só reforçava nela a convicção que era possível viver a verdadeira felicidade em Deus e para Deus.

Nessa noite de Ramos, Clara sairia e caminharia até onde o Amor a levasse. É Francisco, juntamente com os seus companheiros, outros jovens “loucos” de Assis, que a conduzem no caminho da consagração a Cristo.

Clara viveu na primeira pessoa o que mais tarde escreverá a outra princesa, Inês de Praga, que anseia imitar a sua entrega generosa a Deus:

“Não desanimes no caminho, corre veloz, com passo leve sem tropeçar; que nem a teus pés o pó se apegue; avança segura, alegre e jovial, no caminho da felicidade, não acredites nem confies em quem te tentar desviar deste propósito; ultrapassa todo o obstáculo do caminho… Como virgem pobre, abraça a Cristo pobre.”

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Liberdade e felicidade

Clara foi, autenticamente, uma mulher livre e feliz porque se manteve fiel e atenta aos apelos de Deus e dos irmãos. Não é de admirar que muitas outras jovens lhe tenham seguido os passos, inclusivamente irmãs suas e a própria mãe. Com elas, nasceu a Ordem das Damas Pobres, hoje mais conhecida por Clarissas. A pobreza era, para Clara, um privilégio a defender pois esta permitia uma vida simples, fraterna e livre, condição necessária para imitar de mais perto a Cristo. Para Clara e todas as Clarissas da actualidade, esse caminho é vocação à uma vida feliz e cheia de sentido.

A todas elas, votos de fidelidade e felicidade!

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Hoje, uma jovem professa votos simples temporários na Ordem de Santa Clara. Para leres o seu testemunho, clica aqui:

http://www.clarissasmontereal.com/noticias.htm

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

S. LOURENÇO e o tesouro da Igreja


Apesar de pouco se saber sobre a vida de Lourenço, durante séculos as lendas sobre ele espalharam-se entre os cristãos.

Nasceu provavelmente em Aragão, na primeira metade do século III e foi educado por Sisto, que em 257 se tornou o Papa Sisto II. Um dos seus primeiros actos como papa foi ordenar Lourenço como diácono, nomeando-o ao serviço da Igreja de Roma.

Como diácono, Lourenço preocupava-se especialmente com os pobres, sendo a caridade uma das características diaconais.

Foi então que o Imperador Valeriano emitiu um decreto contra a Igreja Cristã. Esperando travar a expansão do cristianismo, Valeriano ordenou que todos os bispos, padres e diáconos fossem executados.


O leal diácono

Segundo uma lenda popular, quando Sisto foi levado para a execução em 258, Lourenço foi tomado pelo desgosto e gritou “Pai, onde vais sem o teu filho? Onde ides, Santo Padre, sem o teu diácono?”. Mas Sisto terá respondido: “Não te abandono, meu filho. Um tribunal maior e uma gloriosa vitória te estão reservados… Seguir-me-ás daqui a quatro dias”.


Júbilo em vez de medo
Lourenço não teve medo. Pelo contrário, o seu coração encheu-se de júbilo. Em vez de se esconder, começou a distribuir as possessões da Igreja pelos necessitados e doentes, seguindo as instruções de Sisto. Quando o prefeito romano ordenou que entregasse os tesouros da Igreja, Lourenço apontou para os pobres e os doentes e disse que eram eles a verdadeira riqueza da Igreja. Furioso com a resposta, o prefeito ordenou que Lourenço morresse queimado.

No rasto de Lourenço

Lourenço fez tudo o que pôde para auxiliar os necessitados. No final da II Grande Guerra, vários padres franceses notaram com preocupação a distância entre a Igreja e os trabalhadores. Assim, obtiveram permissão para iniciar uma nova forma de pastoral conhecida por “padres-operários”.

Trabalhando e vivendo entre os pobres em várias cidades francesas, estes padres esperavam partilhar o trabalho e o sofrimento dos operários de forma a que a Igreja compreendesse melhor as suas necessidades. Também espalhavam o Evangelho entre os seus companheiros trabalhadores. Tal como o afirmou o Concílio Vaticano II, na década de 60, “as alegrias e a esperança, o sofrimento e a angústia dos pobres são a alegria e a esperança. O sofrimento e a angústia dos seguidores de Cristo”. Nas palavras do padre Perrin, “a Igreja não deveria existir num mundo religioso marginal”, mas enraizar-se na vida e experiência das massas.



Adaptado de “Vidas Comuns, Pessoas Extraordinárias”

sábado, 8 de agosto de 2009

S. JOÃO MARIA VIANNEY, padroeiro dos sacerdotes (II)


Como prometido, transcrevemos a segunda parte da vida do Santo Cura de Ars. Concretamente, recordamos hoje o seu ministério pastoral.

Desejamos que o testemunho de S. João Maria Vianney ilumine este Ano Sacerdotal, como exemplo a seguir por todos os sacerdotes e melhor percepção do significado e importância desta missão para todos os fiéis.


O ministério de pároco

Desde o início, João Maria Vianney revela-se um homem empreendedor. Do restauro do relógio da igreja à construção de capelas, passando pela aquisição, em 1824, da casa que se chamará «Providência» para aí fazer uma escola gratuita para raparigas, ou ainda a compra de paramentos litúrgicos para «exprimir a beleza de Deus», tudo é feito no sentido de anunciar e pôr em prática o Evangelho.


No seu ministério, o Cura d’Ars saberá sempre pôr em destaque a primazia de Deus na vida humana. Inicialmente caracterizado por um certo rigor moral no anúncio de Cristo, rapidamente se deixará conduzir pela sua própria vida espiritual e anunciará a grandeza do Amor de Deus e a sua Misericórdia infinita pelo homem pecador.

Como a Virgem Maria ocupava um grande lugar na sua vida e na sua fé, manda colocar uma imagem da Santíssima Virgem e consagra a sua paróquia a «Maria concebida sem pecado». Ora, estamos em 1836, quer dizer, dezoito anos antes da promulgação do dogma da Imaculada Conceição!


Uma das originalidades de Ars é que a «peregrinação» começa ainda em vida de João Maria Vianney. Já antes de 1830 muitas pessoas vinham confessar-se ao Cura d’Ars, atingindo dezenas de milhar nos últimos anos da sua vida. Registam-se mesmo mais de cem mil peregrinos em 1858.


O zelo pelas almas

A maior parte do seu dia é passado na igreja, principalmente para as confissões, mas também para a oração, a Eucaristia e a catequese. Apesar da afluência dos peregrinos, mesmo assim não abandona os seus paroquianos, que terão sempre prioridade.

Tornando-se a tarefa do seu ministério cada vez mais pesada, o Cura d’Ars aceita um auxiliar Depois uma equipa de missionários diocesanos e irmãos da Sagrada Família de Belley vêm ajudálo no exercício das suas funções.

Esgotado pelas suas excessivas actividades, o Cura d’Ars fica definitivamente de cama em 30 de Julho. A 4 de Agosto de 1859, às duas horas da manhã, «entra na glória de Deus». Tem setenta e três anos.

A 8 de Janeiro de 1905, João Maria Vianney é beatificado pelo papa Pio X. A 31 de Maio de 1925, o Papa Pio XI canoniza-o. Torna-se então «S. João Maria Vianney». Mas, para as multidões, ele é antes de tudo o «santo Cura d’Ars». A 23 de Abril de 1929 é nomeado padroeiro de todos os párocos.


PARA REZAR:

V. Rogai por nós, bem-aventurado S. João Maria Vianney.

R. Para que sejamos fiéis como Cristo foi fiel.

Oremos: Deus omnipotente e misericordioso, que fizestes de São João Maria Vianney um sacerdote admirável no zelo pastoral, concedei-nos, que, imitando o seu exemplo, ganhemos para Vós no amor de Cristo os nossos irmãos e com eles alcancemos a glória eterna. Por Nosso Senhor…


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

S. JOÃO MARIA VIANNEY, padroeiro dos sacerdotes (I)


Por opção de Bento XVI, João Maria Vianney, mais conhecido como «santo Cura d’Ars», é o modelo proposto para este Ano Sacerdotal. Sendo o dia 4 de Agosto a festa comemorativa deste santo, transcrevemos (em duas partes) o texto referente à sua vida e contido num guião elaborado para a Jornada Mundial de oração pela Santificação dos sacerdotes. Hoje, debruçamo-nos sobre o início da sua vida.

Infância e juventude

Nascido a 8 de Maio de 1786, em Dardilly, a norte de Lyon, João Maria Vianney é o quarto de uma família de seis filhos. Os seus pais cultivam treze hectares de terra. É uma família que pratica o Evangelho a partir da oração em conjunto e do acolhimento aos mais pobres.

Embora sendo muito pequeno, a sua mãe educa-o, pela oração, no amor de Deus e da Virgem Maria. João Maria tem apenas três anos quando rebenta a Revolução Francesa, e sete anos quando as perseguições atingem a sua região. É assim mergulhado, desde muito jovem, no drama de uma Igreja dilacerada e de uma sociedade dividida.

É na clandestinidade que João Maria Vianney, em 1797, faz a sua primeira confissão. É aqui, sem dúvida, que ele – que virá a ser o «homem da reconciliação» –, descobre a importância deste sacramento porque o padre a quem ele se confessa arriscou a vida para o fazer. Espera dois anos para poder fazer a sua primeira comunhão, ainda clandestinamente (é descarregado feno diante da casa onde a missa é celebrada, para desviar as atenções). Espera depois mais dois anos para comungar pela segunda vez. Como não compreender a consciência que tinha da grandeza da Eucaristia e da Reconciliação, quando ele viu padres arriscar a própria vida para lhe permitir encontrar Deus nos sacramentos?

João Maria Vianney vai muito tarde para a escola, sobretudo porque na sua aldeia não havia professor. E só aos dezassete anos é que aprende a escrever. Desde muito cedo quis ser padre, mas foi apenas aos vinte anos que começou os estudos. O pai não estava de acordo, e os estudos ficavam muito caros. Para evitar os gastos é o Pároco de Écully que o ensina. Será este, verdadeiramente, o seu mestre espiritual.


Napoleão, que entretanto subiu ao poder começa a guerra. Tem necessidade de soldados. João Maria é chamado para o serviço militar em 1809, mas fica doente na viagem de partida. Antes de integrar o seu batalhão do exército, deserta, encorajado por um recruta que o guia para a aldeia de Noës, nos montes de Forez. Considerado como desertor, é o seu irmão que parte na sua vez, e não voltará mais a Dardilly. João Maria Vianney guardará para sempre esta ferida do desaparecimento do irmão, sem no entanto lamentar o que fez.

João Maria Vianney retoma os estudos eclesiásticos, com dificuldade. É mandado embora do Seminário Maior de Lyon em 1813, não por falta de inteligência mas por manifesta falta de bases: aprender Teologia em latim e evoluir intelectualmente quando só se começou a ler e a escrever aos dezassete anos, não é fácil! João Maria Vianney é um homem inteligente e esperto, com uma intuição invulgar para as coisas de Deus. Embora tendo dificuldade em estudar passa razoavelmente bem no exame de Francês, em Écully, onde o abade Balley continua a assegurar a sua formação. Depois do exame, o Vigário Geral terá dito: «O senhor sabe tanto ou mais que a maior parte dos nossos padres da província».

Em 13 de Agosto de 1815 é ordenado padre em Grenoble, porque em Lyon o cardeal Fesch, tio de Napoleão, acaba de deixar a sua diocese, por razões de segurança (a batalha de Waterloo tinha sido em 18 de Junho). É imediatamente nomeado vigário de Écully, ao lado de Mons. Balley, que morreu em 1817.

A 11 de Fevereiro de 1818, é nomeado para Ars, pequena aldeia em Dombes, no Departamento do Ain, instalando-se dois dias depois. Ficará lá 41 anos, até à sua morte no dia 4 de Agosto de 1859.

Inicialmente paróquia da diocese de Lyon, Ars passa para a diocese de Belley em 1823, aquando da sua fundação por Mons. Devie.

O seu ministério desenrola-se num contexto de inconstância política: império, monarquia, república e de novo império. A França tem dificuldade em estabelecer a paz. Três revoluções, dois golpes de Estado e dois períodos de terror marcaram a sua história entre 1786 e 1859. No plano religioso, o anticlericalismo manifesta-se nalguns períodos, particularmente em 1830.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Stº INÁCIO DE LOIOLA, o cavaleiro peregrino


Inácio nasceu em 1491 no seio de uma família nobre da Espanha que lhe deu o nome de Iñigo de Loiola. Pajem aos 16 anos, aprendeu a apreciar os prazeres da vida na corte. Mais tarde uniu-se ao exército e foi gravemente ferido. Tinha, então, 30 anos de idade.

Recuperou mas ficou sempre limitado, com uma perna mais curta do que a outra. Durante o longo período de recuperação, começou a ler livros sobre a vida de Cristo e de santos. Na realidade, preferia os romances de cavalaria, mas na ausência destes sujeitou-se ao que havia na casa paterna. Verdade é que, através dessa leitura, Inácio concluiu que quando os seus pensamentos se dirigiam a Cristo e aos santos experimentava uma sensação de paz e serenidade, bem maiores do que sonhando nas glórias de cavalaria e da corte.

Era o início da sua conversão.


Encontros místicos

Inácio decidiu procurar a verdade. Através de uma peregrinação e de muita meditação, teve uma visão de Deus que lhe deu uma perspectiva totalmente nova sobre a vida. Apesar da sua idade, voltou aos estudos. É precisamente na universidade de Paris que conheceu Francisco Xavier, aquele que se iria tornar o grande missionário do Oriente.


O começo de uma nova Ordem

Chegado a Roma, Inácio juntamente com mais alguns companheiros formaram a Companhia de Jesus, uma Ordem ao serviço da Igreja, nomeadamente do papa. Dessa forma, os seus membros, também chamados jesuítas, viajavam para onde quer que os seus serviços fossem necessários e Inácio foi eleito o seu primeiro Superior.
Um dos principais contributos ao longo da história tem sido no ensino.

Inácio passou o resto da sua vida ao serviço dos pobres, escrevendo e ensinado sublinhando sempre a omnipresença de Deus. Fruto das suas experiências místicas, escreveu uma importante obra ainda hoje seguida como referência: “Exercícios Espirituais”.


“Tomai, Senhor,
e recebei toda a minha liberdade,
a minha memória,
o meu entendimento
e toda a minha vontade,
tudo o que tenho e possuo;
Vós mo destes;
a Vós, Senhor, o restituo.
Tudo é vosso,
disponde de tudo,
à vossa inteira vontade.
Dai-me o vosso amor e graça,
que esta me basta”.


Alguns endereços jesuíticos que vale a pena visitar:

http://www.companhia-jesus.pt/

http://www.ppcj.pt/

http://www.essejota.net/


Adaptado de "Pessoas Comuns, Vidas Extraordinárias"

segunda-feira, 22 de junho de 2009

S. TOMAS MORE, um santo bem humorado e responsável


Tomás nasceu em Londres em 1478 e era filho de um juiz. Possuía uma mente brilhante e estudou com prazer os clássicos na Universidade de Oxford. Tomás tornou-se advogado. Ele apreciava a justiça e defendia gratuitamente as causas dos pobres. Rezava diariamente, chegando a considerar a possibilidade de tornar-se monge. Acabou por decidir constituir família e prosseguir com a sua carreira jurídica.
Tão competente era na sua área que o rei Henrique VIII convidou-o para prestar os seus serviços na corte. O soberano, agradado da sua companhia, armou-o cavaleiro. Mais tarde, nomeou-o para o prestigiado cargo de Chanceler de Inglaterra. No entanto, Tomás nunca confiou plenamente na amizade de Henrique, preferindo a companhia da família e outros amigos.

Servo de Deus em primeiro lugar
Tomás tinha razão em não confiar no rei, cujos interesses pessoais geralmente motivavam as suas decisões. Henrique tinha divorciado e casado novamente contra a vontade do papa. O monarca proclamou uma lei que ordenava que o clero na Inglaterra o aceitasse como “Chefe Supremo” da Igreja. Dividido entre os deveres para com o rei e o respeito pela Igreja de Roma, Tomás demitiu-se do seu cargo, reduzindo a sua família à pobreza.
Quando Tomás recusou reconhecer Henrique como chefe da Igreja inglesa, foi preso na Torre de Londres. Foi, finalmente, considerado culpado de traição e foi decapitado a 6 de Julho de 1535, embora seja festejado nesta data de 22 de Junho.

Bom humor até ao fim
Mesmo condenado à morte, não perdeu o seu peculiar bom humor (ou não fosse ele britânico), sua naturalidade e simplicidade. No dia da execução, pediu ajuda para subir ao cadafalso. E disse ao povo: "Morro leal a Deus e ao Rei, mas a Deus antes de tudo". E abraçando o carrasco, disse: "Coragem, amigo, não tenhas medo! Mas como tenho o pescoço muito curto, atenção! Está nisso a tua honra!" E pediu para que não lhe estragasse a barba, porque ela, ao menos, não cometera nenhuma traição.
Foi beatificado em 1886 por Leão XIII e canonizado em 1935 por Pio XI.

No seu rasto
Tomás More foi marido, pai e advogado – não é o tipo de homem que esperamos ver descrito como um santo. A sua vida parece-nos mais como uma história de sucesso pessoal. Apesar disso, ele é exactamente o tipo de santo com o qual nos podemos sentir mais próximos nos nossos dias. Estava preocupado em manter a sua família e educar os seus filhos, assegurando-se que as suas três filhas tivessem a mesma educação que o filho. Tal como a maior parte de nós, ele tinha um chefe que exigia muito do seu tempo e da sua lealdade.
A vida e o exemplo de Tomás More acabam por questionar-nos sobre o seguinte:
- Profissionalmente, estamos mais preocupados em melhorar economicamente ou fazer o mais correctamente possível o nosso trabalho?
- O nosso trabalho ou ocupações deixam-nos o tempo suficiente para estar com a família e os amigos?
- Na hora de tomar uma decisão, pedimos a Deus que nos guie e escutamos o nosso coração? Damos sempre prioridade ao bem sobre o mal?

Fontes: evangelhoquotidiano.org
e “Vidas Comuns, Pessoas extraordinárias”

segunda-feira, 1 de junho de 2009

S. JUSTINO, da busca ao encontro da Verdade


Justino nasceu na Samaria, por volta do ano 100. Os seus pais eram pagãos de origem grega tendo-lhe dado uma educação grega clássica em história, poesia, retórica e psicologia.
Na realidade, foi o interesse de Justino pela filosofia que o levou a alargar a sua curiosidade acerca do cristianismo. Ficou impressionado com aquilo que lia e ouvia sobre a nova religião. Justino também foi testemunha da coragem extraordinária dos mártires cristãos e sentiu a alegria daqueles que tinham aceitado Jesus nas suas vidas.
Acabou por converter-se ao cristianismo quando tinha cerca de 30 anos, embora continuasse a seguir muitos ensinamentos dos filósofos gregos, como Platão.
Por volta do ano 150, Justino foi viver para Roma onde fundou uma escola cristã e escreveu algumas das suas obras mais importantes, defendendo a sua fé em termos filosóficos.
Justino, estimulado pelo debate intelectual, discutia frequentemente acerca do cristianismo com filósofos e professores de religião. Uma vez, teve uma grande discussão com um pensador cínico chamado Crescêncio e, com sucesso, rebateu toda a sua argumentação, humilhando-o publicamente.

Um cristão leal

Pouco depois, Justino e seis dos seus alunos foram presos por se terem recusado a fazer sacrifícios aos deuses pagãos, provavelmente denunciados por Crescêncio às autoridades. Levado à presença do prefeito romano, Justino recusou a suspensão da execução à condição de uma retractação. Todos foram açoitados e, por fim, decapitados de acordo com a lei romana. Pensa-se que, posteriormente, alguns cristãos tenham recolhido os seus cadáveres, enterrando-os em segredo.

No seu rasto
Nos tempos de Justino, os cínicos eram um grupo de filósofos que desprezavam as pessoas com crenças idealistas, afirmando só se enganam a si próprias. Embora já não estejam organizados num única escola de pensamento, muitos cínicos – pessoas que desvalorizam as crenças dos outros – ainda existem.
Apesar daqueles que questionam a existência de Deus, a religião continua a ser uma força positiva no mundo, encorajando as pessoas a pôr de lado o egoísmo e a ajudarem-se umas às outras.
Talvez conheças alguns cínicos que ponham em causa os teus compromissos religiosos que para ti são justificados e válidos. Não precisas de uma educação formal em filosofia para defender a tua posição com fundamentos claros e manter as tuas convicções.
Recorda:
- Acreditar em Deus não significa provar a Sua existência, mas sim ter fé mesmo sem provas físicas;
- A fé é tua. Não hesites em exprimi-la em palavras e actos. Deixa que as tuas acções sejam exemplos vivos para os outros de como Deus guia a tua vida. Este será o teu melhor argumento.

Para rezar:
Deus omnipotente e eterno,
que encontraste o teu mártir Justino
errante de professor em professor,
em busca do Deus verdadeiro,
e lhe revelaste a sublime sabedoria da tua Palavra eterna:
concede a todo aquele que Te procura,
ou deseja um maior conhecimento de Ti,
possa encontrar e ser encontrado por Ti;
por Jesus Cristo Nosso Senhor,
que vive e reina contigo
na unidade do Espírito Santo,
um Deus, para todo o sempre.

Adaptado de “Pessoas comuns, vidas extraordinárias”